Quando a depressão Kristin espalhou danos visíveis pelo território, as imagens correram rápido e, com elas, surgiram comportamentos ambíguos: observadores que se deslocam, filmam e partilham, muitas vezes sem noção do impacto sobre quem sofre.
Neste episódio, Marta analisa o fenómeno do “Turismo de Catástrofe” (dark tourism), a sua relação estrutural com a cobertura noticiosa e os mecanismos — agenda-setting e framing — que transformam acontecimentos em cenários a observar. Avaliam-se os riscos concretos: interferência nas operações de socorro, re-vitimização e a mercantilização do sofrimento.
E porque tudo comunica, lança a reflexão: onde termina a informação e a solidariedade – que são tão necessárias e importantes – e começa o espetáculo?
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