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Hoje usamos o silêncio para provar que nem sequer são precisas palavras faladas para entender os outros.
Vamos Descodificar a Linguagem do Corpo.
É tempo de recuperar uma das conversas mais intrigantes e fascinante que tive para o Pergunta Simples.
Uma conversa com Alexandre Monteiro, um especialista em linguagem corporal e comunicação não verbal.
E eu tive um vislumbre sobre como os gestos podem falar mais alto que as palavras.
Alexander Monteiro é o autor do livro “Os segredos que o nosso corpo revela” e durante a conversa, ele nos conduziu por um caminho de descoberta onde aprendemos que o poder da linguagem não verbal na comunicação é inegável.
A discussão foi além, explorando o universo das mentiras e do poder do contacto visual. Aprendemos que a nossa resposta a uma pergunta é formada antes mesmo de a verbalizarmos e que mentir pode ser mais cansativo do que dizer a verdade. E todos temos um “radar” para detetar mentiras.
A conversa atingiu o seu auge quando exploramos a importância dos gestos em situações de negociação e a complexidade do beijo como um gesto de comunicação.
E ficam alguns conselhos para quem está à procura de emprego e precisa de se preparar para a habitual entrevista de seleção. Não basta apenas olhar e rever o resumo curricular, mas pode ser útil pensar igualmente na maneira como usa a sua à linguagem não verbal.
Alexander Monteiro oferece um conjunto de ferramentas valiosas para melhorar a nossa comunicação e leitura de gestos.
É uma conversa repleta de pistas e conhecimentos preciosos que não quererá perder!
No final, ficou claro que a linguagem corporal é uma forma poderosa de comunicação que todos usamos, muitas vezes sem nem mesmo perceber.
Se quer tornar-se um comunicador mais eficaz, entender a linguagem corporal e a comunicação não verbal é um excelente ponto de partida.
JORGE CORREIA
Falar de gestos, numa espécie de programa de radio, é uma experiência radical. Não vão ver nada, só imaginar, e por isso mesmo preciso mais do que nunca da vossa ajuda. Hoje o tema de conversas, já perceberam, é a linguagem corporal. O corpo fala e fala primeiro do que a voz. E aprender a descifrar a linguagem corporal é todo o Mard. Quem souber o seu apcedário tem uma porta aberta para entender melhor os outros. Alexander Monteiro é um descifrador de pessoas, mistura saberes teóricos, com experiências documentadas como a da vida e trabalho dos espiões. Escreveu o livro Os segredos que o nosso corpo revela, uma espécie de manual de instruções para ler o movimento dos corpos, para ler os outros. A sugestão para confessar que o Alexander veio da minha mulher, psicóloga de formação e profissão, e como eu não conheci até agora o trabalho dele, do Alexander, confeça isso mesmo logo no arranque da nossa conversa. Agora ele tirou uma pinta e deixou-me desde logo um sério aviso.
0:01:59 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:02:07 – JORGE CORREIA
0:02:11 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:02:20 – JORGE CORREIA
0:02:26 – ALEXANDRE MONTEIRO
Elas têm prostrona. Está muito mais ligada à questão da reprodução, reprodução, que é que indicava? tinha que ficar mais em tribo Tribo, tinha que comunicar melhor com as crianças, comunicar melhor com os bebés, tinha que ler todas as expressões faciais. E isto gera uma competência neurológica para compreender os sinais e começar a criar novos caminhos para entender pessoas E como. Elas viviam mais em comunidade, porque elas estavam muito mais fixas do que o que acontecia. Tinham que comunicar mais com as outras mulheres. E então este filtro de evolucional e biológico faz com que elas sejam mais contentes. Nesta comunicação ao verbal, muitas vezes não entendo a percepção que o tem, mas tem.
0:03:45 – JORGE CORREIA
0:04:04 – ALEXANDRE MONTEIRO
Aprenderem esta linguagem porque é mais natural a própria leitura, a própria proteção de sinais do para nós. Vamos ter que treinar mais, mas é tudo treinável e da forma que eu faço, o que é quando eu partilho esta questão dos sinais, eu não quero que as pessoas saibam de todo o universo não verbal. Não é isto o objetivo, porque é quase um manamento impossível. Tu conseguires ver todos os sinais? é muito difícil. E então, se não soubermos aqueles sinais que são importantes, que são mais padrão possível, que têm menos margem de erro, e sabendo os tímidos em que acontecem, quer dizer que você, tu ganhas de um poder enorme. E a maior parte das pessoas não sabem os sinais.
Isto é que é engraçado, só que compreendem todos os sinais, mesmo na questão da liderança. Eu falo muitas vezes a questão da liderança. A liderança não é falada, a liderança é sentida, é um presente que as pessoas te dão, quer dizer, quando tu te comportas como líder, as pessoas oferecem. Tu o presente, tu és o meu líder. Quando tu não te comportas como líder, as pessoas não te oferecem este presente. E escusam-te estar a pedir, a pedir, a pedir, ah, eu mando O pedido. O que é o pedido É eu é que mando aqui.
No fundo, isto é um pedido. Não é um pedido direto, é um pedido inconsciente que é quem manda aqui? quem manda aqui sou eu, eu aqui acredito às regras, eu aqui é que mando, eu aqui é que sei. Isto já é um pedido de liderança. Normalmente quem faz isto nem é líder, quer recorrer já ao verbal para mostrar que é líder, que é para mostrar que é competente para mostrar outro tipo de questões que são percebidas emocionalmente. Isto é uma compensação do nosso cérebro. Quer dizer, como eu não tenho, já vou compensar, ou verbal ou não verbal. Isto aqui é muito fácil de aprender. Agora por é prática. Aqui, como nós não lidamos bem com mudança, para mudar é ser muito difícil, porque o nosso cérebro não é estúpido, é preguiçoso. Então que aí faz uma mudança e implica logo mais energia. É de alguma maneira. Por que é que eu ida usar esta linguagem quando estou habituado a ouvir? E o cérebro é muito inteligente. É inteligente e palma ao mesmo tempo.
0:06:17 – JORGE CORREIA
0:06:32 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:06:54 – JORGE CORREIA
0:06:57 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:07:20 – JORGE CORREIA
0:07:32 – ALEXANDRE MONTEIRO
Ainda faltou dizer aquilo, mas inteligente.
0:08:25 – JORGE CORREIA
0:08:30 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:09:18 – JORGE CORREIA
0:09:32 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:09:48 – JORGE CORREIA
0:09:48 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:10:50 – JORGE CORREIA
0:10:52 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:11:02 – JORGE CORREIA
0:11:06 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:11:57 – JORGE CORREIA
0:12:11 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:13:01 – JORGE CORREIA
0:13:07 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:13:14 – JORGE CORREIA
0:13:42 – ALEXANDRE MONTEIRO
Nós somos muito maus de té de todas mentiras, quando não treinados, mas nós acreditamos que somos muito bons de té de todas mentiras, o que não é verdade. Imagina, há toda esta parte biológica, porque o que eu trabalho é o não verbal, mas saber de onde é que ele vem, onde é que é a origem do não verbal E vê o seguinte esta bebedeira emocional faz com que as pessoas também sejam melhores mentirosas, não de nossa, mas do outro. Eu vou explicar porque é que eu criei confusão, porque a aprendizagem vem sempre antes da confusão. Então, o que acontece Quando nós estamos apaixonados é um exemplo. Quando estamos apaixonados e quando gostamos de alguém, o que é que acontece?
nós acreditamos mais na pessoa, mesmo que a pessoa não esteja a mentir, mesmo que seja óbvio que esteja a mentir. O que é que nós estamos sempre? Não, não é verdade, não, não é. Por isso é que a mentira passa bem, porque nós queremos acreditar nela. A maior parte dos mentirosas ou das mentirosas são boas a fazer aquilo que fazem, porque nós não estamos deles E como gostamos deles ou delas, não vamos associar a mentira. Agora, uma pessoa que tu não gostes, o que é que vais fazer automaticamente? quase é mentirosa, quase é má. Eu estou a tu dizer Há uma desconfiança.
Há logo desconfiança, por exemplo, obviamente, na parte das pessoas que é que dizem não, não mentem. vai, um senhor, não é o Obama, vai mentir. E se eu perguntar, o Trump mente a toda hora, a toda hora e tantemente o Trump, como momento o Obama mentira.
0:15:15 – JORGE CORREIA
0:15:21 – ALEXANDRE MONTEIRO
E a oxitocina, de onde é que vem? Vem porque nós precisamos destacar com os nossos filhos Qual é o link entre mães e filhos. É a oxitocina, porque se não houvesse esta oxitocina, esta parte biológica forte, as mães não queriam saber dos filhos. E o que é que acontecia? Os filhos morriam, não havia reprodução, não havia continuidade da espécie. Quer dizer que tudo está ligado. É impossível que nós olhámos para uma pessoa e dizer assim o não verbal é isto. Não, o não verbal é toda uma consequência da parte química, elétrica e emocional do nosso cérebro e do nosso corpo.
0:16:36 – JORGE CORREIA
0:17:05 – ALEXANDRE MONTEIRO
Ver os dentes é um comportamento primata. Quando nós vemos os dentes da pessoa, a sociedade não ameaça, não te vou atacar. Tanto que o macaco submisso com o macaco líder não é O que é que faz Quando enfrenta o macaco líder a dizer que não vai atacar. O que é que faz Me mostra os dentes. E isto me mostra os dentes. É uma memória genética que nós temos, que já vem do mundo primata para dizer eu não te vou atacar. Por isso é que é importante rir Agora, o que é que nós fazemos Humanos, conscientes, a sorrir, é felicidade.
Claro o sorrir já é uma consequência, mas no mundo biológico e animal é o que eu não te vou atacar.
0:19:00 – JORGE CORREIA
0:19:19 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:20:11 – JORGE CORREIA
0:20:23 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:21:04 – JORGE CORREIA
0:21:27 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:22:08 – JORGE CORREIA
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0:26:43 – JORGE CORREIA
0:26:50 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:27:33 – JORGE CORREIA
0:27:39 – ALEXANDRE MONTEIRO
Exato quer dizer, quando eu falo tenho que falar sobre ti ou falo sobre aquela pessoa que eu quero seduzir. Eu tenho que satisfazer as necessidades dessa pessoa. Primeiro, tenho que dar amizade, não ser ameaça. Segundo, tenho que dizer que eu vou ajudar, como E, terceiro, tenho que ser percebido como um liberto. Tenho que me comportar como um alfa. Se eu não der isto à pessoa, à pessoa, automaticamente receita. E isto é o que o ste-doutor faz. O ste-doutor é sempre Ok, eu sou como o teu amigo. Olá, sorriu, estou aqui, não te vou atacar. Depois, o que é que eu digo? O que é que tu precisas? Queres um ramo de flores? Toma um ramo de flores, ai. Queres subir na carreira? Se te ague na carreira, queres ser eleito? Ok. Queres resolver os teus problemas? Ok. E depois eu sou a pessoa que tenho estas competências, que sou confiante, que sou líder, que com isto tudo eu te vou ajudar a tirar as tuas dois, porque gosto de ti.
0:28:58 – JORGE CORREIA
0:29:08 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:29:37 – JORGE CORREIA
0:29:39 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:29:43 – JORGE CORREIA
0:30:06 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:30:38 – JORGE CORREIA
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0:31:41 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:31:48 – JORGE CORREIA
0:32:07 – ALEXANDRE MONTEIRO
Exato, é o quebra ossos mesmo. E depois temos aquelas pessoas que não querem ligar, que até são mais técnicas, são menos emocionais, são menos sociais, elas, que é que, como não querem ligar com as pessoas, dão aquele apertemão gelatinoso Por quê? Porque não têm esta necessidade de ligar. E como não têm, o cérebro indica estes sinais e as pessoas nem se apercebem Por isso. Quem sabe este código consegue ler os pensamentos das pessoas, que é o que eu digo. Consegue interpretar as intenções e como é que a pessoa quer lidar desde ali até para o futuro?
0:33:28 – JORGE CORREIA
0:33:53 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:34:52 – JORGE CORREIA
0:35:23 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:36:26 – JORGE CORREIA
0:36:28 – ALEXANDRE MONTEIRO
Olhar, palmas das mãos visíveis e aparência visual. Tudo isto é do mundo não verbal. É teu sorrio, para não ser uma ameaça Olho para parecer mais competente, mostre as mãos para dizer que eu não te vou atacar ou que sou mais profissional. E a aparência visual que é que diz eu sou da tua tribo, pois é que nós nos devemos vestir conforme a empresa se veste Sempre. Há candidatos que se vão, que enviam currículos para a empresa A e a empresa A usa de Fata e Gravata e aparece na entrevista de Blazer e de Calça de Ganga que diz que não é de uma entrevistadora. Ok, tu não és da minha tribo. Logo que reduz os possibilidades. Ou então, ao contrário, pode acontecer. Ao contrário, toda a gente se veste mais informal e eu chegue o lado de Fata e Gravata ou vestido mais formal, quer dizer para aí, tu não és da minha tribo. Isto tudo inconscientemente vai te criar barreiras E por isso a forma mais simples é esta. E depois preocupa-se com a última impressão. Porque é tão importante a primeira como a última, se é o que fica?
0:38:26 – JORGE CORREIA
0:38:35 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:38:49 – JORGE CORREIA
0:38:51 – ALEXANDRE MONTEIRO
Quer dizer que estes, todos os gatilhos não verbais, vai dizer o pai, este candidato ou esta candidata é o mesmo interessado. Já vejo, é mesmo organizado. Traz aqui um currículo numa capa e depois o peso a mais até vai criar de diferenciação. Que é engraçado. Eu pego numa capa e no outro esta mais pesada, que é que isto interessa racionalmente? nada, inconhecidamente. Ok, este parece melhor. Já reparaste que os sacos das lojas de luxo normalmente são mais pesados?
0:39:56 – JORGE CORREIA
0:39:58 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:40:20 – JORGE CORREIA
0:40:23 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:40:33 – JORGE CORREIA
0:40:41 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:40:43 – JORGE CORREIA
0:40:53 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:41:41 – JORGE CORREIA
0:42:11 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:42:11 – JORGE CORREIA
0:42:18 – ALEXANDRE MONTEIRO
No início, aparência sempre em pecado. A nível de desovialidade, ele corre. Quando sobo o avião, quando subiu o avião para a força, onde dava aquele passo acelerado, quando faz, quando fala com crianças, ele baixava ao nível delas. Quer dizer que toda esta parte de ligação é o que ele trabalha, parte da sedução. Ele é exímio. Não nasceu assim, não, ele foi ensinado assim. Que é isto que eu faço com, seja CEO, seja político, nesta parte de o passidosir. Agora, depois temos a parte de influenciar, que ele também é bom, a parte do verbal, do não-verbal. Como se mexe isto. Aqui é tudo aprendido.
0:43:42 – JORGE CORREIA
0:43:46 – ALEXANDRE MONTEIRO
Para quê? Para que as pessoas ganhem isto de poder, seja na liderança de empresas, por exemplo, um líder que não saiba influenciar tem muita dificuldade. Um treinador de futebol, uma CIO. Quer dizer que ganham um poder enorme porque vão saber e prever. Atenção, o poderoso é prever o comportamento das pessoas. Eu detesto dizer eu já sabia que isso ia ser, porque as pessoas que eu trabalho individualmente acontecem muito. Isto porque quando eu trabalho com as pessoas, o que é que eu digo Eu não resolvo problemas, eu antecipo problemas.
0:45:05 – JORGE CORREIA
0:45:08 – ALEXANDRE MONTEIRO
E aí entra os criativos e entra os técnicos, cabecino para contrariar todas estas xais. Agora eu prevejo uma negociação, prevejo massas, como é que elas vão comportar. Resolvo crises, que é o que vai acontecer. O misto. Como é que nós vamos fazer isto? Porque a nossa tendência natural é começarmos a defender e a fazer, que é um erro logo brutal para dizer isso, quer dizer, quando eu trabalho com as pessoas, é nisto, é antecipar problemas, para ou ler para ganhar uma negociação ou para prever também comportamentos.
0:45:58 – JORGE CORREIA
By Jorge CorreiaHoje usamos o silêncio para provar que nem sequer são precisas palavras faladas para entender os outros.
Vamos Descodificar a Linguagem do Corpo.
É tempo de recuperar uma das conversas mais intrigantes e fascinante que tive para o Pergunta Simples.
Uma conversa com Alexandre Monteiro, um especialista em linguagem corporal e comunicação não verbal.
E eu tive um vislumbre sobre como os gestos podem falar mais alto que as palavras.
Alexander Monteiro é o autor do livro “Os segredos que o nosso corpo revela” e durante a conversa, ele nos conduziu por um caminho de descoberta onde aprendemos que o poder da linguagem não verbal na comunicação é inegável.
A discussão foi além, explorando o universo das mentiras e do poder do contacto visual. Aprendemos que a nossa resposta a uma pergunta é formada antes mesmo de a verbalizarmos e que mentir pode ser mais cansativo do que dizer a verdade. E todos temos um “radar” para detetar mentiras.
A conversa atingiu o seu auge quando exploramos a importância dos gestos em situações de negociação e a complexidade do beijo como um gesto de comunicação.
E ficam alguns conselhos para quem está à procura de emprego e precisa de se preparar para a habitual entrevista de seleção. Não basta apenas olhar e rever o resumo curricular, mas pode ser útil pensar igualmente na maneira como usa a sua à linguagem não verbal.
Alexander Monteiro oferece um conjunto de ferramentas valiosas para melhorar a nossa comunicação e leitura de gestos.
É uma conversa repleta de pistas e conhecimentos preciosos que não quererá perder!
No final, ficou claro que a linguagem corporal é uma forma poderosa de comunicação que todos usamos, muitas vezes sem nem mesmo perceber.
Se quer tornar-se um comunicador mais eficaz, entender a linguagem corporal e a comunicação não verbal é um excelente ponto de partida.
JORGE CORREIA
Falar de gestos, numa espécie de programa de radio, é uma experiência radical. Não vão ver nada, só imaginar, e por isso mesmo preciso mais do que nunca da vossa ajuda. Hoje o tema de conversas, já perceberam, é a linguagem corporal. O corpo fala e fala primeiro do que a voz. E aprender a descifrar a linguagem corporal é todo o Mard. Quem souber o seu apcedário tem uma porta aberta para entender melhor os outros. Alexander Monteiro é um descifrador de pessoas, mistura saberes teóricos, com experiências documentadas como a da vida e trabalho dos espiões. Escreveu o livro Os segredos que o nosso corpo revela, uma espécie de manual de instruções para ler o movimento dos corpos, para ler os outros. A sugestão para confessar que o Alexander veio da minha mulher, psicóloga de formação e profissão, e como eu não conheci até agora o trabalho dele, do Alexander, confeça isso mesmo logo no arranque da nossa conversa. Agora ele tirou uma pinta e deixou-me desde logo um sério aviso.
0:01:59 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:02:07 – JORGE CORREIA
0:02:11 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:02:20 – JORGE CORREIA
0:02:26 – ALEXANDRE MONTEIRO
Elas têm prostrona. Está muito mais ligada à questão da reprodução, reprodução, que é que indicava? tinha que ficar mais em tribo Tribo, tinha que comunicar melhor com as crianças, comunicar melhor com os bebés, tinha que ler todas as expressões faciais. E isto gera uma competência neurológica para compreender os sinais e começar a criar novos caminhos para entender pessoas E como. Elas viviam mais em comunidade, porque elas estavam muito mais fixas do que o que acontecia. Tinham que comunicar mais com as outras mulheres. E então este filtro de evolucional e biológico faz com que elas sejam mais contentes. Nesta comunicação ao verbal, muitas vezes não entendo a percepção que o tem, mas tem.
0:03:45 – JORGE CORREIA
0:04:04 – ALEXANDRE MONTEIRO
Aprenderem esta linguagem porque é mais natural a própria leitura, a própria proteção de sinais do para nós. Vamos ter que treinar mais, mas é tudo treinável e da forma que eu faço, o que é quando eu partilho esta questão dos sinais, eu não quero que as pessoas saibam de todo o universo não verbal. Não é isto o objetivo, porque é quase um manamento impossível. Tu conseguires ver todos os sinais? é muito difícil. E então, se não soubermos aqueles sinais que são importantes, que são mais padrão possível, que têm menos margem de erro, e sabendo os tímidos em que acontecem, quer dizer que você, tu ganhas de um poder enorme. E a maior parte das pessoas não sabem os sinais.
Isto é que é engraçado, só que compreendem todos os sinais, mesmo na questão da liderança. Eu falo muitas vezes a questão da liderança. A liderança não é falada, a liderança é sentida, é um presente que as pessoas te dão, quer dizer, quando tu te comportas como líder, as pessoas oferecem. Tu o presente, tu és o meu líder. Quando tu não te comportas como líder, as pessoas não te oferecem este presente. E escusam-te estar a pedir, a pedir, a pedir, ah, eu mando O pedido. O que é o pedido É eu é que mando aqui.
No fundo, isto é um pedido. Não é um pedido direto, é um pedido inconsciente que é quem manda aqui? quem manda aqui sou eu, eu aqui acredito às regras, eu aqui é que mando, eu aqui é que sei. Isto já é um pedido de liderança. Normalmente quem faz isto nem é líder, quer recorrer já ao verbal para mostrar que é líder, que é para mostrar que é competente para mostrar outro tipo de questões que são percebidas emocionalmente. Isto é uma compensação do nosso cérebro. Quer dizer, como eu não tenho, já vou compensar, ou verbal ou não verbal. Isto aqui é muito fácil de aprender. Agora por é prática. Aqui, como nós não lidamos bem com mudança, para mudar é ser muito difícil, porque o nosso cérebro não é estúpido, é preguiçoso. Então que aí faz uma mudança e implica logo mais energia. É de alguma maneira. Por que é que eu ida usar esta linguagem quando estou habituado a ouvir? E o cérebro é muito inteligente. É inteligente e palma ao mesmo tempo.
0:06:17 – JORGE CORREIA
0:06:32 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:06:54 – JORGE CORREIA
0:06:57 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:07:20 – JORGE CORREIA
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Ainda faltou dizer aquilo, mas inteligente.
0:08:25 – JORGE CORREIA
0:08:30 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:09:18 – JORGE CORREIA
0:09:32 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:09:48 – JORGE CORREIA
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0:13:42 – ALEXANDRE MONTEIRO
Nós somos muito maus de té de todas mentiras, quando não treinados, mas nós acreditamos que somos muito bons de té de todas mentiras, o que não é verdade. Imagina, há toda esta parte biológica, porque o que eu trabalho é o não verbal, mas saber de onde é que ele vem, onde é que é a origem do não verbal E vê o seguinte esta bebedeira emocional faz com que as pessoas também sejam melhores mentirosas, não de nossa, mas do outro. Eu vou explicar porque é que eu criei confusão, porque a aprendizagem vem sempre antes da confusão. Então, o que acontece Quando nós estamos apaixonados é um exemplo. Quando estamos apaixonados e quando gostamos de alguém, o que é que acontece?
nós acreditamos mais na pessoa, mesmo que a pessoa não esteja a mentir, mesmo que seja óbvio que esteja a mentir. O que é que nós estamos sempre? Não, não é verdade, não, não é. Por isso é que a mentira passa bem, porque nós queremos acreditar nela. A maior parte dos mentirosas ou das mentirosas são boas a fazer aquilo que fazem, porque nós não estamos deles E como gostamos deles ou delas, não vamos associar a mentira. Agora, uma pessoa que tu não gostes, o que é que vais fazer automaticamente? quase é mentirosa, quase é má. Eu estou a tu dizer Há uma desconfiança.
Há logo desconfiança, por exemplo, obviamente, na parte das pessoas que é que dizem não, não mentem. vai, um senhor, não é o Obama, vai mentir. E se eu perguntar, o Trump mente a toda hora, a toda hora e tantemente o Trump, como momento o Obama mentira.
0:15:15 – JORGE CORREIA
0:15:21 – ALEXANDRE MONTEIRO
E a oxitocina, de onde é que vem? Vem porque nós precisamos destacar com os nossos filhos Qual é o link entre mães e filhos. É a oxitocina, porque se não houvesse esta oxitocina, esta parte biológica forte, as mães não queriam saber dos filhos. E o que é que acontecia? Os filhos morriam, não havia reprodução, não havia continuidade da espécie. Quer dizer que tudo está ligado. É impossível que nós olhámos para uma pessoa e dizer assim o não verbal é isto. Não, o não verbal é toda uma consequência da parte química, elétrica e emocional do nosso cérebro e do nosso corpo.
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0:17:05 – ALEXANDRE MONTEIRO
Ver os dentes é um comportamento primata. Quando nós vemos os dentes da pessoa, a sociedade não ameaça, não te vou atacar. Tanto que o macaco submisso com o macaco líder não é O que é que faz Quando enfrenta o macaco líder a dizer que não vai atacar. O que é que faz Me mostra os dentes. E isto me mostra os dentes. É uma memória genética que nós temos, que já vem do mundo primata para dizer eu não te vou atacar. Por isso é que é importante rir Agora, o que é que nós fazemos Humanos, conscientes, a sorrir, é felicidade.
Claro o sorrir já é uma consequência, mas no mundo biológico e animal é o que eu não te vou atacar.
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0:26:43 – JORGE CORREIA
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0:27:33 – JORGE CORREIA
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Exato quer dizer, quando eu falo tenho que falar sobre ti ou falo sobre aquela pessoa que eu quero seduzir. Eu tenho que satisfazer as necessidades dessa pessoa. Primeiro, tenho que dar amizade, não ser ameaça. Segundo, tenho que dizer que eu vou ajudar, como E, terceiro, tenho que ser percebido como um liberto. Tenho que me comportar como um alfa. Se eu não der isto à pessoa, à pessoa, automaticamente receita. E isto é o que o ste-doutor faz. O ste-doutor é sempre Ok, eu sou como o teu amigo. Olá, sorriu, estou aqui, não te vou atacar. Depois, o que é que eu digo? O que é que tu precisas? Queres um ramo de flores? Toma um ramo de flores, ai. Queres subir na carreira? Se te ague na carreira, queres ser eleito? Ok. Queres resolver os teus problemas? Ok. E depois eu sou a pessoa que tenho estas competências, que sou confiante, que sou líder, que com isto tudo eu te vou ajudar a tirar as tuas dois, porque gosto de ti.
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0:29:37 – JORGE CORREIA
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0:31:41 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:31:48 – JORGE CORREIA
0:32:07 – ALEXANDRE MONTEIRO
Exato, é o quebra ossos mesmo. E depois temos aquelas pessoas que não querem ligar, que até são mais técnicas, são menos emocionais, são menos sociais, elas, que é que, como não querem ligar com as pessoas, dão aquele apertemão gelatinoso Por quê? Porque não têm esta necessidade de ligar. E como não têm, o cérebro indica estes sinais e as pessoas nem se apercebem Por isso. Quem sabe este código consegue ler os pensamentos das pessoas, que é o que eu digo. Consegue interpretar as intenções e como é que a pessoa quer lidar desde ali até para o futuro?
0:33:28 – JORGE CORREIA
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0:36:26 – JORGE CORREIA
0:36:28 – ALEXANDRE MONTEIRO
Olhar, palmas das mãos visíveis e aparência visual. Tudo isto é do mundo não verbal. É teu sorrio, para não ser uma ameaça Olho para parecer mais competente, mostre as mãos para dizer que eu não te vou atacar ou que sou mais profissional. E a aparência visual que é que diz eu sou da tua tribo, pois é que nós nos devemos vestir conforme a empresa se veste Sempre. Há candidatos que se vão, que enviam currículos para a empresa A e a empresa A usa de Fata e Gravata e aparece na entrevista de Blazer e de Calça de Ganga que diz que não é de uma entrevistadora. Ok, tu não és da minha tribo. Logo que reduz os possibilidades. Ou então, ao contrário, pode acontecer. Ao contrário, toda a gente se veste mais informal e eu chegue o lado de Fata e Gravata ou vestido mais formal, quer dizer para aí, tu não és da minha tribo. Isto tudo inconscientemente vai te criar barreiras E por isso a forma mais simples é esta. E depois preocupa-se com a última impressão. Porque é tão importante a primeira como a última, se é o que fica?
0:38:26 – JORGE CORREIA
0:38:35 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:38:49 – JORGE CORREIA
0:38:51 – ALEXANDRE MONTEIRO
Quer dizer que estes, todos os gatilhos não verbais, vai dizer o pai, este candidato ou esta candidata é o mesmo interessado. Já vejo, é mesmo organizado. Traz aqui um currículo numa capa e depois o peso a mais até vai criar de diferenciação. Que é engraçado. Eu pego numa capa e no outro esta mais pesada, que é que isto interessa racionalmente? nada, inconhecidamente. Ok, este parece melhor. Já reparaste que os sacos das lojas de luxo normalmente são mais pesados?
0:39:56 – JORGE CORREIA
0:39:58 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:40:20 – JORGE CORREIA
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0:40:53 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:41:41 – JORGE CORREIA
0:42:11 – ALEXANDRE MONTEIRO
0:42:11 – JORGE CORREIA
0:42:18 – ALEXANDRE MONTEIRO
No início, aparência sempre em pecado. A nível de desovialidade, ele corre. Quando sobo o avião, quando subiu o avião para a força, onde dava aquele passo acelerado, quando faz, quando fala com crianças, ele baixava ao nível delas. Quer dizer que toda esta parte de ligação é o que ele trabalha, parte da sedução. Ele é exímio. Não nasceu assim, não, ele foi ensinado assim. Que é isto que eu faço com, seja CEO, seja político, nesta parte de o passidosir. Agora, depois temos a parte de influenciar, que ele também é bom, a parte do verbal, do não-verbal. Como se mexe isto. Aqui é tudo aprendido.
0:43:42 – JORGE CORREIA
0:43:46 – ALEXANDRE MONTEIRO
Para quê? Para que as pessoas ganhem isto de poder, seja na liderança de empresas, por exemplo, um líder que não saiba influenciar tem muita dificuldade. Um treinador de futebol, uma CIO. Quer dizer que ganham um poder enorme porque vão saber e prever. Atenção, o poderoso é prever o comportamento das pessoas. Eu detesto dizer eu já sabia que isso ia ser, porque as pessoas que eu trabalho individualmente acontecem muito. Isto porque quando eu trabalho com as pessoas, o que é que eu digo Eu não resolvo problemas, eu antecipo problemas.
0:45:05 – JORGE CORREIA
0:45:08 – ALEXANDRE MONTEIRO
E aí entra os criativos e entra os técnicos, cabecino para contrariar todas estas xais. Agora eu prevejo uma negociação, prevejo massas, como é que elas vão comportar. Resolvo crises, que é o que vai acontecer. O misto. Como é que nós vamos fazer isto? Porque a nossa tendência natural é começarmos a defender e a fazer, que é um erro logo brutal para dizer isso, quer dizer, quando eu trabalho com as pessoas, é nisto, é antecipar problemas, para ou ler para ganhar uma negociação ou para prever também comportamentos.
0:45:58 – JORGE CORREIA