Ser mãe de gêmeos e ter uma cesária: era esse o sonho de maternidade da Mariana. Mas o que não dava para imaginar é que a realização do desejo viria com a prematuridade e dias intermináveis na UTI.
Ao dar a luz na trigésima semana, Mari está longe do seu marido, ela no Brasil e ele nos Estados Unidos onde trabalha. Começa então uma luta de cinquenta dias para trazer seus filhos para casa. O corpo ainda dolorido e sem leite, Mari coloca toda a sua energia para extrair algumas gotas do precioso líquido. Amamentar a Luiza e o Antonio se torna uma verdadeira missão.
Com muita confiança na vida e na medicina, Mari relata, neste episódio, sua gravidez abreviada, as longas horas na UTI e a alegria de voltar ao emprego após meses dedicados aos filhos.
Amar seus filhos e ao mesmo tempo não gostar das tarefas da maternidade, não imaginar a vida sem eles e ao mesmo tempo sentir saudade da época em que estava sozinha. Sem nenhuma contradição, Mari mostra a ambiguidade da maternidade.
Ela é dessas mães que não se perde na adversidade, sabe que ser mãe não é ser toda-poderosa, nem realizar o impossível. Sendo honesta com ela e os outros, Mari transmite uma mensagem de liberdade para todas as mães.
Com a Mari, falamos de amamentação, do dia a dia na UTI, de licença maternidade e paternidade, da importância de delegar, de vínculo e de amor.