Teve festa, com música e dança. Também não faltaram os políticos, como o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, para colher frutos com o início da vacinação em Israel. No país, de nove milhões de habitantes, há ainda os "fura-fila", os ressabiados e as polêmicas, como a não vacinação de palestinos em territórios ocupados. Mas, por lá, houve planejamento e os governantes, agora alarmados com a chegada de variantes mais agressivas do novo coronavírus, jamais questionaram a gravidade da pandemia. A vacinação começou em dezembro, com o uso das vacinas da Pfizer e da Moderna. Já alcançou mais de 40% da população, a mais avançada no planeta, e os resultados começam a aparecer. De acordo com uma operadora de saúde, houve queda de 60% das internações de pessoas com mais de 60 anos, e o percentual de imunizados com a segunda dose é cada vez maior. No entanto, embora a vacinação progrida rapidamente, Israel segue longe de frear a pandemia e de relaxar as medidas de prevenção. Os israelenses estão sob medidas para restringir a circulação de pessoas, e o aeroporto internacional Ben Gurion, em Tel-Aviv, está fechado para voos regulares. No Ao Ponto desta quarta-feira, o médico brasileiro Milton Saute, diretor do Programa de Transplante de Pulmão do Sheba Medical Center, o maior hospital de Israel, relata o clima de incerteza que prossegue entre os israelenses, apesar das boas notícias que já aparecem com o avanço do plano de vacinação.