Filipa Queirós, Investigadora no Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra, junta-se a Samuel Mateus para o episódio desta semana. Ela é doutorada em Sociologia pela Universidade de Coimbra com uma tese sobre as tecnologias de inferência fenotípica no contexto de investigação criminal.
Com uma abordagem dos estudos sociais da ciência e tecnologia e dos estudos sociais da vigilância, os seus interesses exploram o papel da ciência e da tecnologia na monitorização populações. Explorando os desafios éticos, regulatórios, políticos e sociais associados ao uso de tecnologias de vigilância emergentes, incluindo no contexto da investigação criminal, o seu foco principal incide sobre questões como: a materialização de corpos criminais, a expansão da vigilância tecnológica e dos instrumentos Estatais de controlo social; as interrelações entre raça, ciência e tecnologia; a construção de suspeição criminal por via da racialização e a exacerbação de desigualdades sociais no sistema de justiça criminal.
Uma conversa sobre um dos maiores desafios que as sociedades enfrentam nos últimos anos!
- A maternidade durante o Mestrado e durante o Doutoramento
- A passagem do Mestrado ao Doutoramento
- O que são as tecnologias de inferência fenótípica e como se processa a sua aplicação criminal
- As tecnologias não são neutras e as de inferência fenotípica não são exceção
- Apenas "mais uma ferramenta"?
- Reconhecimento Biométrico
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