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Depois que uma pessoa engravida, a partir do primeiro trimestre é possível fazer aquilo que é aguardado por muitos pais e mães: o exame de ultrassonografia para identificar o sexo do bebê. Essa exame, que permite identificar a genitália do bebê também é chamado de “sexagem fetal”. Há quem prefira guardar o segredo e daí aparece aqueles tão famosos chás de revelação, momento em que os pais inventam algum tipo de surpresa para revelar o tal sexo da criança que às vezes nem nasceu ainda. A treta que vem daí não é nada simples. Basicamente, se constroem dois mundos: o mundo dos meninos e o mundo das meninas, o mundo azul e o mundo rosa, o mundo do brincar com carrinho e o mundo do brincar com bonecas. Essas situações mostram um pouco da nossa forma de lidar e estabilizar padrões de gênero. Dizendo de um modo mais simples, é como se a gente já definisse o que as pessoas são e como elas devem se comportar antes mesmo delas nascerem. A gente chama isso de padrão de gênero não apenas porque o gênero é o principal elemento dessas regras que vão ser construídas, mas porque é a própria ideia do que seja menino ou menina que vai sendo produzida com esses mundos tão separados.
Pra tentar entender um pouco sobre como a gente se mete nessa treta e como a gente pode ser mais crítico ao lidarmos com ela a gente chamou duas convidadas especiais. Uma delas é a Paloma Fernandes, que é blogueira, podcaster no PodParir e no Pronto Dormiu, e também faz acompanhamento de pessoas que estão em processo de amamentação. Ah, e ela ainda é mãe de quatro meninos. Ao lado dela temos também a Marina Nucci, que é antropóloga e doutora em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da UERJ e mãe de duas meninas. O octógono é formado também pelo nosso treteiro oficial: Marcos Carvalho.
By AntropotretasDepois que uma pessoa engravida, a partir do primeiro trimestre é possível fazer aquilo que é aguardado por muitos pais e mães: o exame de ultrassonografia para identificar o sexo do bebê. Essa exame, que permite identificar a genitália do bebê também é chamado de “sexagem fetal”. Há quem prefira guardar o segredo e daí aparece aqueles tão famosos chás de revelação, momento em que os pais inventam algum tipo de surpresa para revelar o tal sexo da criança que às vezes nem nasceu ainda. A treta que vem daí não é nada simples. Basicamente, se constroem dois mundos: o mundo dos meninos e o mundo das meninas, o mundo azul e o mundo rosa, o mundo do brincar com carrinho e o mundo do brincar com bonecas. Essas situações mostram um pouco da nossa forma de lidar e estabilizar padrões de gênero. Dizendo de um modo mais simples, é como se a gente já definisse o que as pessoas são e como elas devem se comportar antes mesmo delas nascerem. A gente chama isso de padrão de gênero não apenas porque o gênero é o principal elemento dessas regras que vão ser construídas, mas porque é a própria ideia do que seja menino ou menina que vai sendo produzida com esses mundos tão separados.
Pra tentar entender um pouco sobre como a gente se mete nessa treta e como a gente pode ser mais crítico ao lidarmos com ela a gente chamou duas convidadas especiais. Uma delas é a Paloma Fernandes, que é blogueira, podcaster no PodParir e no Pronto Dormiu, e também faz acompanhamento de pessoas que estão em processo de amamentação. Ah, e ela ainda é mãe de quatro meninos. Ao lado dela temos também a Marina Nucci, que é antropóloga e doutora em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da UERJ e mãe de duas meninas. O octógono é formado também pelo nosso treteiro oficial: Marcos Carvalho.