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A vida (des)organizada de setembro


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Olá, bem vindos.

Começa sempre assim esta mensagem que vos envio todas as semanas e que reflecte, em boa medida, aquilo que se passa no mundo. O meu, que não é assim tão diferente do teu. Estamos - sobretudo quem tem filhos - naquele caos organizado de Setembro, ainda a procurar uma rotina que vai mudar assim que as actividades disto e daquilo começarem, num processo que acalma lá para o Natal, tendo sido substituído pelos preparativos para a festa que reúne a família, que representa um pico de ansiedade, um momento para desligar do mundo ou deixar bater a solidão. Há muito que o sentido da palavra se perdeu e todos - cada um à sua maneira - fomos encontrando uma forma diferente de a viver. O mesmo para o caos organizado de setembro, diferente para cada um de nós e que representa, à força, o regresso ao que tantos querem muito e ao mesmo tempo quase abominam: o dia-a-dia preso a um 9 to 5 aborrecido associado a um movimento pendular que a pandemia interrompeu e que o mundo insistir em recuperar.

Eu mudei. Poderia resumir e dizer que mudei de emprego - na verdade fiz uma pausa - mas estaria a mentir, porque este foi mais um passo em direcção à mudança, a mesma de que vos tenho falado desde que comecei a escrever esta newsletter. E mudar de vida, mesmo que aos bocadinhos dá mais trabalho do que pensamos e obriga a uma adaptação constante. Mudei o ritmo, mudei a forma como fazemos as coisas, mudámos as rotinas, quem sabe mudaremos a casa onde vivemos e a forma como trabalhamos. O importante não é a minha história, mas o que representa, o que me ensina e permite partilhar. A mudança só acontece quando estamos preparados, por isso não insistas em mudar, forçando algo que não acontece. deixa fluir, porque as peças vão encaixando em função das escolhas que fazes e que dependem dos objectivos que definiste e do caminho que traçaste. Podes não saber o caminho para lá chegar - e há uma certa piada em tentar diferentes caminhos - mas se souberes para onde queres ir, de forma mais ou menos atabalhoada, acabarás por lá chegar. Eu não sabia, passei algum tempo a descobrir e continuo a afinar os pormenores para que o caminho seja o mais divertido possível, sem atalhos e evitando a auto-estrada.

Provavelmente não estou a ajudar nada porque quem quer mudar também quer estalar os dedos e lá chegar mas isso nunca acontece. Há todo um processo a respeitar que começa com uma grande introspecção sobre onde estás e para onde queres ir, que depende, em grande medida, em saberes quem tu és e o que queres para a tua vida. É onde a dor começa e, quando consegues ter isto definido, o mundo é teu ♡

Esta semana, na sábado

E no podcast, ainda podes ouvir as ligações neuronais



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radioAmorBy Paula Cordeiro