Registo da mesa do seminário de abertura do Roteiro para uma Educação Antirracista, no dia 26 de janeiro, na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal, com o tema "Como se (des)constrói o racismo nos média?". Os convidados, Diana Andringa, (documentarista) Joana Gorjão Henriques (jornalista do Publico), e José do Rosendo (jornalista da Antena 1), falaram de casos específicos para descreverem qual tem sido o papel dos media na construção e qual poderia ser a sua atuação para contribuir para desconstrução do racismo nos media.Diana Andringa destaca o episódio do suposto "arrastão" (roubo em massa) que teria sido feito por jovens negros, na praia de Carcavelos (2005), para realçar a importância de se fazer jornalismo "com os pés", ou seja, ir aos locais e falar com diferentes fontes mas também ter um espírito critico. (Ver documentário da autoria de Diana Andringa "Era uma vez um arrastão")Joana Gorjão Henriques, revisitou o episódio da esquadra de Alfragide (2015), em que um grupo de jovens da Cova da Moura foi acusado de tentar invadir a esquadra da policia, quando apenas ia saber de um amigo que tinha sido detido. O caso encontra-se em julgamento. A jornalista menciona também a atuação dos media relativamente ao caso do bairro da Jamaica (2019).José do Rosendo diz que espaços como a iniciativa Roteiro para uma Educação Antirracista são "balões de oxigénio" numa "sociedade que está doente" e em que os media são um reflexo dessa condição."Cristina Roldão, uma docente e investigadora responsável por esta iniciativa, declarou que "Este roteiro é a possibilidade de, até junho, termos todos os meses um espaço de debate sobre como desconstruir o racismo dentro da educação em diferentes áreas". O próximo seminário vai ser no dia 23 de fevereiro.
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