Engenharia e empoderamento.
O casal de engenheiros se encontrou em dezembro de 1980, aos 23 anos de idade, ele, um homem casado com esposa grávida, ela, estagiária de engenharia, sem namorado e procurando um amor.
Teve assim início uma longa história de amor que durou 40 anos.
O homem, um engenheiro da vida prática, a mulher, uma engenheira da psicologia.
Pouco a pouco, com facilidade de construir na vida prática, o engenheiro foi se voltando para a engenharia da psicologia.
E construiu dois livros. O primeiro, sobre o Narcisismo tardio na obra de Freud. O segundo, sobre uma estrutura psicológica organizando a obra de Machado de Assis, autor que tomou justamente o Narcisismo como ponto de partida.
Cada livro teve sua construção compartilhada, capítulo por capítulo, com o leitor, que, ao ler, confirmava o que estava escrito, porque o material sobre Freud e Machado já tinha mais de cem anos de publicados
Surgiu assim uma nova forma de compreender esses dois autores.
O terceiro livro, em construção, é uma Autobiografia, e seus capítulos não podem ser compartilhados com o leitor para que ele confirme o que está escrito, afinal, não existe nada escrito para essa confirmação.
Nesse sentido então é uma obra extremamente difícil.
Por ser original.
Nas obras anteriores, a originalidade estava em descobrir o que não viram.
Na obra atual, a originalidade está na descoberta da sua estrutura, e como organizá-la capítulo por capítulo, como se organiza uma obra de arte da engenharia.
O homem que teve a felicidade de viver, como viveu Bentinho, com a engenheira psicológica de Capitu, tem, no final, uma inacreditável experiência de engenharia que ninguém teve antes.
O livro irá tratar da engenharia de empoderamento da mulher.