Existe diferença entre comer demais num domingo e não conseguir parar de comer. Neste episódio do Anima Saúde, a Dra. Vanessa Vink e o Dr. Diogo Vink recebem o psiquiatra Dr. Higor Caldato, especialista em transtornos alimentares e obesidade, para mostrar onde fica essa linha — e o que fazer quando ela é cruzada.
A conversa começa pela régua que dá para aplicar em casa: comer normal é o que preserva o bem-estar físico, emocional e social. Quando a comida passa a limitar a vida — deixar de ir ao casamento da irmã, estudar o cardápio antes de sair, sentir culpa depois de um pão — alguma coisa saiu do lugar.
A partir daí entram a compulsão alimentar (70% dos casos), a anorexia chegando aos 11 e 12 anos, a bulimia, o TARE e a ortorexia; a relação com TDAH e TEA; o que a neuroimagem mostra no cérebro de quem tem compulsão; e por que a anorexia é o transtorno de maior mortalidade da psiquiatria.
Também entra o assunto do momento: canetas emagrecedoras usadas sem acompanhamento, o manipulado comprado em outro país porque sai mais barato, o jejum por conta própria e o rebote que vem depois.
E no fim, a mensagem para quem está do lado — marido, pai, mãe, esposa: não é falta de força de vontade, é sintoma. E sintoma se leva a um profissional.