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A anestesia começa muito antes da entrada no centrocirúrgico. Neste episódio, discutimos como a escuta ativa, a consultapré-anestésica e a comunicação clara ajudam a reconhecer medos, experiênciasanteriores e necessidades que não aparecem nos monitores, mas podem modificar oplanejamento e a segurança do cuidado. O conteúdo aborda também acolhimento nasala cirúrgica, consentimento informado, comunicação diante de intercorrências,escolha ética da técnica, uso responsável de protocolos e continuidade do cuidadono pós-operatório. Uma reflexão sobre como técnica, presença e respeito secomplementam em toda a jornada anestésica.
🎙️️ O Paradoxo da Inovação: Bloqueio Cervical na Tireoidectomia Ainda Vale a Pena? | Debate Clínico
Descrição/Legenda para o Vídeo e Podcast:
Fazer MAIS é sempre sinônimo de fazer MELHOR na anestesiologia?
Neste novo episódio do Canal Anestesistas e Anestesiologistas, entramos em um debate clínico profundo provocado por uma excelente publicação do canal Anestesia com Café (@anestesiacomcafe) sobre o bloqueio do plexo cervical em tireoidectomias e a anestesia poupadora de opioides.
A ultrassonografia ampliou nossas possibilidades, mas a proliferação de técnicas regionais traz um dilema: ser moderna e tecnicamente executável basta para tornar uma intervenção necessária?
Analisamos o recente ensaio clínico de Jegarl et al. (Anesthesiology, 2026), que levantou a hipótese do "Efeito Teto": quando um protocolo multimodal (ERAS) já é muito eficiente, o bloqueio adicional pode não trazer benefícios globais perceptíveis para o paciente, acrescentando apenas tempo, custos e riscos invisíveis.
Neste episódio, você vai aprender:
A excelência anestésica não está em acumular técnicas, mas em selecionar com precisão o que resolve um problema relevante para quem está na mesa cirúrgica.
👇 DEIXE SUA OPINIÃO NOS COMENTÁRIOS:Na sua prática diária, você faz o bloqueio cervical de rotina ou de forma seletiva? Qual evidência faria você mudar de conduta?
🔔 Gostou do debate?Inscreva-se no canal, deixe seu like e compartilhe este episódio com aquele colega de centro cirúrgico para elevar o nível das discussões!
📚 Referências citadas neste episódio:
⭐ Lembrando que na área de assinantes há um texto completo e conteúdos exclusivos. Considere ser assinante do canal!
🎧 Cefaleia Pós-Raqui (CPPD): Novas Diretrizes, Mitos Derrubados e Tratamento Baseado em Evidência
A Cefaleia Pós-Punção Dural (CPPD) é uma das complicações mais temidas na anestesia neuroaxial, mas você tem certeza de que a sua conduta clínica está atualizada?
Neste episódio, mergulhamos nas diretrizes multissociedade mais recentes (SOAP, ASRA Pain Medicine e ESAIC - 2024) para trazer um guia definitivo sobre a prevenção e o manejo da CPPD. Deixamos as práticas empíricas do passado para trás e dissecamos o que a ciência de fato comprova.
O que você vai aprender neste episódio:
Mitos derrubados: Por que o "repouso absoluto" e a "hiper-hidratação" caíram por terra (e como o repouso pode até piorar o quadro!).
Prevenção na ponta da agulha: O impacto do decúbito lateral vs. posição sentada e o protocolo de cateter intratecal após punção acidental.
Fisiopatologia além da dor: Como a hipotensão liquórica traciona os nervos cranianos, causando diplopia e zumbido.
Farmacologia na prática: O papel fundamental da nossa dipirona no Brasil, a dose exata da cafeína e o uso emergente da dexmedetomidina nebulizada.
A Batalha das Intervenções: A verdade sobre o Bloqueio do Gânglio Esfenopalatino (BGEP) como terapia de ponte versus o inabalável padrão-ouro: o Tampão Sanguíneo Peridural (Blood Patch).
Terceira Linha: O que fazer quando o padrão-ouro falha? (Cola de fibrina e cirurgia).
Seja você anestesiologista, residente, estudante de medicina ou profissional da linha de frente, este conteúdo foi desenhado para atualizar a sua prática com evidências de altíssimo nível.
▶️ Dê o play, atualize seus protocolos e não esqueça de se inscrever no canal/podcast! Deixe nos comentários: qual dessas novas evidências mais mudou a sua rotina?
Capítulos (Timestamps sugeridos):00:00 - Introdução e o Consenso de 202402:15 - Como a CPPD realmente acontece (Fisiopatologia)05:30 - Prevenção: Agulhas, Posição e Cateter Intratecal10:45 - Mitos desconstruídos: Repouso e Hidratação14:20 - Tratamento Farmacológico: Dipirona, Cafeína e Dexmedetomidina Nebulizada19:10 - Terapias de Ponte: O real papel do BGEP23:50 - O Padrão-Ouro: Tampão Sanguíneo Peridural (Blood Patch)28:15 - Falhas e Terapias de Resgate (Terceira Linha)31:00 - Sinais de Alerta e Acompanhamento Ativo Institucional
#Anestesiologia #CPPD #CefaleiaPosRaqui #BloodPatch #MedicinaBaseadaEmEvidencias #AnestesiaObstetrica #DiretrizesMedicas #PodcastDeMedicina #EducacaoMedica
🚨 Atenção, colegas anestesiologistas e cirurgiões-dentistas: a nova Resolução CFM nº 2.471/2026 mudou completamente o cenário da sedação ambulatorial!
No carrossel de hoje, destrinchamos as principais mudanças estruturais e éticas que vão impactar o nosso dia a dia prático. Você sabia que agora a estrutura mínima exigida para qualquer estabelecimento que realize sedação é a do Grupo 4? E mais: a função de administrar a sedação e monitorar o paciente exige um médico anestesiologista com RQE exclusivo, proibindo definitivamente o acúmulo de tarefas por quem executa o procedimento.
Também abordamos:🔹 A criação oficial do SAA (Serviço de Anestesia Ambulatorial).🔹 A obrigatoriedade universal da Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) e retaguarda hospitalar.🔹 O panorama atualizado sobre a suspensão judicial da sedação profunda na odontologia (Resolução CFO nº 295/2026).
É o momento de revisar nossas rotinas e alinhar novas sugestões de segurança institucional para garantir total conformidade durante estes 180 dias de vacatio legis.
💬 Deslize o carrossel, leia a análise completa e deixe sua opinião aqui nos comentários: você acredita que a obrigatoriedade da estrutura do Grupo 4 viabilizará procedimentos mais seguros ou criará barreiras operacionais e comerciais para as clínicas ambulatoriais? Vamos debater!
📌 Salve este post para consultar as regras sempre que precisar e compartilhe com sua equipe do centro cirúrgico.
🔗 Quer se aprofundar ainda mais e ter acesso aos nossos resumos em PDF? Acesse a área do Assinante do Anestesistas e Anestesiologistas para conferir o material completo e conteúdos exclusivos.
@anestesistaseanestesiologistas / @marcioaugustolacerda1966
#Anestesiologia #SedacaoAmbulatorial #MedicinaDefensiva #SegurancaDoPaciente #DireitoMedico #CFM #CFO #AnestesiaCarioca #AnestesiaSegura
Este episodio analisa o uso perioperatório dos inibidores deSGLT2, destacando seus benefícios cardiorrenais e o risco específico de cetoacidose diabética euglicêmica. A discussão integra fisiopatologia, fatores precipitantes, escolha anestésica, suspensão pré-operatória, vigilância metabólica, tratamento inicial e critérios seguros para reintrodução. O ponto central é que a glicemia isolada pode mascarar cetose e acidose em evolução; por isso, pacientes de risco exigem avaliação de beta-hidroxibutirato, equilíbrio ácido-base, ânion gap, potássio, hidratação e estado nutricional. Ao final, o episodio propõe uma abordagem prática baseada em estratificação de risco, comunicação interequipes, documentação clara e uso de anexos operacionais para apoiar a decisão clínica à beira-leito.
Resumo Clínico: Manejo Perioperatório na Lipoaspiração de Grande Porte
A lipoaspiração em decúbito ventral (DV) prolongado exige rigor hídrico, pois a infiltração atua como expansão volêmica maciça (58% a 70% da solução é absorvida sistemicamente). A técnica Super-wet (1:1) é o padrão atual, minimizando perdas sanguíneas e sobrecarga cardiopulmonar.
Cálculos de Reposição (Fórmula de Rohrich/Trott)A restrição venosa é a regra de ouro na anestesia:
Escolha Anestésica e SuporteA anestesia geral é o padrão-ouro por assegurar a via aérea contra o edema faringolaríngeo. Em bloqueios axiais, a hipotensão da simpatectomia deve ser tratada com vasopressores, jamais com bólus de fluidos. O suporte obrigatório abrange: controle térmico (manta e fluidos aquecidos), profilaxia mecânica de TEV e monitorização do débito urinário (SVD).
Manejo do Edema GravitacionalPara mitigar o edema facial e a quemose em DV, utiliza-se a mesa em proclive (10° a 15°), alinhamento cervical neutro e proteção ocular. No pós-operatório, elevação de cabeceira e dexametasona IV são indicadas. A furosemida é ineficaz no edema posicional isolado e gera risco de choque.
Segurança e Blindagem ProfissionalOs limites farmacológicos são 35 mg/kg para lidocaína e 0,07 mg/kg para epinefrina, exigindo a disponibilidade de Emulsão Lipídica a 20% em sala. Normativas limitam a aspiração a 7% do peso e 40% da superfície corporal. O registro minucioso dos volumes no prontuário e a aplicação destas sugestões clínicas são vitais para a segurança e defesa do anestesiologista.
Fala, pessoal! Sejam bem-vindos a mais um episódio. Hoje vamos falar sobre uma das ferramentas mais poderosas — e ao mesmo tempo delicadas — da anestesiologia moderna: a Peridural Torácica (PT). Vamos passar rápido pelo o que você precisa saber para a prática e para a sua proteção jurídica.
A peridural torácica é o padrão-ouro para analgésica em cirurgias de grande porte do tórax e abdome superior, como toracotomias, colectomias e hepatectomias, além do manejo de trauma com múltiplas fraturas de costela.
A grande vantagem? Qualidade de analgesia. Ela reduz o uso de opioides sistêmicos, melhora a mecânica ventilatória do paciente no pós-operatório — diminuindo o risco de atelectasias e pneumonias — e ainda atenua a resposta metabólica ao estresse cirúrgico.
Mas nem tudo são flores. É uma técnica de maior complexidade anatômica do que a peridural lombar, devido à angulação acentuada dos processos espinhosos.
O grande desafio hemodinâmico é o bloqueio simpático: ao atingir os níveis de T1 a T4, podemos ter hipotensão e bradicardia severas por bloqueio das fibras cardioaceleradoras. E, claro, temos as complicações graves que todo anestesiologista teme: a toxicidade por anestésico local (LAST), o hematoma epidural e o abscesso.
Na prática: recusa do paciente, sepse e coagulopatia são contraindicações absolutas. E atenção especial aos anticoagulantes! Respeitar os tempos de suspensão dos fármacos antes da punção e antes da retirada do cateter é o que separa um procedimento bem-sucedido de uma tragédia neurológica.
Por falar em tragédia, a peridural torácica tem alto potencial de judicialização, principalmente por sequelas neurológicas motoras. O segredo para a sua segurança jurídica se resume em três pilares:
Resumindo: a peridural torácica transforma o pós-operatório do paciente, mas exige precisão técnica, vigilância contínua e documentação rigorosa. Ficamos por aqui hoje e até o próximo episódio!
📚 Referências Bibliográficas
Música no Centro Cirúrgico 🎶🏥
🟢 Os Benefícios:
Ouvir música (especialmente as familiares e preferidas) pode reduzir o estresse, a ansiedade e a carga mental da equipe durante a cirurgia. 🧘♂️✨
⚠️ Os Riscos:
O volume alto é o maior inimigo! Ele prejudica a comunicação, mascara o som de alarmes vitais e aumenta as chances de erros. 📉🗣️
🎚️ A Música Ideal (Regras de Ouro):
Volume: Entre 50 e 60 dB 🔊 (A legislação brasileira - NR 17 - proíbe passar de 65 dB em ambientes de concentração).
Ritmo: Estável, entre 60 e 80 bpm ⏱️.
Estilo: Instrumentais ou com poucas letras, sem mudanças bruscas e sem graves muito fortes 🎸🚫.
Audibilidade: Todos na sala devem conseguir conversar e ouvir alarmes em tom de voz normal 💬.
🔴 Quando DESLIGAR a música (Silêncio Obrigatório):
Recepção do paciente e Time-Out (Checklist) 📋
Indução anestésica, despertar e extubação 🛌
Eventos críticos, emergências ou sangramentos 🚨
Disparo de alarmes de monitores ou bombas de infusão 🔔
⚖️ Legislação e Protocolo (POP) no Brasil:
As normas (NR 17 e ABNT) e conselhos (CFM e SOBECC) exigem vigilância constante e conforto acústico. O uso de fones de ouvido individuais é proibido 🚫🎧. A decisão de ouvir música deve ser da equipe, mas se houver qualquer intercorrência ou desconforto, a segurança do paciente exige o silêncio imediato! 🛑👨⚕️👩⚕️
Referências Bibliográficas
American Society of Anesthesiologists. (2025). Statement on Distractions.
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). NBR 10152: Acústica - Níveis de pressão sonora em ambientes internos.
Conselho Federal de Medicina (CFM). Resolução CFM nº 2.174/2017.
El Boghdady, M., & Ewalds-Kvist, B. M. (2020). The Influence of Music on the Surgical Task Performance: A Systematic Review. International Journal of Surgery, 73, 101-112.
Fu, V. X., Oomens, P., Sneiders, D., et al. (2019). The Effect of Perioperative Music on the Stress Response to Surgery: A Meta-Analysis. The Journal of Surgical Research, 244, 444-455.
Fu, V. X., Oomens, P., Kleinrensink, V. E. E., et al. (2021). The Effect of Preferred Music on Mental Workload and Laparoscopic Surgical Performance in a Simulated Setting (OPTIMISE): A Randomized Controlled Crossover Study. Surgical Endoscopy, 35(9), 5051-5061.
Grant, L., Nicholson, P., Davidson, B., Finch, S., & Manias, E. (2026). Communication Failures and the Influence of Noise in the Operating Room: A Prospective Cohort Study. Journal of Clinical Nursing.
Ministério do Trabalho e Emprego (Brasil). Norma Regulamentadora 17 (NR 17) - Ergonomia.
Narayanan, A., Khashram, M., & Fisher, J. P. (2025). Randomized Cross-Over Trial Comparing Stress Responses Amongst Undergraduates and Surgeons With and Without Background Music During Simulated Surgery. Scientific Reports, 15(1), 19461.
Sociedade Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico (SOBECC). Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para a Saúde.
Wahr, J. A., Prager, R. L., Abernathy, J. H., et al. (2013). Patient Safety in the Cardiac Operating Room: Human Factors and Teamwork: A Scientific Statement From the American Heart Association. Circulation, 128(10), 1139-69.
Weldon, S. M., Korkiakangas, T., Bezemer, J., & Kneebone, R. (2015). Music and communication in the operating theatre. Journal of Advanced Nursing, 71(12), 2763-74.
Você conhece a história fascinante por trás da anestesia venosa moderna? 💉🩺
Hoje vamos começar uma série sobre ela...... Dos primórdios até a TIVA atual .... A primeira parte já está pronta !!!!!
Neste podcast, embarcamos em uma jornada no tempo para explorar como a medicina superou dogmas antigos para descobrir a via intravenosa.
Do mito de Galeno à quebra de paradigma com William Harvey, e a primeira e bizarra injeção experimental de Christopher Wren... É uma história de coragem, inovação e, claro, alguns experimentos inusitados com vinho e ópio! 🍷😮
Acompanhe essa evolução que pavimentou o caminho para a anestesiologia segura e precisa que praticamos hoje.
ouça até o fim e nos conte nos comentários: qual desses pioneiros você acha que teve a ideia mais "fora da caixa"? 👇
E se você gostou dessa dose de história da medicina, não esqueça de salvar o podcast para consultar depois e nos avaliar com 05 estrelas !
Lembre-se !!!! O artigo completo está disponivel para assinantes do Canal no Instagram..... Considere se associar !!!! @anestesistaseanestesiologistas
🍷 **Jazz, luzes de neon, um jantar chique e... uma rolha de carne na garganta?!** 🥩
Nos loucos anos 70, desmaiar no meio do restaurante era tão comum que ganhou o apelido digno de filme *noir*: a **"coronária do café"**. Todo mundo em volta jurava que era um ataque cardíaco, mas o vilão real era bem menos glamouroso: um pedaço de bife mal mastigado bloqueando a traqueia! 🕵️♂️
A recomendação médica da época? Dar bons tapas nas costas da vítima. Só tinha um probleminha gravitacional: bater nas costas funcionava igual a bater em uma garrafa para tirar a rolha... a força só empurrava a comida ainda mais para o fundo! 🍾💥
É aí que entra o **Dr. Henry Heimlich**, um cirurgião rebelde que olhou para os nossos pulmões e enxergou um grande fole de lareira. Ele descobriu que um "abraço por trás" com um belo tranco no diafragma ejetava o obstáculo pela pura força do ar comprimido! 🌬️🚀
Mas a melhor parte da história é o motim midiático. Sabendo que a burocracia médica levaria anos para aprovar sua técnica, Heimlich deu uma de herói subversivo: "furou a fila" da ciência e vazou os diagramas diretos para os jornais, colunas de fofoca e revistas femininas! 🗞️🗣️
Ele colocou o passo a passo pendurado com ímã nas geladeiras de todo o país antes mesmo das grandes associações médicas darem o aval. O establishment médico pirou? Com certeza! Houve brigas de ego, tretas com a Cruz Vermelha e muita controvérsia. 🥊
Mas, no fim das contas, a ousadia (e teimosia) brilhante desse médico transformou garçons, taxistas e avós nos maiores e mais improváveis heróis de todos os tempos. 🦸♀️🦸♂️
Salva esse post e manda para aquele amigo que tem o péssimo hábito de comer rápido demais (só por precaução)! 👀👇
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