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António Castro Caeiro é várias pessoas numa só: no mesmo corpo, dentro da mesma cabeça, vive alguém que foi membro da mítica banda punk-rock Mata-Ratos - que lançou músicas como ‘A Minha Sogra é um Boi’ -, alguém que pratica muay thai - porque “gosta de andar à pancada” e depois de ter feito 36 anos de karaté -, ...e, ao mesmo tempo, alguém que é um dos maiores especialistas portugueses em Filosofia Antiga e Contemporânea, que cita directamente do grego clássico e do alemão. Preparem-se, portanto, para uma conversa com um convidado que é tão descontraído quanto erudito.
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Inquérito de feedback dos ouvintes: https://pt.surveymonkey.com/r/GNWLB97
Agradecimentos a patronos do podcast: Gustavo Pimenta; João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Ricardo Santos; Nelson Teodoro e Paulo Ferreira João Gil; Vasco Sá Pinto; “Falcão Milenar”; David; Pedro Vaz; Luís Ferreira; Helena Teixeira
Créditos da fotografia: Hoje Macau
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Bio: António de Castro Caeiro (n. Lisboa, 1966) é membro da Unidade de Ensino e Investigação "Linguagem, Interpretação e Filosofia" da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e membro da Sociedade Ibérica de Filosofia Grega. Obteve o grau de mestre em Filosofia Contemporânea com a tese A doutrina da redução fenomenológica nos Grundprobleme der Phänomenologie de Husserl (1990), pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa (UNL), e o grau de doutor em Filosofia Antiga com a tese A Areté como possibilidade extrema do Humano, fenomenologia da práxis em Platão e Aristóteles (1998), pela mesma Universidade. Estudou em Freiburg i. Br. com F.-W. von Herrmann, foi Visiting Scholar na University of South Florida, onde colaborou com Charles Guignon, e ensina na FCSH desde 1990, dedicando-se à Filosofia Antiga e à Filosofia Contemporânea e, em especial, às fenomenologias de Edmund Husserl, Max Scheler e Martin Heidegger. Desde então, também ministra seminários de tradução de textos de teor filosófico em alemão, grego antigo e latim.
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Eugénia Cunha é professora Catedrática de Antropologia Biológica na Universidade de Coimbra e, desde há um mês, directora do Instituto de Medicina Legal de Lisboa. Tornou-se conhecida nos últimos anos, sobretudo, pela actividade na esfera da Antropologia Forense - uma área que se presta muito à actualidade noticiosa, seja quando se tenta resolver crimes antigos seja quando se faz, por exemplo, o levantamento de restos mortais de personagens históricas. Mas não foi sobre isso que falámos! A outra área de especialização da convidada é, na minha opinião, ainda mais interessante: é a Evolução Humana. Foi, então para falar sobre isso que a convidei, à boleia do livro que publicou há uns anos, chamado: “Como nos tornámos Humanos”.
Obrigado por participar(es)!
Agradecimentos a patronos do Quarenta e Cinco Graus: Gustavo Pimenta; João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Ricardo Santos; Nelson Teodoro e Paulo Ferreira João Gil; Vasco Sá Pinto; “Falcão Milenar”; David; Pedro Vaz; Luís Ferreira
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Bio: Eugénia Cunha nasceu em Coimbra em 1962, é Licenciada em Biologia e Doutorada em Ciências pela Universidade de Coimbra (1994). Desde 2003, é Professora Catedrática de Antropologia no Departamento de Ciências da Vida, FCTUC (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra). É, desde este ano, Diretora do Instituto de Medicina Legal de Lisboa, Presidente da FASE (Forensic Anthropology Society of Europe), Coordenadora do 2º ciclo em Evolução e Biologia Humana na FCTUC, sendo igualmente co-editora de um livro internacional em Antropologia Forense e autora de diversos artigos científicos e de divulgação. As suas áreas de pesquisa centram-se na biologia do esqueleto no âmbito da Antropologia Forense e da Evolução Humana.
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Tiago Cavaco é pastor da Igreja Baptista da Lapa, em Lisboa, e, para muitos, o rosto do cristianismo não-católico em Portugal. Os sermões dele conquistaram admiradores, mesmo entre os não-batistas e os não-crentes. Lançou recentemente o livro Milagres no Coração (Quetzal), um conjunto de sermões sobre o Evangelho de Marcos, prefaciado por Ricardo Araújo Pereira.
Agradecimentos: Gustavo Pimenta; João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Ricardo Santos; Nelson Teodoro João Gil; Vasco Sá Pinto; “Falcão Milenar”; David; Pedro Vaz; Luís Ferreira
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Bio: Tiago Cavaco nasceu em 1977 e é pastor da Igreja da Lapa (depois de ter passado pelas de Queluz e Benfica) e um dos elementos fundamentais da renovação do protestantismo português. É formado em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa e fundador, com Samuel Úria, da editora musical FlorCaveira. Grava discos de punk-rock como Tiago Guillul; dois dos seus maiores sucessos são «Ó Judas Aperta o Laço» e «A Isabel é Intelectual (Porque Perdeu a Virgindade na Feira do Livro)». É autor de Cuidado com o Alemão, sobre Lutero e os 500 anos da Reforma Protestante, de Felizes para Sempre. E Outros Equívocos acerca do Casamento, e de Seis Sermões contra a Preguiça. É colaborador da revista LER e mantém o blogue Voz do Deserto. Lançou recentemente o livro Milagres no Coração (Quetzal), um conjunto de sermões sobre o Evangelho de Marcos.
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Zita Martins é cientista e, nas palavras do Expresso, “a estrela portuguesa da astrobiologia”. Zita Martins é Professora Associada no Instituto Superior Técnico e, até há pouco tempo, Research Fellow da Royal Society no Imperial College London (Reino Unido).
Agradecimentos: Gustavo Pimenta; João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Ricardo Santos; João Gil; Vasco Sá Pinto; “Falcão Milenar”; David; Pedro Vaz; Luís Ferreira
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Bio: Zita Martins é Professora Associada no Instituto Superior Técnico. Anteriormente, era Research Fellow da Royal Society no Imperial College London (Reino Unido). Licenciou-se em Química pelo Instituto Superior Técnico (IST/Universidade Técnica de Lisboa). Ainda durante a licenciatura ganhou uma Bolsa de Investigação Científica (BIC) financiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), tendo trabalhado no Centro de Química-Física Molecular (IST). Em 2007 obtém o Doutoramento em Astrobiologia na Universidade de Leiden (Países Baixos), para o qual realiza análises químicas inovativas de moléculas orgânicas em meteoritos. Colabora desde 2005 com Instituições de Investigação de renome internacional, incluindo a NASA Goddard Space Flight Center e Carnegie Institution (Estados Unidos da América), tendo sido Cientista Convidada da NASA Goddard em 2005, 2006 e 2010. Após o doutoramento, é Investigadora Associada no Imperial College London, continuando a analisar moléculas orgânicas em meteoritos e amostras de solo de desertos. Além disso, entre 2007 e 2009 foi responsável por desenvolver métodos de extracção e detecção de compostos orgânicos indicativos de vida para a missão ExoMars a Marte. Em 2009 é galardoada com uma University Research Fellowship da Royal Society, que é a mais antiga sociedade científica em actividade e também uma das mais prestigiantes.
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Pedro Oliveira é professor de inovação na área da saúde na Copenhagen Business School, na Dinamarca.
O Pedro tem a particularidade de ser um dos poucos convidados que eu já conhecia antes da gravação, pois foi meu professor, há uns anos, numa cadeira de Gestão de Operações - aliás, dos melhores professores, para além de ser, provavelmente o mais simpático, como já vão ver (ou ouvir).
Era até há pouco tempo Director do Doutoramento em Technological Change and Entrepreneurship da Universidade Católica de Lisboa, onde se mantém-se como professor, mas mudou-se, há poucas semanas, para a Copenhagen Business School, na Dinamarca, onde é agora professor na área da inovação na saúde.
Falámos, então, de inovação pelo utilizador, especialmente, mas não só, na área da saúde. No clip de introdução a esta temporada, que publiquei na semana passada, enfatizei, muito assertivamente, que uma das características do podcast é não fazer entrevistas de vida. Logo no episódio seguinte, com verão, já estou quase a infringir essa regra... Mas prometo que é uma excepção que vale a pena. É que, no caso do convidado, a área de investigação e o projecto prático em que se viu acidentalmente envolvido intersectam-se em grande medida, porque foi a investigação sobre inovação de utilizador na área da saúde que levou à criação da Patient Innovation, uma plataforma online, e agora empresa sem-fins lucrativos, para partilha pelos utilizadores de inovações na área da saúde. Este projecto tem tanto de incrível e valioso que achei que valia a pena explorá-lo, sobretudo porque é um perfeito exemplo de aplicação prática do tema de que falávamos (o que é sempre a melhor maneira de o compreender).
Vejam lá se não concordam!
Agradecimentos: João Vítor Baltazar; Salvador Cunha; Ana Mateus; Ricardo Santos; Gustavo Pimenta; João Gil; Vasco Sá Pinto; “Falcão Milenar”; David; Pedro Vaz; Luís Ferreira
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Bio: Pedro Oliveira é, desde há poucas semanas professor na Copenhagen Business School, na Dinamarca. Mantém-se, ainda, Professor Associado na Católica Lisbon School of Business & Economics, onde era Diretor do Doutoramento em Technological Change and Entrepreneurship (em parceria com IST e Carnegie Mellon University), Coordenador do PAEGI - Programa Avançado em Empreendedorismo e Gestão de Inovação, e do Supply Chain Management Program. Anteriormente foi Diretor para o Desenvolvimento dos Professores e para a Investigação, Diretor da Unidade de Investigação (CUBE), Diretor Académico do The Lisbon MBA, International Faculty Fellow do MIT Sloan Management School e Project Leader dos Creative Commons. Doutorado em Gestão de Operações, Tecnologia e Inovação (University of North Carolina). Mestre em Investigação Operacional e Engenharia de Sistemas e licenciado em Engenharia Naval (IST). Formação complementar pela Kellogg School of Management. Fundador e Project Leader do Patient Innovation e Co-fundador do PPL – Crowdfunding Portugal. Tem trabalhos publicados na Production and Operations Management, Research Policy, Organizational Research Methods, Journal of Product Innovation Management, International Journal of Operations and Production Management, Technological Forecasting and Social Change, Orphanet Journal of Rare Diseases, entre outros.
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Miguel Tamen é actualmente director da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e tem como interesses académicos especialmente a filosofia e a literatura. Escreveu vários livros, entre os quais “What Art Is Like, In Constant Reference to the Alice Books” (2012) e, em co-autoria com António Feijó, A Universidade como deve ser (2017)”. Tornou-se mais conhecido, nos últimos anos, através das suas crónicas no Observador, compiladas no livro “Erro Extremo (2017), que marcaram a diferença pelo humor fino e cáustico.
É por isso, aliás, que o Miguel é um convidado desafiante, pois aborda os problemas muitas vezes de um ângulo contra-intuitivo. É a abordagem de um filósofo, mas, como assinala aliás Pedro Mexia na descrição de um dos livros, da escola da Filosofia Analítica, algo relativamente raro em Portugal.
Conversámos, então, sobre vários temas, pegando no percurso académico e nestas obras mais recentes do convidado, desde a arte e a estética - que não costumo abordar no podcast - até ao ensino e, em particular, a visão provocadora do convidado em relação ao papel que deve ter uma Universidade.
Antes de vos deixar com a conversa, e como, se calhar, já adivinhavam, também o QCG não é imune à Silly Season. Este é, por isso, o último episódio do podcast desta, chamemos-lhe assim, ‘temporada’. Voltamos na rentrée, boas férias e boas ‘audições’!
Agradecimentos: João Vítor Baltazar; Ana Mateus; Salvador Cunha; Oscar Sampaio Neves; João Gil; Vasco Sá Pinto; “Falcão Milenar”; Duarte Azinheira
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Bio: Miguel Tamen é actualmente director da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Estudou na Universidade de Lisboa (L, 1982; M, 1985; Agregação, 1995) e na University of Minnesota (D, 1989). É também membro do Departamento de Literaturas Românicas da primeira destas universidades. Foi, entre 2000 e 2014, professor visitante na University of Chicago, e ainda senior fellow no Stanford Humanities Center (2003/4) e no National Humanities Center (2010/11). Os seus interesses incluem filosofia e literatura. Escreveu sete livros, entre os quais Friends of Interpretable Objects (2001) e What Art Is Like, In Constant Reference to the Alice Books (2012). Escreveu, em co-autoria com António Feijó, A Universidade como deve ser (2017)”, um ensaio publicado pela FFMS.
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[This is a conversation about Evolutionary Psychology, with Glenn Geher, professor at the State University of New York at New Paltz, for Quarenta e Cinco Graus, a podcast based in Portugal. The conversation follows right after a brief introduction in Portuguese.]
Glenn Geher é professor na State University of New York at New Paltz, uma das melhores universidades públicas dos EUA, e um investigador de referência na área da Psicologia Evolutiva. Tem publicado vários livros sobre este tema, com destaque para e .
Este é, já perceberam, o mesmo tema do episódio anterior, em que o convidado foi Paulo Finuras. O Paulo falou-me de alguns nomes de referência nesta área e, como acho que o tema merece, decidi aproveitar para chamar um convidado internacional ao podcast, o que já era uma ideia antiga. É, por isso, também a primeira conversa em inglês (peço desculpa por não haver ‘dobragem’, ao estilo das rádios generalistas, mas falta-me ainda orçamento para isso!).
Falámos, então, de temas que cruzam estes dois livros, como a origem evolutiva do humor (um fenómeno misterioso porque parece ter nenhuma finalidade prática), a origem das diferenças culturais entre povos e das diferenças de personalidade entre pessoas (este último já tema de um episódio do podcast) e também as diferenças de comportamento entre os sexos. Falámos, também, das críticas mais comuns a esta área da Psicologia Evolutiva, que é fascinante, mas também cientificamente controversa e pode levar-nos a conclusões demasiado superficiais e precipitadas.
Foi uma óptima conversa, espero que gostem!
Agradecimentos: João Vítor Baltazar; Ana Mateus; Salvador Cunha; Oscar Sampaio Neves; João Gil; Vasco Sá Pinto; “Falcão Milenar”;
Links:
Bio: Glenn Geher, Ph.D., is professor of psychology at the State University of New York at New Paltz. In addition to teaching courses at both the undergraduate and graduate levels, and conducting research in various areas related to evolutionary psychology, Glenn is founding director of the campus’ Evolutionary Studies (EvoS) program, one of the most successful, noteworthy, and vibrant features of a campus that prides itself (rightfully) on academic vibrance. And he has published several books, including Evolutionary Psychology 101, Mating Intelligence Unleashed: The Role of the Mind in Sex, Dating, and Love (co-authored with Scott Barry Kaufman and published by Oxford University Press), Evolutionary Psychology 101 (published by Springer), as well as Straightforward Statistics (also with Oxford). In Darwin's Subterranean World: Evolution, Mind, and Mating Intelligence, Glenn addresses various topics related to evolutionary psychology and the nature of human mating intelligence - a core feature of human psychology writ large.
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Paulo Finuras é Doutorado em Ciência Sociais e do Comportamento (especialidade de Ciência Política) pela ULHT, Pós graduado em Gestão e Política Internacional e Licenciado em Sociologia (ISCTE-IUL). É investigador na área da Biossociologia e da Psicologia Evolucionista e investigador integrado do CICPRIS da Faculdade de Ciências Sociais da ULHT. É também autor dos livros: Gestão Intercultural (3ª Ed. 2011), Humanus: pessoas iguais, culturas diferentes (2ª Ed., 2012); O Dilema da Confiança (2013), Valores Culturais e (Des) Confiança nas Instituições (2014), Primatas Culturais: Evolução e Natureza Humana (2015) e Bioliderança (2018), todos editados pela Sílabo
A Psicologia Evolucionista é uma área que me interessa há já algum tempo e o Paulo é um óptimo convidado para a discutir, pois é dos poucos académicos em Portugal com investigação e prática neste campo. Falámos a propósito de dois dos seus livros mais recentes - Primatas Culturais (2015) e Bioliderança (2018) - embora, na verdade, a conversa tenha acabado por divagar ao sabor da pena, como é hábito.
Uma vez que mergulhamos logo em aspectos aplicados deste tema, vale a pena aproveitar esta introdução para explicar rapidamente de que trata esta área. O que é, então, a Psicologia Evolucionista? A definição mais sintética é talvez a de que é uma área que tenta, de certa forma, casar as Ciências Sociais e as Ciências Naturais. Para isso, estuda a origem da nossa espécie, isto é, o processo evolutivo que deu origem ao Homo Sapiens, sob a lente da Psicologia. A investigação nesta área concentra-se em identificar quais os traços da personalidade humana que consistem em adaptações da evolução relativamente ao ambiente em que o Homo Sapiens surgiu e viveu a maior parte do tempo. No fundo, trata-se de aplicar ao comportamento humano a mesma lógica de selecção natural, social ou sexual que a Biologia Evolutiva usa para explicar a estrutura física ou a genética dos seres-vivos.
A grande vantagem desta área da Psicologia Evolucionista, para mim, é a possibilidade que nos dá de ir à raiz de muitos fenómenos que a Psicologia geral tem estudado de uma forma algo isolada da biologia humana. A desvantagem - ou o perigo - é, claro, cair-se no erro de ver todos os comportamentos humanos contemporâneos sob esta única lente. No fundo, é aí também que está o desafio: perceber até onde chega, e até onde não chega, a explicação evolucionista para a psicologia humana.
Foi uma conversa que me deu muito gozo gravar. Espero que gostem também de a ouvir!
Agradecimentos: João Vítor Baltazar; Ana Mateus; Salvador Cunha; João Gil; Vasco Sá Pinto; “Falcão Milenar”
Ligações:
Biografia detalhada: Paulo Finuras nasceu em Lisboa em 1962. É Doutorado em Ciência Sociais e do Comportamento (especialidade de Ciência Política) pela ULHT, Pós graduado em Gestão e Política Internacional e Licenciado em Sociologia (ISCTE-IUL). É investigador na área da Biossociologia e da Psicologia Evolucionista e investigador integrado do CICPRIS da Faculdade de Ciências Sociais da ULHT. É também autor dos livros: Gestão Intercultural (3ª Ed. 2011), Humanus: pessoas iguais, culturas diferentes (2ª Ed., 2012); O Dilema da Confiança (2013), Valores Culturais e (Des) Confiança nas Instituições (2014), Primatas Culturais: Evolução e Natureza Humana (2015) e Bioliderança (2018), todos editados pela Sílabo.
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Carlos Coelho é uma das grandes referências portuguesas no domínio da construção e gestão de marcas.
Este é um episódio com uma história atribulada por trás, como explico no início da conversa, com uma 1ª gravação misteriosamente desaparecida, o que levou a que tivéssemos tido que gravar uma segunda conversa. Um grande obrigado ao Carlos por ter aceitado segunda dose à conversa comigo. Felizmente, esta versão saiu ainda melhor do que a primeira!
Carlos Coelho é um convidado desafiante, pois tem uma abordagem algo diferente do estilo mais analítico e conceptual típico da maioria das conversas que tenho gravado. Com efeito, o Carlos é sobretudo um intuitivo, alguém que tem uma sensibilidade grande simultaneamente para o valor emocional das marcas e para o lado prático do negócio. Foi, por isso, para mim, um desafio interessante discutir estes temas com um convidado destes, e julgo que os insights para que o Carlos chama a atenção têm muito valor para ajudar a perceber problemas que têm, inevitavelmente, causas demasiado intrincadas na nossa cultura para se poderem compreender exclusivamente via análise económica, como é exemplo a projecção das marcas portuguesas nos mercados internacionais.
Espero que gostem!
Agradecimentos: João Vítor Baltazar; Ana Mateus; Salvador Cunha; João Gil; Vasco Sá Pinto; “Falcão Milenar”
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Biografia detalhada: Carlos Coelho é formado em Design e ao longo de 30 anos de carreira, conduziu centenas de projectos de algumas das marcas mais relevantes em Portugal. É autor de diversos estudos sobre tendências e modelos teóricos de marcas. É activista sobre as marcas de Portugal sendo autor do livro ”Portugal Genial’’. É co-autor do livro “Brand Taboos” e colaborou na edição de diversos livros como: “Gestão sustentada”, “Portugal vale a pena”. É professor, colunista, comentador de televisão, autor e apresentador do programa de TV Imagi-Nação e colaborador de inúmeras publicações nacionais e estrangeiras. Entre outros prémios, foi distinguido como “Personalidade de Marketing do Ano 2005” pela Associação Portuguesa dos Profissionais de Marketing, pela sua carreira pelo IADE Creative University em 2008 e como personalidade de marketing do ano de 2011 pelo IPAM. É fundador e presidente da Ivity Brand Corp uma consultora internacional de criação, inovação e gestão de marcas, eleita por 13 vezes empresa do ano e onde já acumulou mais de 150 prémios nacionais e internacionais entre os quais se destaca um leão de ouro em Cannes vendo reconhecido o projecto de marca da Sonae como o melhor do mundo.
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O 45 Graus é um podcast para saber mais e pensar criticamente. José Maria Pimentel, economista, professor universitário e curioso por natureza, conversa sobre os grandes temas (e não só) com especialistas e pessoas cujas ideias vale a pena ouvir.
São conversas sem pressa, às vezes profundas, mas sempre descontraídas. Novos episódios a cada duas semanas, sempre à quarta-feira.