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É uma pena que uma mulher tão linda, tão inteligente,
que gosta de ser livre,
que gosta de sexo,
e encara o preciosismo machista que habita em todas as
uma pena
que seja tão fútil,
que viva a mercê de homens mais velhos
Você deixa que eles suguem toda a sua juventude,
eles nunca vão se saciar,
você só vai perceber quando sugarem até a tua inocência,
tarde demais,
você agora é um pulmão sem ar,
seios sem sustentação,
aos quarenta anos,
sem amor, sem emprego, sem rumo,
esse é o preço duma vida de ilusão,
de tudo isso que você considera o suprassumo,
você abraça todas as frivolidades,
abraça esses tórax peludos,
fazendo deles uma couraça para se proteger,
mal nota que se encerra na própria prisão;
numa síndrome de Estocolmo
você se tranca no castelo com seu “príncipe encantado”,
se encanta ao ver da janela o mar
e não vê o príncipe virando sapo,
a desventura do fim da sua vida
vai sendo costurada sorrateiramente transparente
By Felipe SimãoÉ uma pena que uma mulher tão linda, tão inteligente,
que gosta de ser livre,
que gosta de sexo,
e encara o preciosismo machista que habita em todas as
uma pena
que seja tão fútil,
que viva a mercê de homens mais velhos
Você deixa que eles suguem toda a sua juventude,
eles nunca vão se saciar,
você só vai perceber quando sugarem até a tua inocência,
tarde demais,
você agora é um pulmão sem ar,
seios sem sustentação,
aos quarenta anos,
sem amor, sem emprego, sem rumo,
esse é o preço duma vida de ilusão,
de tudo isso que você considera o suprassumo,
você abraça todas as frivolidades,
abraça esses tórax peludos,
fazendo deles uma couraça para se proteger,
mal nota que se encerra na própria prisão;
numa síndrome de Estocolmo
você se tranca no castelo com seu “príncipe encantado”,
se encanta ao ver da janela o mar
e não vê o príncipe virando sapo,
a desventura do fim da sua vida
vai sendo costurada sorrateiramente transparente