No final de setembro, o governo chinês celebrava o início das festividades do tradicional feriado do Dia Nacional da República Popular da China. Mas, ao mesmo tempo, promovia, nas redes sociais, o "renascimento, com força e vitalidade" da cidade de Wuhan, que ficou conhecida no mundo como o marco zero da pandemia do novo coronavírus. No começo do ano, a metrópole de 11 milhões de pessoas, localizada no centro da China, fechou por 76 dias, de forma abrupta. Àquela altura, o vírus já havia seguido o próprio caminho. Porém, no epicentro da crise sanitária, as drásticas medidas de contenção neutralizaram a propagação da doença. Oficialmente, a China teve 4.742 mortes, 80% delas em Wuhan. O número de casos divulgado no país é de 92 mil e 500.