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Mais uma investida sobre as empresas que gerem os interesses do mundo concentrados nos paraísos fiscais, mais um escândalo planetário – que Francisco Seixas da Costa não quis deixar de analisar, sempre do ponto de vista exterior às fronteiras nacionais.
As eleições alemãs marcam a atualidade europeia e o facto de nenhum partido ter conseguido maioria absoluta atira as forças políticas para a necessidade de negociações sempre demoradas e complexas. Mas se a demora será com certeza muita, fica por outro lado a certeza de que o Governo será suficientemente sólido para cumprir a legislatura.
A aliança militar entre os Estados Unidos, o Reino Unido e a Austrália não surge por acaso imediatamente a seguir ao desastre que foi a retirada do exército norte-americano do Afeganistão. Joe Biden tenta salvar a face, o mesmo fazendo, a muitos quilómetros de distância, Vladimir Putin – que não conseguiu, nas eleições do passado fim-de-semana, o grau de hegemonia que atingiu em 2018.
A França para o ano e a Alemanha ainda este mês têm batalhas eleitorais decisivas, que mexem com o destino imediato da própria União Europeia e que por isso importa acompanhar. Na Alemanha, a surpresa da liderança social-democrata é o que marca a atualidade. Já em França, a esperança renasce para os socialistas, antes de, muito provavelmente, voltar a apagar-se.
Viajamos até às memórias do 11 de Setembro de 2001 com Francisco Seixas da Costa, que nesse dia estava em Nova Iorque enquanto Embaixador de Portugal nas Nações Unidas. Um relato na primeira pessoa, mas também uma visão das consequências da diplomacia a partir dessa data.
O Afeganistão continua a ser tema obrigatório com passagem ainda por mais um desentendimento entre Argélia e Marrocos. Outra zona de conflito: o negacionismo como parte da aventura da extrema-direita europeia.
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