Rachel de nasceu em Fortaleza, em 17 de novembro de 1910, e faleceu no Rio de Janeiro, em 4 de novembro de 2003. Em 1917, veio para o Rio de Janeiro em companhia dos pais, que procuravam, nessa migração, fugir dos horrores da terrível seca de 1915.
Em 1919, regressou a Fortaleza e, em 1921, matriculou-se no Colégio da Imaculada Conceição, onde fez o curso normal, diplomando-se em 1925, aos 15 anos de idade.
Estreou em 1927, com o pseudônimo de Rita de Queluz, publicando trabalho no jornal O Ceará, de que se tornou afinal redatora efetiva. No fim da década de 1930, publicou o romance O Quinze, que teve inesperada repercussão no Rio de Janeiro e em São Paulo. Com vinte anos apenas, projetava-se na vida literária do país, agitando a bandeira do romance de fundo social, profundamente realista na sua dramática exposição da luta secular de um povo contra a miséria e a seca.
Primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras, em eleita em 4 de agosto de 1977, na sucessão de Candido Motta Filho, ocupante da cadeira número 5. Foi sucedida por José Murilo de Carvalho.