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De plumagem preta e porte médio, a ave Jacuaçu, mais conhecida como Jacu, nem sempre foi bem-vinda nas lavouras de café. Isso porque ela se alimenta dos grãos maduros, atrapalhando o rendimento da colheita. Mas de ameaça, a ave se tornou aliada e responsável pela produção de um dos cafés mais caros do Brasil, o Café do Jacu.
No sítio Pico do Boné, em Araponga, na Zona da Mata mineira, a presença do pássaro é motivo de satisfação para a cafeicultora Kátia Belo Martins. Isso sinaliza que já está na hora da colheita e vai haver uma boa quantidade de grãos do suave e exótico café do jacu.
Kátia conta que a ave era uma ameaça, mas mudou de ideia após conhecer a importância do pássaro como dispersor de sementes, o que contribui para a regeneração florestal, e também sobre o alto valor dos grãos que são retirados das fezes dele.
Preparar novas gerações para trabalhar no campo tornou-se um desafio considerável. Cada vez mais conectados à tecnologia e atraídos pelas oportunidades urbanas, muitos jovens se distanciam das práticas agrícolas essenciais. No entanto, iniciativas como o projeto Brotar, promovido pelo Guima Café, uma marca do Grupo BMG reconhecida por seus cafés especiais, demonstram que é possível reverter essa tendência.
Criado em 2010, o projeto convida crianças e adolescentes de 6 a 12 anos da região de Varjão de Minas, Noroeste de Minas Gerais, para conhecer de perto todo o processo de produção do café, do plantio à colheita manual dos grãos na fazenda, em Varjão de Minas. Realizado semestralmente, o Brotar é voltado para as escolas da área rural da região. O objetivo é abordar a importância da cultura da cultura do campo, os métodos artesanais e o impacto desse trabalho para as futuras gerações.
A piscicultura em Minas Gerais está se tornando um importante fonte de renda e emprego, além de fomentar a cultura rural e a permanência das pessoas no interior. Diante disso, governo e produtores estão discutindo novas leis e regras para o setor. Especialistas avaliam que a legislação atual não levou em conta os aspectos comerciais e de produção que a piscicultura exige.
Em números, Minas Gerais é o maior produtor de peixes ornamentais do país, responsável por 70% da produção. Além disso, o estado é o terceiro maior produtor de tilápia de corte e a expectativa é de alcançar a segunda maior produção, ultrapassando o estado de São Paulo. E Minas, ainda é o maior produtor de trutas, com a produção concentrada na serra da Mantiqueira.
Minas Gerais e sobretudo os produtores do Queijo Minas Artesanal estão comemorando, e muito. É que os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal foram reconhecidos pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
A decisão coloca a cultura e a identidade de Minas em evidência global e faz com que o país tenha o primeiro produto da cultura alimentar incluído na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco.
A Nestlé tem investido amplamente no empoderamento feminino dentro do agronegócio. Na participação no 9º Congresso Nacional das Mulheres no Agronegócio, que aconteceu no mês de outubro, em São Paulo, a companhia apresentou cases em agricultura regenerativa através da história de vida de produtoras que fazem parte dos programas de sustentabilidade Nature por Ninho, Nestlé Cocoa Plan e Cultivado com Respeito, que focam nas cadeias: leite, cacau e café, respectivamente.
Os programas de sustentabilidade da companhia oferecem treinamento e assistência técnica a mulheres para aumentar a produtividade e a eficiência de suas fazendas. As iniciativas também visam a melhoria da qualidade de vida das pessoas, condições de trabalho justas e direitos humanos, além de incentivar a aplicação de práticas de agricultura regenerativa. Atualmente, 45 mil pessoas são impactadas por esses programas.
A cidade de Piau, localizada na Zona da Mata mineira, é um importante polo de produção de bananas na região. Por ser um produto muito perecível, a cadeia produtiva enfrenta o desafio de lidar com o excedente da colheita e evitar desperdícios. De olho na sustentabilidade e no aproveitamento integral do alimento, produtores locais estão usando a criatividade para transformar a fruta em produtos variados, gerando renda e agregando valor à produção.
Um exemplo é do casal Elaine e Quintino Moreira, produtores de banana orgânica. A solução para aproveitar melhor a colheita foi investir na agroindústria.
O casal aproveita as bananas que não seriam vendidas para produzir diversos itens, como banana passa, bananada sem açúcar, farinha de banana verde, bombom e uma barra energética que mistura a fruta com batata-doce e chocolate.
A permanência dos jovens no campo e sua sucessão na agricultura familiar são essenciais para a produção de alimentos e a continuidade das atividades agrícolas no Brasil.
Para o desafio, o Governo de Minas, por meio da Emater, vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, lançou o programa Futuro no Campo, com participação do vice-governador Professor Mateus Simões e de jovens rurais de vários municípios mineiros.
O programa Futuro no Campo quer estimular o protagonismo dessa parcela da população e apoiar os processos de sucessão. A iniciativa é um importante passo diante do envelhecimento populacional no campo.
Os produtores do Rio Grande do Sul ainda estão se recuperando da tragédia das chuvas que castigaram o estado no fim do mês de abril e inicio de maio deste ano. Mais de 400 municípios do estado sofreram danos causados pelo excesso das águas. Lavouras inteiras foram destruídas. E as entidades de apoio aos produtores têm papel relevante na reconstrução. Um exemplo é a Ecobio Produtos Orgânicos que contabilizou perdas significativas.
A convite da parceria entre a Faemg e o Sebrae Minas, a Ecobio pôde participar da Superminas, a segunda maior feira supermercadista do país, que aconteceu em Belo Horizonte no mês passado.
A ECOBIO é uma empresa familiar de produtores rurais que industrializam o próprio produto. Produzem orgânicos desde 1984, que como explicou a Nara, tem um mercado em crescimento. Apesar das perdas com as Chuvas, a produção continua.
Como aumentar lidar com as adversidades climáticas e fortalecer a agricultura familiar foram alguns dos temas discutidos no Encontro do Agronegócio do Vale do Jequitinhonha, realizado no mês passado em Itaobim. O evento reuniu aproximadamente 300 produtores rurais, estudantes, extensionistas e autoridades de 20 municípios do baixo e médio Jequitinhonha.
Um dos pontos altos do encontro foi a entrega simbólica do projeto de caracterização do queijo cabacinha, uma importante etapa para a regulamentação do produto, que está tramitando junto ao Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, fez a entrega simbólica do estudo ao presidente da Associação dos Produtores de Queijo Artesanal Cabacinha do Jequitinhonha (Aprocaje), José Valério de Souza Filho.
Minas Gerais possui tradição na produção de leite, que se estende por gerações e constitui uma importante fonte de renda para milhares de famílias. A partir dessa atividade secular no estado, surgiu também a cultura de produção de queijos artesanais, que se tornaram referência nacional e vêm conquistando prêmios mundo afora.
Segundo levantamento da Emater-MG, existem no estado cerca de 7,7 mil agroindústrias familiares de queijos artesanais. São eles: Queijo Minas Artesanal, Requeijão Moreno, Queijo Cabacinha, os queijos artesanais de Alagoa, Mantiqueira de Minas, Serra Geral, Vale do Suaçuí, além daqueles queijos artesanais ainda não caracterizados.
Diante da relevância da fabricação de queijos artesanais no estado, principalmente entre pequenos produtores, a Emater-Minas está lançando a cartilha “Queijos Artesanais: Boas Práticas de Fabricação”, com orientações sobre os padrões de higiene e segurança em todas as fases da produção, para garantir a total qualidade do produto que chega aos consumidores. A cartilha está disponível para consulta de graça na Livraria Virtual do site www.emater.mg.gov.br.
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