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A Arquidiocese de Porto Alegre recebe a partir desta terça-feira, dia 19 de abril, em seu território, a presença do Núncio Apostólico para o Brasil, Dom Giambattista Diquatro. Matéria completa em arquipoa.com
A Sagrada Liturgia da Missa do Crisma traz a marca do óleo. Óleo que aponta para cristo, que traduzido significa ungido. Foi o modo que a Igreja nascente encontrou para designar quem é Jesus: é o Cristo, o ungido do Pai!
O padre Zdzislaw Malczewski está no Brasil desde 1979 e há sete anos é o capelão da capela Nossa Senhora do Monte Claro, no bairro São Geraldo, zona norte de Porto Alegre. O sacerdote polonês mantém ligações profundas com sua terra natal, que ganhou destaque mundial pela acolhida dos refugiados ucranianos. Para entender um pouco como os poloneses estão lidando com uma nova guerra tão próxima de seu território, o padre Dislau - que adotou em português Dislau para facilitar a pronúncia de seu nome, conversou com a equipe de comunicação da Arquidiocese de Porto Alegre.
Muitas paróquias da Arquidiocese de Porto Alegre estão ampliando os horários das celebrações durante a semana para que os fiéis, especialmente os que trabalham em horário comercial, consigam participar.
O tempo quaresmal é marcado pela preparação dos batizados para a festa da ressurreição do Senhor. É oportunidade para promover conscientização, a respeito da condição humana, suas fragilidades e possibilidades. É um caminho que a Igreja nos oferece para realizar um itinerário de renovação espiritual, para um processo de conformação da própria existência com Cristo-Jesus.
Quaresma é tempo de recordação da própria condição mortal, da necessidade de conversão e decidido acolhimento do Evangelho de Jesus Cristo. Os tradicionais exercícios quaresmais da esmola, jejum e oração, são tentativas para nos abrirmos à graça da filiação divina; meios para promover uma compreensão mais vigorosa a respeito do valor inalienável e da dignidade de cada ser humano.
Durante o período quaresmal somos chamados a responder com maior intensidade ao dom de Deus, acolhendo a sua Palavra. A escuta assídua da Palavra de Deus faz maturar uma pronta docilidade a sua ação, que torna fecunda a vida pessoal, comunitária e social. Para responder ativamente a tal chamado, a Igreja Católica, por meio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, propõe a seus fiéis, todos os anos, a Campanha da Fraternidade, com um tema específico, qual caminho de conversão pessoal, comunitária e social que visibilize a salvação paterna de Deus.
“Fala com sabedoria, ensina com amor” é o lema da Campanha de 2022, cujo tema é Fraternidade e Educação. A verdade de Cristo educa as consciências e ensina a autêntica dignidade da pessoa e do trabalho, promovendo a formação de uma cultura que corresponda verdadeiramente a todas as exigências humanas, caminho para o desenvolvimento integral. Para isso, o nosso olhar sobre o ser humano precisa ser idêntico ao de Cristo.
A celebração da Campanha da Fraternidade durante o tempo quaresmal evidencia um dado importante: não é possível separar a resposta às necessidades materiais e sociais do ser humano da satisfação das necessidades profundas do seu coração. Os danos do subdesenvolvimento são uma subtração de humanidade. E a promoção de humanidade passa necessariamente, segundo a Doutrina Social da Igreja, pela educação qualificada.
No dia 25 de março de 2022 o primeiro grupo de fiéis teve a oportunidade de conhecer a exposição Episcopus, instalada no interior da Cúria Metropolitana, que conta a trajetória dos bispos da Arquidiocese desde o século XIX. O espaço poderá ser visitado mediante agendamento. A exposição integra o projeto de comemoração dos 250 anos da cidade de Porto Alegre. Além de Episcopus, os visitantes poderão conhecer o interior da Cúria Metropolitana e da Catedral Mãe de Deus através de uma visita guiada. Na primeira edição do Visitas Culturais, que aconteceu na véspera do aniversário de 250 anos da capital do Rio Grande do Sul, cerca de 80 pessoas estiveram presentes.
Conversão e Educação
Dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre
O tempo da Quaresma, ainda marcado pela pandemia do Coronavírus, convida à reflexão sobre aspectos da vida cristã. A Palavra do Senhor diariamente lida, meditada, refletida e rezada vivifica os discípulos do Crucificado-Ressuscitado, isto é, proporciona vida aos que a acolhem, tornando-se carne da própria carne, vida na própria vida. A intimidade com a Palavra Sagrada é algo que caracteriza a identidade cristã; fundamental para cultivar a vida em Cristo!
O processo de conversão que o discípulo é convidado a assumir de forma vigorosa durante este tempo, implica maior abertura à graça, mas também o compromisso de mais intensamente buscar “fazer próprios os sentimentos de Cristo Jesus” (Fl 2,5). Não se pode esquecer que o cristianismo é um modo de viver, é viver em Cristo, é ação, compromisso e transformação.
Os cristãos, empenhados em testemunhar a fé, sabem que o cotidiano é marcado por pequenas e grandes decisões que empenham o sentido da vida e da dignidade humana, que comprometem o próprio futuro e dos demais, que envolvem a justiça, o direito e a liberdade. Isto exige o cultivo do discernimento, que implica compreender o que está em questão, deixar-se iluminar pela Palavra de Deus, capacidade de rezar o que está em jogo e dialogar com quem se sente envolvido.
Certamente a questão da fraternidade e da educação exige dos cristãos coragem e determinação para, iluminados pela fé em Jesus, mestre e educador, construir itinerários pedagógico-educativos, caminho para promover a fraternidade a partir da força transformadora do Evangelho.
A Campanha da Fraternidade 2022 tem como objetivo promover uma forte evangelização em torno do tema “Fraternidade e Educação”, pois trata de uma temática fundamental para o futuro da nação e o desenvolvimento humano integral. É decisivo para a construção de uma nação mais justa e fraterna, que adolescentes e jovens possam ter acesso à educação integral qualificada.
A ação evangelizadora da Campanha da Fraternidade 2022 vivida intensamente nos diversos setores da sociedade repercutirá na Liturgia não só quaresmal, mas ao longo do ano litúrgico, pois o que está em questão precisa ser também celebrado e rezado comunitariamente.
Irmã Susana da Santíssima Trindade, Madre Superiora do Mosteiro Nossa Senhora do Carmo de Porto Alegre, convida os fiéis para participar da Santa Missa na Igreja do Carmelo, alusiva ao início oficial do Movimento de Oração pelos Sacerdotes, nesta sexta-feira (25), às 7h. Na ocasião serão distribuídos os livros que foram elaborados para esta finalidade, a fim de orientar os católicos presentes para que instituam em suas Paróquias os Grupos de Oração em prol dos sacerdotes.
A Arquidiocese de Porto Alegre segue sua série de entrevistas com o padre Eduardo Santos, que exerce seu ministério na cidade de Victória, estado da Columbia Britânica, no Canadá. Confira a entrevista. A matéria completa está no site da Arquidiocese de Porto Alegre.
A Quaresma é tempo favorável de conversão e compromisso. Conversão implica construir tempos e espaços de oração e encontro com a Palavra; significa sair do individualismo, romper com a indiferença, empenhar-se na promoção da solidariedade, caminho para a construção de uma sociedade marcada pelos valores do Evangelho.
O Evangelho possui uma incidência na vida pessoal e social. Podemos, pois, afirmar que “Deus está interessado no bem-estar completo do ser humano, e por isso também no desenvolvimento da comunidade na qual o ser humano participa de muitos modos” (Catecismo [CIC], n. 26).
A Páscoa do Senhor deve nos levar, já nesta vida, a passar de um mundo não fraterno, marcado pelo pecado, nas suas expressões de injustiças, omissões, opressões e mortes, para uma sociedade de irmãos e irmãs.
Para que a comunidade de fé viva mais intensamente a espiritualidade quaresmal, a Igreja no Brasil propõe durante este tempo a celebração da Campanha da Fraternidade, que nos provoca a uma mudança de vida profunda, que conduza os fiéis a fazer penitência, pedir perdão a Deus pelos próprios pecados e a unir forças na construção de uma sociedade que mais intensamente corresponda à mensagem do Evangelho (Mc 1,15).
A Campanha da Fraternidade colabora para tornar o apelo à conversão ainda mais desafiador, pois deseja despertar a solidariedade dos fiéis em relação a um problema concreto que envolve a sociedade, e a buscar caminhos de solução à luz do Evangelho.
À luz da fé, somos convidados a, durante este tempo quaresmal de 2022, refletir sobre a educação no país, convictos de que ela é indispensável para a construção de uma sociedade mais justa, fraterna e pacífica.
Educar é um serviço à vida; é construir a verdadeira fraternidade alicerçada na justiça e na paz. Ora, “a paz anda de mãos dadas com a justiça, a justiça com o direito, e o direito com a verdade” (Cardeal L. Monsengwo). Diante da complexidade do tempo presente, precisamos também nós reaprender a amar, a perdoar, a respeitar, a cuidar, a curar, a dialogar e a servir a todos, especialmente os mais frágeis.
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