Devocional Edificai

A segunda multiplicação de pães e peixes - Marcos 8:1-10 - Devocional 262


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Naquele dia, sendo grande a multidão e não tendo nada para comer, Jesus chamou os seus discípulos e disse-lhes: Tenho compaixão da multidão, porque já estão comigo há três dias e não têm nada para comer. E se os mandar embora com fome, para suas casas, desfalecerão no caminho, porque alguns deles vieram de longe.»
Esse texto mostra a linda compaixão de Jesus , é mostrada não somente em relação ao povo da aliança, mas também em relação àqueles de fora.
Jesus demonstrou compaixão por aqueles que não eram seu povo, aqueles que não tinham fé nem graça, antes estavam sem Deus no mundo, sem esperança, vivendo separados da comunidade de Israel.
O tempo, o cansaço, a fome ou mesmo seus afazeres não os impediam de permanecer três dias num lugar deserto ouvindo atentamente as palavras de Jesus.
O Senhor teve compaixão das necessidades das multidões e continua com esse mesmo olhar hoje para conosco.
Na primeira multiplicação dos pães, os discípulos tomaram a iniciativa de pedir a Jesus para despedir a multidão (6.35,36). A questão enfrentada nessa circunstância, porém, era mais grave do que na primeira multiplicação dos pães.
Lá o problema básico era arranjar dinheiro para comprar pão (Jo 6.7). Naquele caso, a comida poderia ser comprada nas cidades e vilas da vizinhança (6.36). Aqui, porém, nem lugar tem para comprar pão.
Os discípulos não veem saída para o problema. Eles nem sequer se lembraram do primeiro milagre. A bíblia ensina a trazer a memória o que te dá esperança (Lamentações 3:21).Lembrar - se dos milagres que você já recebeu, o ajuda a ver saída para seus problemas.
Eles destacam as dificuldades das circunstâncias e não o poder de Jesus para realizar o milagre. Eles vêem o problema e não a solução.
Quando os nossos recursos acabam ou são insuficientes, Jesus pode ainda fazer o milagre da multiplicação. Precisamos aprender a depender mais do Provedor do que da sua provisão.
Ele tem pão com fartura para toda alma faminta. Os celeiros do céu estão sempre cheios. Devemos estar seguros de que Cristo tem suprimento suficiente para todas as necessidades temporais e eternas do seu povo.
Aquele que alimentou a multidão jamais mudou. Ele é o mesmo e tem o mesmo poder e compaixão.
A ação divina não exclui a cooperação humana (8.6,7). A soberania de Deus não anula a responsabilidade humana. Cristo realizou o milagre, mas contou com a participação daquelas pessoas.
Ele fez o milagre a partir dos sete pães e alguns peixinhos (8.5,7). Ele poderia ter criado do nada aqueles pães e peixes como fez na criação, mas resolveu começar a partir do que eles já possuíam.
Quando Jesus perguntou aos discípulos: “Quantos pães tendes?”. Estava mostrando-lhes que eles não tinham o suficiente. Isso os ajudou a analisar a situação; abriu-lhes os olhos para a inadequação de seus recursos; relembrou-os do milagre anterior e encorajou-os a descansarem em Deus.
Jesus nos dá uma lição, para que a ponhamos em prática nos momentos em que entendemos ser muito pouco o que possuímos para suprir as nossas necessidades.
Tomar o pouco que temos e colocar nas mãos de Jesus para que Ele apresente ao Pai e multiplique é a lição que precisamos apreender, hoje.
Muitas vezes estamos como aqueles discípulos, desanimados diante das necessidades, e nos perguntamos o que poderemos fazer para arranjar “tanto pão” a fim de alimentar as nossas carências e as do povo por quem somos responsáveis.
Precisamos agradecer o que temos antes de vermos o milagre acontecendo. O milagre é precedido por gratidão e nunca por murmuração.
Pastor Valter dos Santos / IEQ sede
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