7° andar

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By Rai RezendeTV & FilmFilm Reviews
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7° andar episodes

  • 🎧 14 | Ainda Estou Aqui, Ainda Estamos Aqui

    Ainda Estou Aqui (2024), retrata a vida de Eunice Paiva e sua família durante a ditadura militar brasileira, em 1970. Essa obra é responsável por ganharmos nosso primeiro Oscar, em 2025, na categoria de melhor filme internacional.

    Fernanda Torres, interpreta Eunice jovem, enquanto Fernanda Montenegro a representa em seus últimos anos. Selton Mello, interpreta Rubens Paiva. A performance de ambos arrancou lágrimas à força do meu coração, machucou mesmo. É um filme que todo brasileiro deveria assistir, porque quem não conhece a própria história, está fadado a repeti-la.

    Este episódio foi feito na intenção de funcionar como uma espécie de imersão, para que você se imagine como um cidadão que tem a mesma realidade da família de Eunice. Ele foi produzido na intenção de esclarecer para certos eleitores, quais são alguns dos perigos de eleger alguém como Flávio em 2026.

    Sorriam, podemos virar.



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    19 min
  • 🎧 13 | Você precisa aceitar O Convite?

    O Convite (The Invite), estreou em 2026 e é dirigido por Olivia Wilde, com roteiro de Will McCormack, Rashida Jones e Cesc Gay, baseado em seu filme Sentimental, lançado em 2020.

    Temos Seth Rogen como Joe, a própria Olivia Wilde como Angela (episódio extra de The Studio?!), Penélope Cruz (Piña) e Edward Norton (Hawk).

    Olivia negou uma oferta de US$ 20 milhões da Netflix para lançar O Convite exclusivamente em streaming, porque queria explorar o fenômeno que é uma plateia compartilhar a experiência da comédia. Ela ainda chamou os acordos de streaming de “suborno“ pros financiadores que acabam recebendo mais que os próprios cineastas.

    Enquanto Olivia se mantém firme em prol do cinema, Angela se mantém aberta a possibilidades… variadas.



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    1 hr 17 min
  • 🎧 12 | A Obsessão masculina pode ser mortal

    Obsessão (Obsession), lançado em maio de 2026, é a estreia de Curry Barker como diretor, roteirista e editor de longa-metragem em Hollywood.

    Neste filme, Bear (Michael Johnston), é obcecado pela amiga, Nikki (Inde Navarrette). Ele é o perfeito exemplo de homem comum, um cara legal, um nice guy. Alguém que ninguém acreditaria ser capaz de atos pavorosos, nascidos do individualismo extremo e da objetificação de uma mulher que o tratava como amigo.

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    Neste episódio, eu foco apenas no filme em si. Mas por que, se chacoalharmos uma árvore, caem 8 Bears? Porque, no Brasil, 8 em cada 10 feminicídios são cometidos por companheiros ou ex-companheiros.

    Bear pode não ter tirado a vida da Nikki fisicamente, mas ele tirou a sua liberdade, seu poder de escolha. Muitas vezes, é assim que começam os casos da vida real que terminam em morte.

    Se você se encontrar em uma emergência, ligue 190 (Polícia Militar), mas para denúncias e orientações, ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher).

    Permaneçam atentas, estejam seguras e se coloquem em primeiro lugar.



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    1 hr 28 min
  • 🎧 11 | Todos temos acesso aos Backrooms

    Backrooms, no Brasil Backrooms: Um Não-Lugar, foi lançado em maio de 2026 pela A24 e é o primeiro longa-metragem de Kane Parsons, que criou o curta original no Youtube aos 16 anos, inspirado na creepypasta de mesmo nome.

    O filme teve o roteiro escrito por ele e por Will Soodik, e foi protagonizado por Chiwetel Ejiofor e Renate Reinsve. Enquanto o orçamento foi de apenas 10 milhões de dólares, a bilheteria já passou de 350 milhões de dólares no mundo todo. Isso faz de Backrooms o filme de maior bilheteria da história da A24 e Kane Parsons, aos 20 anos, virou o diretor mais jovem a chegar ao topo das bilheterias dos Estados Unidos.

    Um curta feito por um adolescente no YouTube virou o maior sucesso comercial de um dos estúdios mais respeitados de Hollywood. Kane Parsons, sem dúvida, não andou em círculos.

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    48 min
  • 🎧 10 | A Pequena Amélie é a maior divindade que podemos ser

    A Pequena Amélie é uma animação francesa dirigida por Maïlys Vallade e Liane-Cho Han, chamada no idioma original de “Amélie e a Metafísica dos Tubos”.

    É uma adaptação do livro de Amélie Nothomb, também chamado de “A Metafísica dos Tubos” e publicado em 2000.

    A Pequena Amélie estreou em Cannes em 2025, venceu o Prêmio do Público no maior festival de animação do mundo em Annecy, e terminou indicado a Melhor Animação nos Oscars 2026.

    A animação levou 14 meses pra ser concluída, mas toda a produção levou 7 anos de trabalho. Curiosamente, a idade em que crianças deixam o liminar e passam a ser completamente deste mundo.

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    53 min
  • 🎧 9 | Devoradores de Estrelas e humanidade sem face

    Project Hail Mary (Devoradores de Estrelas), foi lançado agora em 2026 e foi dirigido por Phil Lord e Christopher Miller, com roteiro de Drew Goddard e Andy Weir. Andy também é o autor do livro de mesmo nome publicado em 2021 e do amado The Martian (Perdido em Marte), que foi adaptado pros cinemas e lançado em 2015.

    Nessa obra, Ryan Gosling interpreta Ryland Grace, um professor de ciências que acorda sozinho em uma nave a 11 anos-luz da Terra e sem lembrar como foi parar lá. Com 2 horas e 36 minutos de duração, é uma aventura e ficção científica que equilibra drama e comédia de forma brilhante. Amaze, amaze, amaze! 👎🏼

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    Todo mundo que pôde assistir ao filme, sabe quão linda a fotografia é. Mas e aquelas cenas que passam rápidas demais pra gente apreciar? Aqui vai a minha coleção de frames favoritos de Project Hail Mary:



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    1 hr 5 min
  • 🎧 8 | Peixe Grande como história de pescador

    Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (Big Fish) foi dirigido por Tim Burton (as expectativas são devidamente alcançadas), lançado em 2003 nos EUA e protagonizado por Ewan McGregor (Edward Bloom e tantos outros personagens inesquecíveis). É uma fantasia dramática e eu não sei onde posso colocar mais ênfase, na fantasia ou no drama. É um dos filmes mais fantásticos e inesperados que eu já vi, assim como Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo (Everything Everywhere All At Once), e é tão dramático que me fez chorar enquanto eu assistia, analisava, gravava e editava esse episódio, ou seja, chorei no mínimo 4 vezes por causa desse querido. Sendo assim, ele precisava ganhar um episódio e uma grande recomendação da minha parte: assistam imediatamente se ainda não assistiram e não esqueçam os lencinhos pra não precisarem levantar durante o filme.

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    Neste episódio, eu digo que vou publicar os screenshots das cenas onde alianças aparecem sutilmente, mas propositalmente, e que lugar melhor pra publicar do que aqui mesmo?

    Bônus: Cenas que me impactaram de alguma forma, seja pelo tom cômico ou por como me fizeram pausar o filme ter tempo de refletir o tanto que eu gostaria.



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    1 hr 22 min
  • 🎧 7 | Para onde vai o Flow?

    Flow (2024) é um filme de fantasia, aventura e drama dirigido por Gints Zilbalodis e coescrito por ele e Matiss Kaza. Com 1 hora e 25 minutos de duração, a obra se comunica mais profundamente com o público através de sons, movimentos da câmera, trilha sonora, e composição visual, do que a maioria dos filmes que de fato têm diálogo.

    Falando da cenografia, Flow é um verdadeiro deleite visual. As cores são vivas, e pulsantes, existe uma materialidade nas paisagens e nos elementos de cena que faz com que cada enquadramento pareça uma pintura em movimento. Os objetos e os animais presentes na narrativa se comportam de maneira surpreendentemente fiel à realidade, o que confere à obra uma verossimilhança poética e sensorial.

    É uma daquelas experiências cinematográficas que transcendem o simples ato de assistir: sinto como se me alimentasse das cores, como se respirasse o ambiente construído em cada cena. O visual é tão envolvente que, por vezes, me vejo absorvida pela estética. Em outros momentos, fico tão imersa na narrativa que me esqueço de reparar nos detalhes técnicos, tamanha é a potência do enredo.

    É um filme que me faz viver e sentir como os personagens, fundindo forma e conteúdo de maneira sublime. A intensidade das emoções passadas por Flow, não se encontram em qualquer obra, muito menos o dinamismo com o qual as sentimos.

    A narrativa também constrói, através das suas paisagens em constante transformação e das relações entre as criaturas, uma reflexão sobre a crise climática. Flow nos lembra que a natureza não é um cenário, mas um personagem central em nossa própria existência e que precisaremos estar unidos para navegarmos juntos o que virá a seguir.

    Não à toa o filme ganhou o Globo de Ouro de Melhor Animação em 2025 e depois levou o Oscar na mesma categoria.

    E se você quiser fazer seu próprio filme nesse estilo, não se esqueça de que Flow foi produzido usando o Blender, um software open-source. Esse filme sem dúvida trouxe alguma democratização pros Oscars deste ano.



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    46 min
  • 🎧 6 | Ainda não sabemos quem é Anora

    Anora (2024) é uma comédia dramática que eu particularmente vejo apenas como drama. Dirigido e roteirizado por Sean Baker, tem Mikey Madison como a protagonista Anora Mikheeva, Mark Eydelshteyn como Ivan Zakharov e Yura Borisov como Igor no elenco principal. O filme estreou em 21 de maio de 2024 no 77º Festival de Cinema de Cannes, onde recebeu aclamação da crítica e ganhou a Palma de Ouro. Nos Oscars de 2025, Anora recebeu o oscar de melhor direção, melhor roteiro original, melhor edição e melhor filme, além do oscar de melhor atriz recebido pela Mikey Madison.

    Depois de tantos prêmios é estranho perguntar: Anora merecia tudo isso? Hollywood sempre gostou de filmes com nudez feminina que finge levantar alguma crítica progressista, como Poor Things (Pobres Criaturas) que rendeu o oscar de melhor atriz para Emma Stone em 2023.

    A atuação e a direção de Poor Things foram impecáveis e eu fiquei extremamente envolvida com a história, até perceber alguns pontos bem questionáveis na forma como expõe a protagonista e como algumas cenas que brincam com a ingenuidade da personagem também brincam com o público masculino que sente prazer com determinados assuntos.

    Pelo menos, nem Poor Things, nem Anora, são Kinds of Kindness (Tipos de Gentileza), também lançado ano passado e que vocês podem assistir por própria conta e risco. Felizmente, o filme não recebeu a atenção que talvez buscasse, porque assim como foi lançado, ele sumiu dos comentários da grande mídia.

    Mas neste episódio eu falo sobre Anora, acompanho o decorrer da história e trago as minhas interpretações sobre a obra que dividiu o público.



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    1 hr 1 min
  • 🎧 5 | O acolhimento feminino em Practical Magic

    Da Magia à Sedução (Practical Magic), foi lançado em 16 de outubro de 1998 nos EUA e tem a vibe certa pra ser um filme de Halloween. Se você gosta dos trabalhos da Nicole Kidman ou Sandra Bullock, aqui elas são protagonistas. A magia dele, no entanto, vai muito além de feitiços. É a magia do acolhimento familiar e feminino que mais importa, mais até mesmo, do que o romance que a história também traz. Com 26% no Rotten Tomatoes e 6.3 no IMDB, esse filme ainda é um dos meus preferidos. E não estou sozinha nessa, já que uma continuação foi anunciada em 2024 pela Warner Bros, aparentemente para ser lançado em 2025!



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    1 hr 28 min

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Jornalista pela UFOP, acredito que cada filme que vemos é uma camada na lente que usamos para ver o mundo. Suba comigo até o 7° andar 🎧