Ou a síntese de que isso que aqui está a escrever esse singelo rabisco digital não é tudo que foi e muito menos tudo que aquilo que será
Cristão, já sabem, né? Alias, EX CRISTÃO, atualmente, ANTI CRISTÃO, mas calma, se você ainda acredita no carpinteiro de Nazaré, não se preocupe, eu não ofereço risco de vida ou à integridade de nenhum adepto dessa doutrina apenas por acreditar no Deus Pai Todo-poderoso, e em Jesus Cristo, seu único Filho, vosso Senhor, no Espírito Santo, na santa Igreja, na ressurreição da carne, na cobra falante, no arbusto falante, em dois caucasianos dando origem a toda a humanidade, numa caixa cheia de animais que sobreviveu a uma enchente global e muito menos que uma moça vigem ouviu de um anjo que seu menino seria o filho de deus e pra isso precisava convencer um senhor aleatório a assumir a paternidade da criança… eu também acredito em coisas bizarras as vezes, como a não monogamia e a revolução socialista, então, tá tudo bem, cada doido com a sua mania, né?! Tendo posto que sou inofensivo nesse sentido, prossigo afirmando que entre tantas loucuras que acredito, uma delas é o fato de que essa vida que vivo não é a única e ainda, com sorte, viverei algumas outras.
O dia que passei a acreditar, como revelei no titulo, não é importante, mas se quiserem detalhes, eu estava caminhando no centro de Curitiba, com a minha namorada e recebi uma mensagem de um grande amigo, dizendo que um pastor que foi ( e é ) muito importante pra mim, queria me ver. Já avançado de idade e com a saúde fragilizada, poderia ter sido a ultima oportunidade de vê-lo talvez até de me despedir dele. EU NÃO FUI.
Sim, meninos e meninas, não fui, por covardia, por medo, por que meu estomago embrulhou ao ter que retornar a um outro momento em que eu acreditava em deus, realmente (sim, eu acreditava mesmo que deus era uma realidade e confiava que ele estava atento a tudo que nos, aqui da Terra, lhe relatávamos nas nossas orações), mas não fui… tive uma crise de choro, fiquei com a mão tremendo, estomago embrulhado e por isso, acabei não indo vê-lo
“Um homem desse tamanho, com medo de um velhinho?”
Não, eu não tinha e não tenho medo dele, pelo contrario, eu amo aquele homem, como amei vários homens e mulheres ao longo da minha caminhada como cristão, mas todos estes, hoje, parecem tão longe, tão distantes, que, eu entendi, ele estão numa minha outra vida, a minha vida de cristão. Mas essa não foi a única não, eu também fui marido, e mesmo com todas as criticas, tentei ser o melhor que pude nas limitações do que eu conseguia ou acreditava, e acreditava na monogamia, acreditava que o que Deus uniu o homem (e nem a mulher) separa, fui filho e me revoltei com meus pais e com a minha avó, depois, reconsiderei e compreendi o motivo deles serem como são, mas não integralmente, pois, eles tambem viveram varias vidas, tambem foram varias coisas, algumas concomitantemente, precisando ser isso e aquilo ao memso tempo sem perder a sanidade mental, pelo menos o minimo, pra se manter vivo… Outras vidas foram alternadamente, deixando de ser algo pra se tornar outro a medida que o ambiente exigia isso ou aquilo pra não colapsar, e por fim entendi que eu tambem, precisei ser isso e aquilo, as vezes, matar isso pra me tornar aquilo, por outras, me tornado um com os cacos do que sobrou do anterior mas sempre sendo e vivendo todas e tantas vidas e ainda seguirei vivendo, morrendo, matando, renascendo ou sobrevivendo a novas vidas até o dia da minha morte.