Ao Final do Dia - 23 de Setembro de 2020
Plano Costa e Silva: Quantos Catch-22?
O Plano Costa Silva traduz um esforço notável e louvável de criar uma base de discussão para o futuro de Portugal.
No entanto, se queremos que o mesmo seja exequível, teremos que começar por remover do seu texto algumas circularidades de raciocínio (conhecidas em inglês como Catch-22).
Esta semana chamo a atenção para o facto de se dizer na p. 36 do plano que só se cria riqueza articulando seis elementos chave – i) baixos custos de contexto, ii) investimento em infra-estruturas e iii) em I&D, iv) qualificação do trabalho, v) investimento privado e vi) quantidade de trabalho –, chamando a atenção para a seguinte circularidade de raciocínio:
Se criar riqueza é o fim último deste plano e se para criar riqueza não vamos conseguir ter no curto prazo estes seis elementos-chave, como vamos poder executar este plano?
E faço uma pergunta: vamos conseguir criar riqueza sem uma orientação e supervisão externa, se, no passado, quando quisemos reduzir custos (que é tarefa relativamente mais fácil do que criar riqueza) necessitámos da ajuda da Troika?
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