A pergunta que nos coloca diante de nós mesmos – Quem é você? – pode ser um tanto incômoda. Isso porque, às vezes, percebemos o quanto somos desconhecidos a nós mesmos. Ou, em outras vezes, a ficha cai a descobrimos o quanto abrimos mão de nossa essência, de quem realmente somos, apenas para agradar ao mundo de exigências que nos cerca.
Mas fato é que tal pergunta possui a sua real importância e necessidade: encaminha-nos ao autoconhecimento. E é através dele que passamos a filtrar a realidade e separar as coisas em ao menos dois grupos: aqueles que nos servem e aquelas que podemos descartar. É através dele que deixamos de nos importar tanto com o que é que vão pensar de nós. É construindo nosso autoconhecimento que, mesmo que não criemos discussões, simplesmente ignoramos os rótulos que a nós direcionam, pois sabemos quem verdadeiramente está por trás das definições que fazem a nosso respeito.
Com o autoconhecimento não nos limitamos para sermos aceitos. Com o autoconhecimento não nos forçamos a fronteiras que não podemos – e, em muitos momentos, nem queremos – romper. Aceitamos quem somos. Mudamos o que podemos. E nos tornamos melhores a nós mesmos. Entendemos que somos raros: não há ninguém como nós. E, assim, passamos a viver a vida como ninguém mais a viveria.
(Nossa conversa pode continuar no meu perfil no Instagram, @Amilton.Jnior)