365 LPs

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By Paulo Henrique de MouraMusic
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365 LPs episodes

  • 365 LPs Ep 05 - Alucinação - Philips: 1976.

    Produzido por Marco Mazzola, Alucinação foi o segundo álbum de Belchior. Se o primeiro, Mote e Glosa, tinha sido lançado sem repercussão em 1974, o segundo projetou o artista como cantor, no rastro da consagração como compositor com a explosão dos dois sucessos "Como Nossos Pais" e "Velha Roupa Colorida" lançados por Elis Regina em Falso Brilhante.

    Alucinação é um álbum de atitude roqueira com influências de Bob Dylan, mas, transita pelo folk e pela MPB. O disco só foi lançado por insistência do produtor Marco Mazzola. Ao ouvir uma fita cassete com músicas de Belchior na casa de Elis, que selecionava o repertório do espetáculo Falso Brilhante, Mazzola ficou em êxtase com a obra do artista e convenceu a diretoria da Philips a contratar Belchior e a lançar um álbum deste artista que, na época, já estava desgarrado do Pessoal do Ceará.

    O resultado foi um álbum atemporal, cujo repertório fez um inventário emocional das perdas e ganhos da geração de 1960, a que sonhou com um mundo melhor. Além de Como Nossos Pais e de Velha Roupa Colorida, músicas gravadas por Elis naquele mesmo ano de 1976 no álbum Falso Brilhante, Alucinação nos presenteou ainda com "Apenas um Rapaz Latino Americano" – o hit do cantor pelo qual é reconhecido até hoje e reciclou "A Palo Seco", música que Belchior lançou em compacto de 1973 e que incluíu no álbum de estreia de 1974.

    Alucinação, Antes do Fim, Como o Diabo Gosta, Fotografia 3x4, Não Leve Flores e Sujeito de Sorte completam o repertório deste álbum conceitual, um clássico, mesmo após 44 anos de seu lançamento. Outra curiosidade é que o álbum vendeu 30 mil cópias em apenas um mês. No total, o foram mais de 500 mil cópias, consagrando Belchior como um ídolo de massa da música popular brasileira.

    Ficha técnica:
    Todas as canções escritas e compostas por Belchior.
    Produzido por: Marco Mazzola
    Técnico de gravação: Ary Carvalhaes
    Auxiliar de gravação: Paulo Sérgio (Chocô)
    Auxiliar de estúdio: Rafael Azulay
    Técnico de mixagem: Mazzola
    Montagem: Jairo Gualberto
    Corte: Joaquim Figueira
    Direção de arte: Aldo Luiz
    Layout e arte final: Nilo de Paula
    Fotos: Januário Garcia
    12 min
  • 365 Lps Ep 04 - Falso Brilhante - Philips: 1976

    Em 1975, Elis Regina estreou uma temporada solo intitulada Falso Brilhante, com o objetivo de contar sua história, vida e carreira, sem deixar de lado as críticas à ditadura militar brasileira; tudo isso num ambiente um tanto circense. O show teve mais de 1200 apresentações e ficou em cartaz entre o final de 1975 e o início de 1977, tornando-se assim um sucesso absoluto e lendário na história da MPB. Nesse espetáculo, Elis interpretou duas canções (Como Nossos Pais e Velha Roupa Colorida) escritas por Belchior, tornando mais conhecido o jovem compositor. Devido à popularidade de Falso Brilhante, foi solicitado que Elis e seus músicos gravassem parte do repertório em estúdio para que fosse lançado um LP.

    Desde aquela época, Falso Brilhante é o maior sucesso da carreira de Elis Regina, além de ser um dos discos mais representativos da MPB.

    #lp #disco #vinil #vynil #elis #elisregina #falsobrilhante #mpb #philips
    8 min
  • 365 Lps Ep 03 - O Poeta do Povo - DOL: 2017/Philips: 1965.

    Aclamado, o disco foi consequência direta do estrondoso sucesso que consagrou o espetáculo Opinião. Idealizado na boemia do Zicartola (o antológico bar do não menos genial Cartola, e Dona Zica) por um rol de notáveis que incluía Zé Keti, Nara Leão, os dramaturgos Paulo Pontes, Armando Costa e Vianinha (autores do roteiro) e o diretor Augusto Boal, Opinião debutou em 11 de dezembro de 1964, encabeçado por João, Zé Kéti e Nara Leão, no teatro de arena do Shopping Copacabana (uma curiosidade irônica, a despeito da veia subversiva de Opinião, ambos espaços pertenciam ao senador Arnon Afonso de Farias Mello, golpista na guinada militar de 1964 e pai do ex-presidente Fernando Collor de Mello). Lançado em 1965, a despeito de seu valor irretocável, O Poeta do Povo carrega o paradoxo de ter sido o único álbum solo de João do Vale. Na contracapa do LP, apesar de ele estampar o logo da Philips, fica clara a escassez usual do período, no tocante a informações sobre o registro. Em meio às fotos PB e a tipografia inconfundível do mestre Ziraldo, todo o resto se resume a uma breve apresentação, escrita de próprio punho pelo artista, além da lista com as 12 faixas compiladas em cada um dos lados do disco.

    O álbum traz canções representativas do lirismo combativo e da genialidade intuitiva de João do Vale. Estão em O Poeta do Povo, composições da dimensão de A Voz do Povo, Peba na Pimenta, Minha História, Pisa na Fulô, Fogo no Paraná, Pra Mim, Não (“dizem que acabou a escravidão / pra mim não!”) e Carcará – esta última, como sabemos, foi transformada em hino contra o terror da ditadura pelo jovem público do show Opinião, sobretudo depois que, debilitada, Nara Leão deu lugar a Maria Bethânia, que imprimiu à Carcará sua mais enfática versão.
    11 min
  • 365 LPs Ep 02: Opinião - Philips 1965.

    O show 'Opinião' estreou dia 11 de dezembro de 1964 no teatro do Super-Shopping Center da rua Siqueira Campos, numa realização do Grupo Opinião e Teatro de Arena de São Paulo, com a participação de: Nara Leão, Zé Keti, João do Vale

    Músicos: Violão - Roberto Nascimento; flauta - Alberto Hekel Tavares; bateria - João Jorge Vargas

    Direção musical: Dorival Caymmi Filho

    Direção geral: Augusto Boal

    No dia 30 de janeiro de 1965 Suzana de Moraes substituiu Nara Leão.

    No dia 13 de fevereiro de 1965 Maria Bethânia substituiu Suzana de Moraes, com direção musical de Geni Marcondes.

    O espetáculo registrado durou 45 minutos e 47 segundos com distintas canções:

    - Peba na Pimenta
    - Pisa na Fulô
    - Samba, Samba, Samba
    - Partido alto
    - Borandá
    - Desafio
    - Missa Agrária
    - Carcará
    - O Favelado
    - Nêga Dina
    - Incelança
    - Deus e o Diabo na Terra do Sol
    - Guantanamera
    - Canção do Homem só
    - Sina de Caboclo
    - Opinião
    - Malmequer
    - Marcha de Rio 40 Graus
    - Malvadeza Durão
    - Esse Mundo é meu
    - Deus e o Diabo na Terra do Sol
    - Marcha da Quarta-Feira de Cinzas
    - Tiradentes
    - Cicatriz
    11 min
  • 365 LPs Ep 01: Maria Bethânia - RCA Victor 1965.

    Maria Bethânia chegou ao Rio com apenas 18 anos. Com fortes influências de Dolores Duran, Dalva de Oliveira, Noel Rosa, Batatinha e outros cantores e compositores da Era do Rádio, seu primeiro LP lançado pela RCA Victor marcou o lançamento de seu irmão Caetano como compositor e de Gal como cantora. Maria Bethânia, o disco, é tão forte e relevante para a música popular brasileira que um crítico da época, Sylvio Tulio Cardoso, do jornal O GLOBO, o avaliou como “o maior disco vocal de 1965 e que Bethânia era a melhor intérprete desde a aparição de Maysa, em 1956".

    Faixas:

    1. "De Manhã" Caetano Veloso
    2. "Só Eu Sei" Batatinha / Jayro Luna
    3. "Pombo Correio" Benedito Lacerda / Darci de Oliveira
    4. "No Carnaval" Caetano Veloso / Jota
    5. "Nunca Mais" Dorival Caymmi
    6. "Sol Negro" (com Gal Costa) Caetano Veloso
    7. "Missa Agrária" – "Carcará" Carlos Lyra / Gianfrancesco Guarnieri - João do Vale / José Cândido
    8. "Anda Luzia" João de Barro
    9. "Feitio de Oração" Noel Rosa / Vadico
    10. "Feiticera" Tradicional
    11. "X do Problema" Noel Rosa
    12. "Mora na Filosofia" Arnaldo Passos / Monsueto


    Produção e direção: Roberto Jorge
    Técnicos: Alberto Soluri e Gauss
    Fotos: Fernando Goldgaber
    Direção geral: Paulo Rocco

    Arranjos:
    Maestro Cipó em: "Na Manhã", "No Carnaval", "Nunca mais", "Missa Agrária", "Anda Luzia", "Feitio de Oração", "Feiticeira", "Mora na Filosofia"
    Participações especiais:
    Regional de Zé Menezes: "Só Eu Sei"; Gal Costa e Macalé: "Sol Negro";
    Macalé, A. Heckel Tavares Airton e Kalybe: "Missa Agrária";
    Nelson Cavaquinho: "Feiticeira"; Regional de Zé Menezes: "X do Problema"
    10 min

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