O jornalismo é uma arte, na qual os cínicos não servem para o ofício. Porque um jornalista cínico, apesar de exercer, não sente empatia pelo povo, por suas dores e mazelas. Um cínico escuta o presidente, e o defende.
O jornalista escuta o povo, o defende e questiona o presidente para que este não abuse de seu poder contra o povo.
Aliás, esse é o preceito da profissão e por isso a ela foi dada o direito constitucional de liberdade de imprensa e a nomenclatura de "Quarto poder", que não pode ser confundida com poder e cinismo, mas com o dever do jornalismo defender o povo diante do abuso de poder dos Três Poderes constituídos, e por isso a Imprensa é o quarto "poder".
E nenhum jornalista tratou mais do povo em seus livros e reportagens que o polonês Ryszard Kapuściński. Um jornalista que esteve durante anos presenciando golpes e revoluções mundo a fora, principalmente no continente africano e no Irã.
Kapuściński esteve em 27 desses eventos. Foi condenado à morte algumas vezes e escapou de todas elas. Morreu em 2007 em casa. E foi o único jornalista "à prova de obra". Li quatro livros dele no último mês. E vou falar sobre eles, o contexto de cada um e alguns aspectos da vida e da obra desse que é um dos meus jornalistas favoritos. Segue a página dela. Confere o episódio.
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