Amato Podcast
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Amato Podcast episodes

  • Lipedema: doença crônica do tecido adiposo

    O Lipedema é uma doença crônica do tecido adiposo, afetando geralmente as pernas, ancas e braços. É caracterizado por uma deposição maior de tecido gorduroso simétrico nos membros inferiores ou superiores, ocorrendo uma assimetria entre tronco e membros. Pode ser hereditária e ocorre quase exclusivamente em mulheres. Assista ao vídeo e veja mais detalhes com o Dr. Alexandre Amato (108651).

    –transcrição–

    Olá! Sou doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e hoje vamos falar sobre lipedema, que é frequentemente confundido com o linfedema. O lipedema é uma doença crônica que atinge na maioria das vezes as mulheres. Aliás, é muito rara em homens.

    É uma doença com características genéticas, hereditárias, embora não tenha sido identificado o gene específico, em que ocorre uma deposição maior de tecido gorduroso simétrico nos membros inferiores mais frequentemente, mas também nos membros superiores, ocorrendo uma assimetria entre a deposição de gordura no tronco e abdome com relação aos membros.
    Então, são aquelas pessoas que têm as pernas muito gordas e têm dificuldade de perder o peso nas pernas quando fazem dieta, quando fazem exercício. Mas essa gordura também traz outros sintomas, sintomas que incomodam bastante. Sintomas como dor nos tecidos moles, tanto ao toque, com a sensibilidade maior, mas também uma dor generalizada nas pernas. Muitas vezes essa dor acaba se confundindo com outras causas de dor, como uma doença venosa, como o linfedema.
    O paciente pode relatar também uma queixa de inchaço. Esses inchaço nas pernas que não diminui, não consegue controlar, pode estar associado ao lipedema.
    Facilidade de formar hematomas, equimoses, qualquer pequena pancadinha forma grandes hematomas. Seria uma fragilidade capilar, mas isso também está associada ao lipedema. Normalmente os sintomas ocorrem após grandes alterações hormonais na mulher. Então após a puberdade, após a menopausa ou após uma gestação, pode acabar desencadeando a formação e a deposição de gordura do lipedema.
    Existem outros sintomas que não são tão frequentes, mas que também estão associados, mas o importante é a gente diferenciar das outras causas de hedema de membros inferiores. Então a insuficiência venosa crônica, veja nosso vídeo sobre a insuficiência venosa crônica, e o linfedema, sobre o qual também temos um vídeo mostrando os principais sintomas.
    Qualquer dúvida procure o cirurgião vascular. Se você curtiu esse vídeo, compartilhe.

    3 min
  • Erisipela: A infecção que causa vermelhidão na pele

    A erisipela é uma infecção da camada superficial da pele que provoca feridas vermelhas, inflamadas e dolorosas, e se desenvolve principalmente nas pernas, rosto ou braços, apesar de poder surgir em qualquer parte do corpo. Esta doença é mais frequente em pessoas com mais de 50 anos de idade, obesos ou diabéticos. Pode ser causada por uma bactéria específica (Streptcoccus pyogenes), ou por celulites. Assista ao vídeo e veja mais detalhes com o Dr. Alexandre Amato (108651).

    –transcricao–

    Olá, sou o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e hoje vou falar um pouquinho sobre erisipela. A erisipela é uma infecção extremamente comum em que acaba causando um grande vermelhão na perna. Essa hiperemia, esse vermelhão decorrente de uma infecção por uma bactéria localizada no tecido subcutâneo e derme, em membro inferior.

    A erisipela é causada por uma bactéria bem específica, mas existe também a celulite, que aí não é celulite estética que todo mundo fala. A celulite também é uma infecção que pode ocorrer em tecidos subcutâneos e aí por outras bactérias menos graves. Mas as duas funcionam mais ou menos do mesmo jeito, tanto a erisipela, quanto a celulite.
    É uma infecção que precisa de uma porta de entrada. Essa porta de entrada normalmente ocorre em pequenas feridas no pé e a ferida mais comum é a micose. Então quem tem uma micose, a gente sabe que a micose ocorre por causa de um fungo. Não é esse fungo que acaba causando a erisipela, mas as pequenas rachaduras, as pequenas feridas acabam sendo então a porta de entrada para essa bactéria que vai desencadear essa infecção.
    O paciente que tem então vermelhão na perna por causa de uma erisipela vai ter os sinais sistêmicos de uma infecção. Pode ter febre, pode ter calafrios, pode ter infecção mostrada no sangue também.
    E a erisipela deve ser tratada rápida e deve ser tratada com antibiótico sistêmico indicado pelo seu médico. Muito frequentemente os pacientes procuram o cirurgião vascular para o tratamento da erisipela, mas não espere passar até o consultório do cirurgião vascular. Se for demorar muito, vá ao pronto socorro, já inicie o tratamento, que é importante começar cedo, para ter a menor quantidade de dano no nosso sistema linfático possível.
    Quem tem a erisipela vai acabar tendo esse dano no tecido linfático, que pode acabar causando inchaço no futuro e predispor a novos eventos de erisipela.
    Então se tiver a suspeita, se tiver a dúvida, procure o seu médico o mais rápido possível.
    Muito obrigado pela atenção e estamos à disposição.

    3 min
  • Tratamento de Lipedema

    O tratamento do Lipedema é baseado em 5 pilares, que visam oferecer melhor qualidade de vida ao paciente. O mais indicado é a prática de exercícios físicos, terapia de compressão, dieta, medicamentos que ajudam a aliviar os sintomas e a cirurgia para retirar o excesso de tecido gorduroso. Assista ao vídeo e veja mais detalhes com o Dr. Alexandre Amato (108651).

    –transcrição–

    Olá! Sou o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e hoje vamos falar sobre outros aspectos do lipedema.

    A história de quem tem o lipedema muitas vezes é dramática porque não existe um exame único que se faça e que determine a existência do lipedema. Então não tem um exame de sangue, não tem um exame de imagem. E acaba sendo um diagnóstico por exclusão.
    Isso quer dizer que muitas pessoas passam a vida toda indo de médico em médico sem ter o diagnóstico do lipedema. E isso traz algumas angústias, algumas dificuldades. São pessoas que muitas vezes tiveram durante a vida tentativas de dieta, de exercício físico para perder peso, via a dificuldade, não conseguia perder o peso e em algum momento acaba desistindo desse tratamento e aí acaba tendo outro problema que é a obesidade.
    Então essa sequência pode ocorrer, paciente com lipedema e que acaba tendo a obesidade depois, não por causa do lipedema, mas simplesmente porque deixou de se cuidar.
    Agora a pergunta principal é: qual que é o tratamento do lipedema? O tratamento é baseado em cinco pilares. São os cinco pontos principais, não existe um remedinho milagroso, a gente tem que mudar vários aspectos.
    O primeiro deles é exercício físico. É necessário fazer exercício físico, mesmo com a dificuldade da perda da gordura em membros inferiores, o exercício físico é muito importante. A terapia de compressão, elassocompressão, inelástica, elástica, tudo isso orientado pelo médico, pode auxiliar. A dieta também é muito importante. O medicamentoso, existem medicamentos que podem melhorar os sintomas e muitas vezes atingindo o objetivo. Mas também existe o tratamento cirúrgico. O tratamento medicamentoso não retira a célula doente. A única maneira de se retirar a célula doente é com a cirurgia. Então é possível cirurgicamente diminuir a quantidade desse tecido gorduroso, pode haver uma melhora estética, mas o objetivo para quem tem lipedema não é o tratamento estético, único e simplesmente, mas sim a diminuição dos sintomas que o lipedema acarreta, principalmente a dor, o inchaço e muito mais.
    Então, qualquer dúvida nós estamos à disposição. Se você gostou desse nosso vídeo, curta e siga nosso canal no YouTube. Obrigado!

    3 min
  • Varizes: As veias retiradas na cirurgia não fazem falta?

    As veias são responsáveis por trazer o sangue de volta ao coração. Para isto ocorrer elas têm de estar com o funcionamento normal. As veias que são varicosas são as que não estão trabalhando adequadamente, ou seja, não estão cumprindo a função de levar o sangue na direção correta. Por isso, a retirada dessas veias não irá fazer falta. Assista ao vídeo e veja mais detalhes com o Dr. Alexandre Amato (108651).

    3 min
  • Discografia: O exame que detecta lesões na coluna

    A Discografia é usada para ajudar a determinar a origem da dor na coluna. O procedimento consiste na injeção de contraste no disco, que pode reproduzir a dor ou apresentar as características de um disco doente. Assista ao vídeo e veja mais detalhes com o Dr. Marcelo Amato (CRM 116579).

    –transcrição —

    Olá! Eu sou Marcelo Amato, sou neurocirurgião do Instituto Amato e hoje eu vou falar um pouco de discografia.

    Alguns pacientes com dor na coluna apresentam lesão nos discos intervertebrais, protrusões, abaulamentos, fissuras, entre outros. Mas nem sempre é possível culpar essas alterações que são vistas na ressonância magnética pelos sintomas apresentados pelo paciente.
    Uma hérnia de disco grave, com necessidade de cirurgia, por exemplo, tem sintomas bem definidos, de dor incapacitante, perda de sensibilidade ou perda de força, mas a maioria dos pacientes ficam num meio termo, com muito tempo de tratamento clínico, fisioterapia e sem melhora e os exames de imagem mostrando essas alterações.
    Como já conversamos algumas veses aqui, as infiltrações e os bloqueios na coluna ajudam a identificar a exata estrutura responsável pela dor do paciente. Mas hoje eu vou falar um pouco mais da discografia, que é um teste para saber se o disco está doendo.
    Como eu disse, abaulamentos, protrusões, fissuras, não querem dizer exatamente que a dor está vindo dali. Mas com esse teste é possível saber sendo, portanto, considerado um complemento ao estudo da ressonância magnética.
    É um procedimento que é feito com anestesia local. A agulha é introduzida até o disco e injeta-se contraste. A maneira como esse contraste é absorvido pelo disco já nos dá bastante informação e a discografia é considerada positiva quando a dor do paciente é reproduzida com o procedimento.
    Não é um procedimento doloroso, mas pode ser realizado com sedação para maior conforto do paciente, se ele assim desejar.
    Se esse assunto te interessar, procure mais nas nossas redes sociais.

    2 min
  • Conheça as principais causas da Hérnia de Disco

    A Hérnia de Disco pode ser causada, principalmente, por três fatores: herança genética, envelhecimento da coluna e o que fazemos com ela durante a vida. Uma forma de evitar a doença é adotar uma postura correta e a prática equilibrada de exercícios físicos. Assista ao vídeo e veja mais detalhes com o Dr. Marcelo Amato (CRM 116579).

    — Transcrição —

    Olá! Eu sou Marcelo Amato, neurocirurgião do Instituto Amato e hoje nós vamos falar um pouco sobre o que causa a hérnia de disco.

    Essa é a dúvida de muitos pacientes. Muitas vezes há um sentimento de culpa ou de ter feito algo errado, mas é um problema que eu considero multifatorial. Costumo dizer que é causado principalmente por três fatores: uma herança genética, o envelhecimento da coluna e o que fazemos com a coluna durante a vida. E é aí que podemos atuar mais, adotando postura correta e exercícios físicos.

    Exercícios demais, de menos, ou de forma errada prejudicam a coluna. Então cada indivíduo precisa encontrar o ponto de equilíbrio. Uma hérnia raramente é causada por um evento único. É mais comum o disco ir se desgastando com o tempo e aí um evento maior pode desencadear uma crise mais forte, por exemplo nos casos de hérnia de disco extrusa.

    Enfim, se aconteceu com você, não se culpe. Procure ajuda médica para resolver o problema e após resolvido, invista em uma boa reabilitação, com um bom fisioterapeuta e um bom educador físico para evitar outros problemas futuros.

    Se você gostou desse vídeo, procure outros sobre o mesmo assunto. Nós temos inclusive um vídeo com a nossa fisioterapeuta dando algumas dicas de postura. Curta esse vídeo e compartilhe.

    2 min
  • Hidrocefalia de Pressão Normal: distúrbio da circulação liquórica

    A Hidrocefalia de Pressão Normal é uma doença que costuma acometer adultos, principalmente após os 60 anos de idade. Ela é caracterizada por um distúrbio da circulação liquórica (líquido cefalorraquidiano que protege e irriga o sistema nervoso central). O cérebro para de funcionar adequadamente, porque o líquido não é reabsorvido corretamente ou então apresenta dificuldade de circulação. Assista ao vídeo e veja mais detalhes com o Dr. Marcelo Amato (CRM 116579).

    5 min
  • Potenciais Evocados e Monitorização Neurofisiológica: sinais elétricos gerados pelo sistema nervoso

    Os Potenciais Evocados são os sinais elétricos gerados pelo sistema nervoso em resposta a algum estímulo. Em geral, estímulos sensitivos, visuais ou auditivos, são utilizados para estudo da integridade das vias neuronais, desde o órgão captador do estímulo, passando ao longo dos nervos, até as diferentes regiões do cérebro responsáveis pelo processamento dessas informações. Assista ao vídeo e veja mais detalhes com o Dr. Marcelo Amato (CRM 116579).

    3 min
  • Tratamento de Inseminação Intrauterina: deposição de espermatozoides no interior da cavidade uterina

    A inseminação intrauterina é um tratamento que tem como objetivo sincronizar e facilitar o encontro dos espermatozoides com os óvulos. Ele é indicado para casais jovens, casais com fator masculino leve ou alteração pequena no espermograma, pacientes mulheres que têm dificuldade em manter relação sexual, pessoas com alterações medulares (que não têm ejaculação), entre outros. Assista ao vídeo e veja mais detalhes com a Dra. Juliana Amato (CRM 106072).

    6 min
  • Síndrome dos Ovários Policísticos: o distúrbio endócrino que provoca alteração dos níveis hormonais

    A Síndrome do Ovário Policístico, também conhecida pela sigla SOP, é um distúrbio endócrino que provoca alteração dos níveis hormonais, levando à formação de cistos nos ovários que fazem com que eles aumentem de tamanho. É uma doença caracterizada pela menstruação irregular, alta produção do hormônio masculino (testosterona) e presença de micro cistos nos ovários. Assista ao vídeo e veja mais detalhes com a Dra. Juliana Amato (CRM 106072).

    5 min

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