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A tradição e a qualidade dos queijos artesanais de Minas Gerais ganharam mais um importante reconhecimento internacional. O Queijo Maranata Ouro, produzido por Henrique Lamim, no município de Virgínia, no Sul de Minas, conquistou o troféu Super Ouro da ExpoQueijo Brasil 2026 – Araxá International Cheese Awards, considerada a maior competição de queijos artesanais das Américas.
Produzido com leite cru e maturado por cerca de nove meses, o queijo superou concorrentes de diversos países, incluindo produtores tradicionais italianos, e conquistou o principal prêmio da competição. O resultado reforça o crescimento da Mantiqueira de Minas como referência mundial na produção de queijos artesanais. Esta foi a segunda edição consecutiva em que um queijo brasileiro conquistou o Super Ouro, colocando o país entre os protagonistas da premiação, que reuniu produtores de 19 países das Américas e da Europa.
As chuvas acima da média registradas em junho estão provocando uma série de impactos na cafeicultura do Sul de Minas, principal região produtora de café do país. Levantamento do Programa de Assistência Técnica e Gerencial, o ATeG, mostra que apenas 30% da safra foi colhida até o início de julho, bem abaixo dos 52% registrados no mesmo período do ano passado.
Segundo a Fundação Procafé, somente em Varginha choveu 64 milímetros durante o mês de junho, praticamente o dobro da média histórica para o período. O excesso de chuva obrigou produtores a interromperem a colheita em todas as propriedades acompanhadas pelos técnicos do programa.
De acordo com o levantamento, quase metade das paralisações durou até dez dias. Em outras propriedades, os trabalhos ficaram suspensos por até cinco dias ou até mais de dez dias, comprometendo o calendário da safra
O milho é a principal fonte de energia na alimentação de bovinos confinados e tem papel decisivo no ganho de peso, no rendimento de carcaça e na qualidade da carne. Mas, para que tudo esse potencial seja aproveitado, não basta aumentar a quantidade do grão na dieta. O segredo está no processamento adequado e no manejo nutricional.
Especialistas explicam que técnicas como moagem, laminação, floculação ou reidratação do milho aumentam a disponibilidade do amido para os animais, melhorando a digestibilidade e reduzindo perdas.
A produção de vinhos de inverno no Brasil vive um dos melhores momentos da história. A safra de 2026 confirma o crescimento da vitivinicultura em regiões fora do tradicional eixo do Sul do país e consolida a técnica da dupla poda como um dos principais diferenciais da produção nacional.
Atualmente, cinquenta e cinco vinícolas associadas à Associação Nacional de Produtores de Vinho de Inverno, a Anprovin, utilizam esse sistema produtivo, que inverte o ciclo da videira para concentrar a colheita entre os meses de junho e agosto, período de clima seco e maior incidência de sol. O resultado são uvas mais sadias e com maturação ideal para a produção de vinhos finos de alta qualidade.
Minas Gerais tem mostrado que agregar valor ao café pode fazer toda a diferença na renda das famílias produtoras. Agricultores familiares que antes vendiam apenas o café em grão agora estão investindo na torrefação, na criação de marcas próprias e na venda direta ao consumidor. O resultado é um aumento significativo no faturamento e mais oportunidades de desenvolvimento no campo.
Na região das Matas de Minas, em Espera Feliz, a cafeicultora Luiza Lacerda é um exemplo dessa transformação. Filha e neta de cafeicultores, ela viu a propriedade da família ganhar reconhecimento e melhorar a renda depois que passou a comercializar parte da produção já torrada e embalada.
A baunilha está entre as especiarias mais valorizadas do mundo. Presente em alimentos, bebidas, cosméticos e até produtos terapêuticos, ela movimenta um mercado bilionário que continua em expansão.
Dados do setor indicam que o mercado global de extrato de baunilha, avaliado em cerca de 4 bilhões e meio de dólares em 2024, deve ultrapassar os 6 bilhões de dólares na próxima década. O crescimento é impulsionado principalmente pela busca dos consumidores por ingredientes naturais, em substituição aos sintéticos.
Apesar da alta demanda, a produção mundial ainda está concentrada em poucas regiões. A chamada baunilha de Madagascar responde por uma parcela significativa do abastecimento global, o que torna o mercado vulnerável a problemas como mudanças climáticas, perda de biodiversidade, oscilações de preço e dificuldades socioeconômicas nas áreas produtoras.
O debate sobre bem-estar animal tem ganhado cada vez mais espaço na agropecuária brasileira. E engana-se quem pensa que essa preocupação se limita aos animais criados em terra firme. Na aquicultura, especialmente na produção de tilápias, a ciência já comprovou que os peixes também sofrem com situações de estresse, o que pode afetar diretamente a produtividade das fazendas e a qualidade do alimento que chega à mesa dos consumidores.
Pesquisas mostram que os peixes apresentam respostas fisiológicas e comportamentais diante de condições adversas, como manejo inadequado, transporte, alterações na qualidade da água e superlotação dos viveiros. Esses fatores provocam estresse e podem comprometer o desenvolvimento dos animais.
O sorgo vem ganhando cada vez mais espaço no agronegócio brasileiro. Utilizado na alimentação animal, na produção de etanol e também em outros segmentos industriais, o cereal deixou de ser uma cultura secundária para assumir papel estratégico no campo.
Mas a produtividade das lavouras começa muito antes do plantio. A qualidade das sementes é resultado de uma série de cuidados adotados desde a escolha das áreas de produção.
Um queijo de cabra produzido em Barbacena está entre os grandes destaques do Festival do Queijo Artesanal de Minas 2026. O queijo maturado meia-cura defumado, produzido pela queijaria Caprikil, recebeu a premiação Super Ouro, concedida aos produtos que alcançam nota máxima na avaliação dos jurados.
Entre centenas de participantes, apenas dez queijos receberam o reconhecimento especial. E a conquista teve um significado ainda maior para a produtora Ádila Gomes: foi a primeira participação da queijaria no concurso.
Um azeite produzido na Serra da Mantiqueira, no Sul de Minas Gerais, conquistou espaço entre os melhores do país. O Azeite Alto das Oliveiras, produzido no município de Delfim Moreira, está entre os cinco finalistas do Prêmio CNA Brasil Artesanal 2026, na categoria Monovarietal, destinada aos azeites elaborados a partir de uma única variedade de azeitona.
Produzido com a variedade italiana Grapollo, o azeite mineiro foi selecionado por especialistas que avaliaram aspectos como aroma, amargor, picância, complexidade e identidade regional dos produtos inscritos.
A conquista é resultado do trabalho desenvolvido por produtores acompanhados pelo programa de Assistência Técnica e Gerencial, o ATeG Olivicultura, que reúne cerca de 30 produtores da Serra da Mantiqueira.
Entre eles está José Martins. Em uma propriedade de apenas três hectares, ele produz cerca de 150 litros de azeite por ano e comemora o reconhecimento nacional.
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