
Sign up to save your podcasts
Or


O segundo dia de congresso começou com a palestra do professor James MacGlothlin (Purdue University), relatando o redesign de um controle remoto para plataformas elevadoras para pessoas com restrições motoras.
Nos EUA, existem plataformas que se elevam para permitir que usuários de cadeiras de rodas cheguem sozinhos a outros andares de prédios e entrem em veículos adaptados. O problema é que o controle desse mini-elevador era tão ruim, que haviam casos de mortes pela sua má utilização.
O projeto do novo controle começou com a coleta extensiva de dados antropométricos como o tamanho e a distância entre os dedos e partes da mão. Com base nesses dados, seus alunos montaram um protótipo para testar entre eles mesmos e com deficientes físicos. Após os ajustes, o projeto foi entregue a uma indústria que comercializou o produto.
Veja o antes e o depois, ou melhor, o depois e o antes na foto:
Nos Estados Unidos, são mais de 7 milhões de pessoas com restrições físicas. Essas pessoas querem trabalhar e estudar, mas esbarram em problemas de acessibilidade. O governo está dando incentivos para pesquisas como essa para resolver os problemas desses cidadãos.
No Brasil, o quadro é muito mais desanimador. No dia anterior, foram apresentadas três pesquisas sobre acessibilidade de locais públicos no congresso. Mesmo levantados os problemas, os pesquisadores admitem que será difícil resolver os problemas encontrados, porque demandam reformas estruturais em alguns prédios e o governo não trata isso como prioridade, embora existam novas leis exigindo tais melhorias.
Ergonomia EstratégicaContinuando o tema de ontem, o professor Dul explicou como a ergonomia pode ser integrada aos objetivos comerciais das empresas. A primeira coisa a se fazer é conhecer a estratégia de negócios da empresa, que pode ser de vários tipos:
O trabalhador fica satisfeito quando tem boas condições de trabalho e aumenta a qualidade de sua produção. O consumidor fica satisfeito não só pela qualidade do serviço ou produto, mas também por saber que os trabalhadores estão sendo bem tratados. Dul conta que na Europa algumas pessoas rejeitam produtos vindos de países que exploram a mão-de-obra barata.
Ao invés de focar no cumprimento de normas de saúde e segurança, o ergonomista deve buscar trazer mais produtividade para a empresa. Dul sugere que os ergonomistas estudem mais sobre negócios, leiam livros, assistam outras conferências, conversem com profissionais de outras áreas.
O professor holandês está propondo uma nova forma de encarar a ergonomia, mais comercial e menos acadêmica. Alguns poderiam criticar que ele estaria corrompendo uma disciplina de objetivo tão nobre – melhorar as condições de trabalho, mas acho que não é essa sua intenção. Ele não está dizendo que o ergonomista deve abandonar o trabalhador, está dizendo que o ergonomista deve mudar a forma como apresenta seu trabalho para a gerência.
Durante todo o evento, pude contar com a presença do leitor Wanderson de Andrade ao meu lado, comentando as apresentações até mesmo durante o almoço (esse sanduíche esquesito que ele estuda na foto). Antes do término do congresso, tivemos uma última conversa sobre a qualidade das apresentações e chegamos à conclusão de que falta ergonomia no congresso de ergonomia! Entenda o paradoxo:
Ergonomia do congresso de ergonomia [MP3] 12 minutos
Abaixo segue minhas notas feitas no Palm. Se alguém quiser que aprofunde algo, faça uma pequena doação que eu escrevo mais.
eua tem 7 milhoes deficientes
as ferramentas sao extensoes da mao
nao existe uma ferramenta ergonomica, depende da sua aplicacao - da tarefa - se ela sera adequad1
minimizar
alicate permite duas empunhadoras precisao ou forca
centro de gravidape
hedonomia
21% usuarios de cadeira rodas machucados
controle existente era muito ruim para acionar os elevadorss
antropometria da mao
avaliacao
softs analizados
nenhum tem dados infantis e poucos informam as origens dos dados
design ergonomico
riscos ergonomicos
aeroporto pequeno
- ambiencia fisifa
dores no pescoco, excesso da informacao
recomendacoes
eduardo rangel
- muito peso - media de 100 kg por dia
questionario sobre o desconforto
agravante psicosocial
adaptar a manopla
boi fatiado
macroergonomia e uma area mais ampla que considera todos os fatores envolvidos num posto de trabalho
setor projeto
- entrevistas abertas em grupo
insatisfacao e solucao
ensino ergodesign
nao da tempo do aluno entender a importancia do usudrio
envolvidos
sistema que guarda ferramentas e permita suporte para fazer pequenos reparos
- desenhos
resultádo do silex
palestra
como ligar a ergonomia com os objetivos de negocios
tipos de estrategias
mistura de tipos numa empresa
formulacao de inplementaco da estrategia para chegar aos objetivos
ergonomia esta de fora, so mirando melhorar a saude
a ergonomia tem que sair das regulameatacao e entrar na estrategia
mesmo com as regulamentacoes os niveis nao diminuiram - governo diz que nao funciona
auto-regulamentacao
mudanca do sinaleiro para rotatorios na holanda
acoes voluntarias aumentariam, pois haveria interesse dos negocios
a ergonomia esta focanpo no lado mau de ter problemas
gerentss sao os melhores amigos
para ter lucro e crescimento e preciso ter a satisfacao do usuario e do trabalhador
temos que vender ergonomia ccomo satisfacao do cliente atraves do trabalhador
nos modelos de administracao as pessos sao consideradas diferentemente
ergonomia nunca sai nas revistas de negocios
temos que traduzir nosso proprio vocabulario para os negocios
network
\um trabalhador sabe mais e custa menos que um consultor,
o ergonomista passa a ser uma especie de gerente de projeto
dicas
o ergonomista bom e um tradutor
Comente este post
By Frederick van Amstel5
11 ratings
O segundo dia de congresso começou com a palestra do professor James MacGlothlin (Purdue University), relatando o redesign de um controle remoto para plataformas elevadoras para pessoas com restrições motoras.
Nos EUA, existem plataformas que se elevam para permitir que usuários de cadeiras de rodas cheguem sozinhos a outros andares de prédios e entrem em veículos adaptados. O problema é que o controle desse mini-elevador era tão ruim, que haviam casos de mortes pela sua má utilização.
O projeto do novo controle começou com a coleta extensiva de dados antropométricos como o tamanho e a distância entre os dedos e partes da mão. Com base nesses dados, seus alunos montaram um protótipo para testar entre eles mesmos e com deficientes físicos. Após os ajustes, o projeto foi entregue a uma indústria que comercializou o produto.
Veja o antes e o depois, ou melhor, o depois e o antes na foto:
Nos Estados Unidos, são mais de 7 milhões de pessoas com restrições físicas. Essas pessoas querem trabalhar e estudar, mas esbarram em problemas de acessibilidade. O governo está dando incentivos para pesquisas como essa para resolver os problemas desses cidadãos.
No Brasil, o quadro é muito mais desanimador. No dia anterior, foram apresentadas três pesquisas sobre acessibilidade de locais públicos no congresso. Mesmo levantados os problemas, os pesquisadores admitem que será difícil resolver os problemas encontrados, porque demandam reformas estruturais em alguns prédios e o governo não trata isso como prioridade, embora existam novas leis exigindo tais melhorias.
Ergonomia EstratégicaContinuando o tema de ontem, o professor Dul explicou como a ergonomia pode ser integrada aos objetivos comerciais das empresas. A primeira coisa a se fazer é conhecer a estratégia de negócios da empresa, que pode ser de vários tipos:
O trabalhador fica satisfeito quando tem boas condições de trabalho e aumenta a qualidade de sua produção. O consumidor fica satisfeito não só pela qualidade do serviço ou produto, mas também por saber que os trabalhadores estão sendo bem tratados. Dul conta que na Europa algumas pessoas rejeitam produtos vindos de países que exploram a mão-de-obra barata.
Ao invés de focar no cumprimento de normas de saúde e segurança, o ergonomista deve buscar trazer mais produtividade para a empresa. Dul sugere que os ergonomistas estudem mais sobre negócios, leiam livros, assistam outras conferências, conversem com profissionais de outras áreas.
O professor holandês está propondo uma nova forma de encarar a ergonomia, mais comercial e menos acadêmica. Alguns poderiam criticar que ele estaria corrompendo uma disciplina de objetivo tão nobre – melhorar as condições de trabalho, mas acho que não é essa sua intenção. Ele não está dizendo que o ergonomista deve abandonar o trabalhador, está dizendo que o ergonomista deve mudar a forma como apresenta seu trabalho para a gerência.
Durante todo o evento, pude contar com a presença do leitor Wanderson de Andrade ao meu lado, comentando as apresentações até mesmo durante o almoço (esse sanduíche esquesito que ele estuda na foto). Antes do término do congresso, tivemos uma última conversa sobre a qualidade das apresentações e chegamos à conclusão de que falta ergonomia no congresso de ergonomia! Entenda o paradoxo:
Ergonomia do congresso de ergonomia [MP3] 12 minutos
Abaixo segue minhas notas feitas no Palm. Se alguém quiser que aprofunde algo, faça uma pequena doação que eu escrevo mais.
eua tem 7 milhoes deficientes
as ferramentas sao extensoes da mao
nao existe uma ferramenta ergonomica, depende da sua aplicacao - da tarefa - se ela sera adequad1
minimizar
alicate permite duas empunhadoras precisao ou forca
centro de gravidape
hedonomia
21% usuarios de cadeira rodas machucados
controle existente era muito ruim para acionar os elevadorss
antropometria da mao
avaliacao
softs analizados
nenhum tem dados infantis e poucos informam as origens dos dados
design ergonomico
riscos ergonomicos
aeroporto pequeno
- ambiencia fisifa
dores no pescoco, excesso da informacao
recomendacoes
eduardo rangel
- muito peso - media de 100 kg por dia
questionario sobre o desconforto
agravante psicosocial
adaptar a manopla
boi fatiado
macroergonomia e uma area mais ampla que considera todos os fatores envolvidos num posto de trabalho
setor projeto
- entrevistas abertas em grupo
insatisfacao e solucao
ensino ergodesign
nao da tempo do aluno entender a importancia do usudrio
envolvidos
sistema que guarda ferramentas e permita suporte para fazer pequenos reparos
- desenhos
resultádo do silex
palestra
como ligar a ergonomia com os objetivos de negocios
tipos de estrategias
mistura de tipos numa empresa
formulacao de inplementaco da estrategia para chegar aos objetivos
ergonomia esta de fora, so mirando melhorar a saude
a ergonomia tem que sair das regulameatacao e entrar na estrategia
mesmo com as regulamentacoes os niveis nao diminuiram - governo diz que nao funciona
auto-regulamentacao
mudanca do sinaleiro para rotatorios na holanda
acoes voluntarias aumentariam, pois haveria interesse dos negocios
a ergonomia esta focanpo no lado mau de ter problemas
gerentss sao os melhores amigos
para ter lucro e crescimento e preciso ter a satisfacao do usuario e do trabalhador
temos que vender ergonomia ccomo satisfacao do cliente atraves do trabalhador
nos modelos de administracao as pessos sao consideradas diferentemente
ergonomia nunca sai nas revistas de negocios
temos que traduzir nosso proprio vocabulario para os negocios
network
\um trabalhador sabe mais e custa menos que um consultor,
o ergonomista passa a ser uma especie de gerente de projeto
dicas
o ergonomista bom e um tradutor
Comente este post