A gente não queria falar da mãe. 😂Mas vocês pediram. Então fomos falar da tal “soberania da mãe”.
Aquela sensação de que, depois do divórcio, existe uma pessoa que continua decidindo horário, rotina, convivência, dinheiro, feriado, aniversário e, às vezes, até como a nova família deve funcionar.
Só que tem uma provocação importante aqui:
essa soberania começou depois da separação ou ela já existia durante o casamento?
Porque talvez essa mãe tenha passado anos fazendo tudo sozinha.Talvez esse pai tenha passado anos achando confortável deixar que ela decidisse tudo.Talvez, quando a madrasta chega, ela não esteja inaugurando o problema. Ela só esteja enxergando uma dinâmica que já existia.
E aí começa a parte difícil: como se posicionar sem transformar tudo numa guerra?
Nesse episódio a gente fala de mães, pais, madrastas, crianças, divórcio, rancores, limites e daquela vontade muito humana de TACAR FOGO EM TUDO.
Mas chegamos num ponto que vale levar pra vida:
reação inflamada não é a mesma coisa que reação firme.
Às vezes você precisa colocar limite.Às vezes precisa de conversa.Às vezes precisa de tempo.E, sim, tem situação em que precisa de apoio profissional e jurídico.
Mas antes de reagir, talvez a pergunta seja:
tirando a raiva, o ego e o hiperfoco… qual é o problema que realmente precisa ser resolvido?
Porque a mãe talvez nunca mude.O ex talvez nunca mude.A configuração talvez nunca seja perfeita.
Mas essa ainda é a sua vida.
E você não precisa transformar uma pessoa que pertence à história do seu parceiro na personagem principal da sua temporada.
Boa escuta!!