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Será que nós, como sociedade, valorizamos as pessoas humildes? Vivemos em uma era que parece nos empurrar, o tempo todo, na direção oposta à humildade. Desde cedo, as crianças são incentivadas a mostrar seus talentos, a destacar suas competências e a celebrar cada pequena conquista.
Não há nada de errado em valorizar nossas habilidades — pelo contrário, a autoestima é fundamental. Porém, um desafio para nós, pais e mães, é ensinar que o nosso brilho não precisa, e nem deve, ofuscar o brilho do outro. E vai além disso: não é preciso estar em evidência e se destacar para ser digno de respeito.
Ensinar humildade hoje é um ato de resistência e também um presente para o futuro dos nossos filhos. Ser humilde não significa se sentir inferior ou desvalorizar os próprios atributos. É sobre ter a consciência profunda de quem somos e, ao mesmo tempo, saber que todos estamos em processo de desenvolvimento, cada um à sua maneira e no seu tempo. É sobre compreender que podemos e devemos nos ajudar e respeitar mutuamente.
Quando uma criança aprende que ela não é “melhor” do que um amigo, mas apenas “diferente” em suas habilidades, ela se liberta do peso da competição constante e abre espaço para a colaboração.
Vamos pensar num cenário. O filho é, por exemplo, excelente em matemática e um colega de classe, não. Mas esse colega, por sua vez, é ótimo em artes, diferente do seu filho. Por que não celebrar as conquistas sem se comparar, sem diminuir o colega, independentemente dos resultados que tiverem? A humildade gera uma sociedade mais justa porque remove a necessidade de “ganhar” do outro para se sentir bem consigo mesmo. Ficar feliz pelo próprio sucesso e pelo sucesso do outro é libertador.
Podemos estimular essa virtude em nossos filhos quando elogiamos o esforço e não apenas o resultado. Em vez de dizer “Você é o melhor da turma, filho, parabéns!”, que tal falar: “Eu vi o quanto você se dedicou para aprender essa matéria e fico feliz que você tenha conseguido”. Quando focamos no processo do aprendizado, a criança entende que o valor está na evolução pessoal, e não em estar acima de alguém.
Quando envolvemos nossos filhos em tarefas que ajudam outras pessoas, sem esperar nada em troca e, principalmente, sem “contar vantagem” sobre isso, também damos o exemplo. Pode ser organizar brinquedos para doação ou ajudar um vizinho idoso. Isso ensina que nossas competências servem para o bem comum, e não apenas para o nosso ego.
Nós, pais e mães, não somos infalíveis, e admitir isso pros nossos filhos também é uma lição de humildade que podemos dar. Quando errarmos, falharmos em pequenas coisas que sejam, devemos pedir desculpas, seja para quem for. Assim, mostramos que também estamos em desenvolvimento e que aprender com os erros é parte da jornada.
Outra coisa que podemos fazer é ensinar nossos filhos a ouvir o que o outro tem a dizer com interesse real. A humildade intelectual, ou seja, saber que não somos donos da verdade e que sempre podemos aprender com quem pensa diferente, começa na mesa do jantar, ouvindo uma história do irmão ou do amigo.
Um dos maiores benefícios de criar filhos humildes é o impacto direto na redução de casos de bullying. Uma criança humilde não sente necessidade de diminuir o outro para se sentir poderosa. Ela reconhece a dignidade do colega, independentemente da posição social, das notas, da aparência ou do que quer que seja.
Ao ensinarmos que a vida não é uma arena de competição, mas um campo de cooperação, ajudamos a criar uma consciência coletiva mais resiliente. E a resiliência caminha de mãos dadas com a humildade: quem é humilde aceita que falhar faz parte do aprendizado e não se sente humilhado pelo desafio, mas motivado a buscar ajuda e a avançar.
Como pais, um dos nossos maiores desejos é que nossos filhos ocupem bons lugares no mundo. Mas a posição que eles ocuparem será muito mais sólida se for construída sobre o alicerce do respeito mútuo.
Não podemos nos esquecer que ensinar humildade é ensinar que todos somos importantes. É mostrar que, ao colocarmos nossas conquistas a serviço dos outros, nos tornamos pessoas mais completas. No fim das contas, a humildade é o que nos torna verdadeiramente humanos e capazes de viver em harmonia em uma sociedade que precisa tanto de empatia e colaboração.
Gostou da reflexão? Fez sentido para você? Então, compartilhe com quem você acha que precisa ouvir essa mensagem.
Se você tem dúvidas ou quer deixar seu comentário, queremos te ouvir!
Se você entende a importância do nosso trabalho, apoie o Clube Orekare com uma assinatura paga. Junte-se a nós para que possamos levar consciência socioemocional para mais famílias!
Obrigada e até a próxima!
By OrekareSerá que nós, como sociedade, valorizamos as pessoas humildes? Vivemos em uma era que parece nos empurrar, o tempo todo, na direção oposta à humildade. Desde cedo, as crianças são incentivadas a mostrar seus talentos, a destacar suas competências e a celebrar cada pequena conquista.
Não há nada de errado em valorizar nossas habilidades — pelo contrário, a autoestima é fundamental. Porém, um desafio para nós, pais e mães, é ensinar que o nosso brilho não precisa, e nem deve, ofuscar o brilho do outro. E vai além disso: não é preciso estar em evidência e se destacar para ser digno de respeito.
Ensinar humildade hoje é um ato de resistência e também um presente para o futuro dos nossos filhos. Ser humilde não significa se sentir inferior ou desvalorizar os próprios atributos. É sobre ter a consciência profunda de quem somos e, ao mesmo tempo, saber que todos estamos em processo de desenvolvimento, cada um à sua maneira e no seu tempo. É sobre compreender que podemos e devemos nos ajudar e respeitar mutuamente.
Quando uma criança aprende que ela não é “melhor” do que um amigo, mas apenas “diferente” em suas habilidades, ela se liberta do peso da competição constante e abre espaço para a colaboração.
Vamos pensar num cenário. O filho é, por exemplo, excelente em matemática e um colega de classe, não. Mas esse colega, por sua vez, é ótimo em artes, diferente do seu filho. Por que não celebrar as conquistas sem se comparar, sem diminuir o colega, independentemente dos resultados que tiverem? A humildade gera uma sociedade mais justa porque remove a necessidade de “ganhar” do outro para se sentir bem consigo mesmo. Ficar feliz pelo próprio sucesso e pelo sucesso do outro é libertador.
Podemos estimular essa virtude em nossos filhos quando elogiamos o esforço e não apenas o resultado. Em vez de dizer “Você é o melhor da turma, filho, parabéns!”, que tal falar: “Eu vi o quanto você se dedicou para aprender essa matéria e fico feliz que você tenha conseguido”. Quando focamos no processo do aprendizado, a criança entende que o valor está na evolução pessoal, e não em estar acima de alguém.
Quando envolvemos nossos filhos em tarefas que ajudam outras pessoas, sem esperar nada em troca e, principalmente, sem “contar vantagem” sobre isso, também damos o exemplo. Pode ser organizar brinquedos para doação ou ajudar um vizinho idoso. Isso ensina que nossas competências servem para o bem comum, e não apenas para o nosso ego.
Nós, pais e mães, não somos infalíveis, e admitir isso pros nossos filhos também é uma lição de humildade que podemos dar. Quando errarmos, falharmos em pequenas coisas que sejam, devemos pedir desculpas, seja para quem for. Assim, mostramos que também estamos em desenvolvimento e que aprender com os erros é parte da jornada.
Outra coisa que podemos fazer é ensinar nossos filhos a ouvir o que o outro tem a dizer com interesse real. A humildade intelectual, ou seja, saber que não somos donos da verdade e que sempre podemos aprender com quem pensa diferente, começa na mesa do jantar, ouvindo uma história do irmão ou do amigo.
Um dos maiores benefícios de criar filhos humildes é o impacto direto na redução de casos de bullying. Uma criança humilde não sente necessidade de diminuir o outro para se sentir poderosa. Ela reconhece a dignidade do colega, independentemente da posição social, das notas, da aparência ou do que quer que seja.
Ao ensinarmos que a vida não é uma arena de competição, mas um campo de cooperação, ajudamos a criar uma consciência coletiva mais resiliente. E a resiliência caminha de mãos dadas com a humildade: quem é humilde aceita que falhar faz parte do aprendizado e não se sente humilhado pelo desafio, mas motivado a buscar ajuda e a avançar.
Como pais, um dos nossos maiores desejos é que nossos filhos ocupem bons lugares no mundo. Mas a posição que eles ocuparem será muito mais sólida se for construída sobre o alicerce do respeito mútuo.
Não podemos nos esquecer que ensinar humildade é ensinar que todos somos importantes. É mostrar que, ao colocarmos nossas conquistas a serviço dos outros, nos tornamos pessoas mais completas. No fim das contas, a humildade é o que nos torna verdadeiramente humanos e capazes de viver em harmonia em uma sociedade que precisa tanto de empatia e colaboração.
Gostou da reflexão? Fez sentido para você? Então, compartilhe com quem você acha que precisa ouvir essa mensagem.
Se você tem dúvidas ou quer deixar seu comentário, queremos te ouvir!
Se você entende a importância do nosso trabalho, apoie o Clube Orekare com uma assinatura paga. Junte-se a nós para que possamos levar consciência socioemocional para mais famílias!
Obrigada e até a próxima!