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Andando pelas ruas de um passado que não me pertence mais,
notei a desimportância de tudo aquilo que deixei para trás,
uma concatenação de histórias poluía a minha cabeça
sofrimentos sem sentido dispostos numa cadeia,
como o amargo de se ressentir por não aproveitar um dia bonito numa cidade feia,
mas naquele tempo ainda me faltavam algumas peças para fechar o quebra-cabeça,
eu não podia saber,
mas para que eu nunca me esqueça,
quando ando por essas vielas presto muita atenção,
desapego do visco das feias e me orgulho da rejeição das belas,
pois ao menos coragem pude ter
e mostrei o meu tesão
Não são os fantasmas do passado que me assombram,
é como se eu fosse um fantasma do presente,
um vivo a caminhar no mundo dos mortos,
os conhecidos me olham com espanto
e os desconhecidos me dão olhares sem encanto,
são narcisistas de rostos tortos,
gente que está na miséria e nem sente,
vidas inócuas que se alambram
Eu queria não ter mais que voltar,
abandonar de vez esse emaranhado de faltas e cumplicidades,
viver uma vida só de sonhos e vantagens,
queria demais poder carregar
todas as doçuras dessa terra
para longe dessa gente que não se consterna,
By Felipe SimãoAndando pelas ruas de um passado que não me pertence mais,
notei a desimportância de tudo aquilo que deixei para trás,
uma concatenação de histórias poluía a minha cabeça
sofrimentos sem sentido dispostos numa cadeia,
como o amargo de se ressentir por não aproveitar um dia bonito numa cidade feia,
mas naquele tempo ainda me faltavam algumas peças para fechar o quebra-cabeça,
eu não podia saber,
mas para que eu nunca me esqueça,
quando ando por essas vielas presto muita atenção,
desapego do visco das feias e me orgulho da rejeição das belas,
pois ao menos coragem pude ter
e mostrei o meu tesão
Não são os fantasmas do passado que me assombram,
é como se eu fosse um fantasma do presente,
um vivo a caminhar no mundo dos mortos,
os conhecidos me olham com espanto
e os desconhecidos me dão olhares sem encanto,
são narcisistas de rostos tortos,
gente que está na miséria e nem sente,
vidas inócuas que se alambram
Eu queria não ter mais que voltar,
abandonar de vez esse emaranhado de faltas e cumplicidades,
viver uma vida só de sonhos e vantagens,
queria demais poder carregar
todas as doçuras dessa terra
para longe dessa gente que não se consterna,