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Nesta segunda parte da conversa, o ator e humorista Vasco Pereira Coutinho fala da sua vontade de experimentar outras pistas na área da representação, e da sua urgência de acertar, de fazer tudo o que quer, com a consciência de que uma só vida não chega.
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É um dos atores de comédia mais populares do momento. Vasco Pereira Coutinho tornou-se conhecido através da personagem “Tia Bli”, criada nas redes sociais em 2024, com vídeos hilários que conquistaram uma multidão de fãs, até ir parar às manhã da rádio, na Renascença. Antes de se tornar ator, desejou ser padre e chegou a estudar num seminário em Roma. Acabou por abandonar a ideia, trabalhou depois no apoio de pessoas com deficiência e na recuperação de toxicodependentes. Aqui fala da sua fé, do milagre do riso, da melancolia e insatisfação, e revela o desejo de fazer outros papéis, além do humor, da caricatura e do estereótipo. Ouçam-no nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça
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Nesta segunda parte da conversa, a filósofa, escritora e cronista Luísa Semedo reflete sobre a empatia como forma de construir um melhor futuro, fala do namoro atual que a relaxa, da maternidade, da solidão, das amizades que resistem aos seus desaparecimentos e reclusões, e da insónia que a acompanha há anos.
Partilha ainda as inquietações com o futuro das novas gerações, as memórias de infância no Bairro da Serafina e as pequenas coisas que lhe devolvem a calma e a paz que associa à felicidade.
E revela aquilo em que ainda acredita, apesar de tudo: o amor, a música e a capacidade humana de continuar a lutar, com alegria.
No final, ainda lê um discurso potente e desassombrado da deputada trans brasileira Erika Hilton, partilha as músicas que a acompanham e os seus prazeres quotidianos. Boas escutas!
MÚSICAS
«Siamo Tutti», Krav Boca
«O Resto do Mundo », Gabriel o Pensador
“Ma reverence”, Veronique Sanson
SUGESTÕES CULTURAIS
Foram as obras que trouxe do Festival Literário Fólio, em Óbidos: o livro de Marta Lança "Essas Pessoas na Sala de Jantar", da Tigre de Papel, e da Ana Bessa Carvalho "Massa Mãe" (editora Urutau)
LEITURA
Excerto retirado do discurso original de Erika Hilton (novembro de 2022),
proferido após a sua eleição histórica enquanto mulher trans, negra, favelada, para
o Congresso Nacional brasileiro, posteriormente integrado na canção A Luta
(Okmuzik Records, 2024), uma colaboração com Las Bibas From Vizcaya e
Dolores Dores.
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Durante décadas, Joaquim Letria foi figura principal da televisão e do jornalismo português. Começou no extinto “Diário de Lisboa”, passou pela BBC, em Londres, foi repórter internacional da agência “Associated Press", fundou “O Jornal”, o “Tal e Qual”, a revista “Sábado” e, na RTP, foi autor e apresentador de programas de informação e talk shows.
Em 75, junto com José Carlos Megre, moderou o mítico debate para as presidenciais entre Mário Soares e Álvaro Cunhal, de onde saiu a célebre frase “olhe que não, doutor, olhe que não!” Sobre esse momento decisivo da democracia, tinha uma opinião muito própria. “Soares ganhou porque vendeu às pessoas o que queriam ouvir. Cunhal foi mais verdadeiro. Votei em Cunhal."
Voz crítica do jornalismo atual, Letria lamentou que a ONU “sopre para o lado” enquanto a Faixa de Gaza continue a ser bombardeada por Israel e falou da importância do tempo para se chegar à verdade dos factos. Esta conversa foi gravada em maio de 2021, quando Joaquim Letria tinha 77 anos. Na ocasião, afirmou que houve “sempre” quem o quisesse apagar do retrato e avisou: “Não quero reformar-me nunca. Jamais. Com esta idade podemos até ser melhor do que éramos. Sinto-me com mais qualidade”. Recorde esta conversa em podcast com Bernardo Mendonça.
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É filósofa, investigadora, escritora e cronista. Luísa Semedo cresceu no bairro da Serafina, em Lisboa, e doutorou-se na Universidade Sorbonne, em Paris, onde defendeu uma tese sobre a ética da empatia. É também uma voz do ativismo antirracista e de outras tantas desigualdades sociais. A residir em França conta como o movimento estudantil está a destapar as condições “precárias e desiguais” em que estudam os jovens naquele país. O seu filho mais velho participou nos recentes bloqueios e Luísa revela que sentiu um misto de medo e orgulho. Ouçam-na nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça
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Nesta segunda parte da conversa, a escritora brasileira Carla Madeira recorda como foi o seu caminho até se tornar a escritora de ficção mais lida do Brasil.
Revela ainda o seu processo criativo, o denominador comum que unifica a sua obra literária e explica a razão de escrever para lidar com a ideia de irreversibilidade que tanto a apavora. Depois fala da sua profunda inquietação sobre o atual Brasil rachado e onde reside a sua esperança na Humanidade e no amanhã.
No final, a escritora ainda lê um excerto da obra “Diário de Luto”, de Roland Barthes, dá conta de algumas músicas que a acompanham, trauteia duas, deixa uma sugestão cultural e partilha os seus pequenos prazeres quotidianos. Boas escutas!
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Ela é a escritora de ficção mais lida do Brasil. O que, atendendo à dimensão do seu país, não é dizer coisa pouca. Este verão lançou o novo romance, “Quando”, que rapidamente chegou ao top de vendas brasileiro.
Carla Madeira é um fenómeno literário desde o seu livro de estreia “Tudo é Rio”, de 2014, que tirou partido do passa-palavra, e depois dos clubes do livro, até se tornar uma autora bestseller. Com um percurso na área da publicidade, Carla chegou à literatura só aos 50 anos e, desde aí, já assinou 4 romances.
Os seus livros misturam poesia e crueza para falar de violência doméstica, maternidade, sexualidade, desejo, abuso, preconceito, luto e perdão e têm sido alvo de debates intensos, especialmente em torno de questões feministas e sociais.
Ouçam-na nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça.
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Nesta segunda parte da conversa, o músico e cantautor Luca Argel começa por dar conta do que diria ao país e aos portugueses e aos brasileiros e ao Brasil no seu livro de reclamações. Luca afirma-se optimista por decisão, embora não veja o amanhã do mundo com os melhores olhos.
Depois reflete na importância da reinvenção de novas masculinidades, que se demarquem das violências e ideais da manoesfera e comenta o faroeste em que se tornou a Inteligência Artificial. E ainda fala dos fantasmas atuais que o assombram.
No final, partilha os próximos projetos, as músicas que o acompanham, os pequenos prazeres quotidianos. E ainda lê um texto de Mar Becker e deixa várias sugestões culturais. Boas escutas!
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Luca Argel é a prova viva de que a música de intervenção em Portugal está bem e de boa saúde, bem servida de poesia, arte e questionamento. Este ano, o músico e cantautor lançou novo álbum, “O Homem Triste”, produzido por Moreno Veloso.
Ao longo de nove canções inéditas, Luca navega pelo labirinto de silêncios, dúvidas e segredos que aprisionam meninos e homens em ideais de virilidade inalcançáveis e que os tornam protagonistas de epidemias de violência pelo mundo.
Um ponto de partida para uma conversa sensível e atenta sobre as muitas desigualdades da sociedade e o caminho para uma maior felicidade e bem-estar para mulheres e homens.
Ouçam-no nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça
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Nesta segunda parte da conversa, a pianista Joana Gama conta como passou a viver a música e o palco como um prolongamento da sua vida, e reflete como se passou a relacionar com a falha e como treina a mente para as suas atuações e performances.
Depois fala da experiência cheia de inesperados com o Toy Piano nos espetáculos para crianças, na “Trilogia da Natureza”, ou no espetáculo satírico “A Grande Fantochada”, de Hugo van der Ding. E ainda fala de algumas sombras pessoais, e da decisão de viver feliz com breves coisas, assim como dos seus pequenos grandes prazeres quotidianos.
No final, ainda lê um texto do escultor Alberto Carneiro, revela as músicas que a acompanham e deixa uma sugestão cultural. Boas escutas!
Músicas
Cara de Espelho - Álbum B - AI
Mão Verde - Álbum Mão Verde III - Jacarandás
Concerto em Sol de Maurice Ravel na interpretação de Arturo Benedetti Michelangelo com a London Symphony Orchestra, sob a direcção de Sergiu Celibidache
Sugestões culturais
Ciclo Contraponto no Theatro Circo - Obras emblemáticas da música clássica dos últimos anos.
Reabertura do Mosteiro São Bento da Vitória em Outubro: Concerto Orquestra XXI com música de Morton Feldman
Terra Incógnita - áudio walks desenvolvidas para trilhos em diversas ilhas açorianas, disponíveis na app criada para o efeito
Passo a Passo - livro do Jorge Pinto sobre caminhar, editado na Zigurate, que tive o gosto de apresentar na Feira do Livro do Porto
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