Nesse episódio do Papo Lendário, Leonardo Mitocôndria, Nilda Aclarinquë e Andriolli Costa conversam sobre as três Antologias Mitografias.
Conheça um pouco sobre cada conto e edição.
Esse episódio foi realizado em respeito a todos os autores das três obras. Agradecemos demais a todos os revisores, autores, e capista que participaram das três antologias. E também aos leitores e todos os que publicaram algum review ou critica.
Esse Papo Lendário possui SPOILER das três antologias
- Esse episódio possui transcrição, veja mais abaixo.
-- LINKS --
Compre o Volume 1: Mitos Modernos
Baixe o Volume 2: Mitos de Origem
Baixe o Volume 3: Mitos de Trindade
Colecionador de Sacis
-- EQUIPE --
Pauta, edição: Leonardo Mitôcondria
Locução da abertura: Ira Croft
Host: Leonardo Mitôcondria
Participante: Nilda Alcarinquë
Convidado: Andriolli Costa
-- APOIE o Mitografias --
-- Agradecimentos aos Apoiadores --
Adriano Gomes Carreira
Alan Franco
Alexandre Iombriller Chagas
Aline Aparecida Matias
Ana Lúcia Merege Correia
Antunes Thiago
Bruno Gouvea Santos
Clecius Alexandre Duran
Déborah Santos
Domenica Mendes
Eder Cardoso Santana
Edmilson Zeferino da Silva
Everson
Gabriele Tschá
Jonathan Souza de Oliveira
José Eduardo de Oliveira Silva
Leila Pereira Minetto
Leonardo Rocha da Silva
Leticia Passos Affini
Lindonil Rodrigues dos Reis
Mateus Seenem Tavares
Mayra
Nilda Alcarinquë
Rafa Mello
Talita Kelly Martinez
-- Transcrição realizada por Amanda Barreiro (@manda_barreiro) --
[00:00:00]
[Vinheta de abertura]: Você está ouvindo Papo Lendário, o podcast de mitologias do projeto Mitografias. Quer conhecer sobre mitos, lendas, folclore e muito mais? Acesse: mitografias.com.br.
[Trilha sonora]
Leonardo: Muito bem, ouvintes. No ano passado, a gente fechou a trilogia de antologias do Mitografias sobre mitologia. Como era o terceiro aí para fechar, então a gente fez com o tema de Trindades, e, como fechou esse ciclo aí de antologias, e foi legal para caramba fazer isso aí - deu um puta trabalho, mas foi legal, valeu muito a pena -, e eu acho legal agora, para o ouvinte, a gente conversar sobre essas três antologias. Estamos aqui hoje eu e o Andriolli, que a gente dirigiu todas as antologias, fez a revisão, fez toda ali a parte de organização, e estamos também com a Nilda, da equipe, que leu as antologias. Então é legal ter uma visão de alguém como leitora.
Nilda: Olá, povo.
Andriolli: E aí, pessoal, prazer estar aqui de novo, e encerrando, que nem o Leo falou. Não significa que não possa ter alguma coisa no futuro, mas, pelo menos nesse formato, a gente chegou em um ponto bem bacana e é legal fazer esse fechamento, não é, Leo?
Leonardo: Eu pensei nisso fazendo como respeito tanto aos autores como também com os leitores. Obviamente, esse episódio vai estar com spoilers aí dos três números, então já fica avisado aí. O volume um, Mitos Modernos, tem na editora Penumbra, você pode comprar lá pelo site, vai ter o link no post. Os outros números, o dois, de Mitos de Origem, e o três, Mitos de Trindade, têm o link aí para você baixar de forma gratuita, por enquanto, porque quem sabe aí no futuro…
Andriolli: Deixa eu fazer uma puxada aqui antes de a gente seguir. Me diga aí, olha, eu sei que para o pai é difícil, mas qual é o seu filho favorito aí entre os três?
Nilda: Nossa, é aquela pergunta difícil, hein?
Leonardo: Olha, não querendo deixar os outros dois de lado, não vou falar que tenho um favorito, mas gosto muito do primeiro, por ter sido o primeiro, então é o primogênito. E ele é o que dá para pegar no colo, por enquanto.
Andriolli: Sim. Uma pena o pessoal aí que não aproveitou de fazer o download na época, agora só comprando. Para mim também, cara. O primeiro é o mais aberto, se você for pensar, da temática. Ele não tem uma temporalidade certa, o pessoal mandou ali contos que se passam em vários momentos muito distintos, então ele é talvez o mais plural, e, por isso, muita gente pode ter achado até que era o menos focado. Mas, para mim, foi o meu favorito, porque a gente conseguiu mostrar que dava para fazer, emplacou aí um prêmio, depois a editora. Pô, foi demais, cara.
Leonardo: E eu vi como pegou o pessoal de surpresa quando a gente começou a anunciar, tanto que a gente deu continuidade por causa desse sucesso aí que teve. A gente conseguiu prêmio, lançou pela Penumbra e tudo, então a gente viu que valia a pena ter continuações. Mas, realmente, então esse boom que teve do Mitos Modernos, acho que foi legal. Me surpreendeu, isso comparando com os outros, mas acho que isso é uma coisa muito pessoal minha, por eu já estar inserido muito nessa temática de mitologia, que eu, ao ver a opinião das pessoas, mesmo antes de a gente lançar o terceiro, mas quando a gente já tinha lançado o tema em si, muita gente achou um pouco complicado. Parece que a dificuldade foi aumentando com o dois, aí aumentou mais com o três.
Andriolli: Foi.
Leonardo: E, de certa forma, é legal ir aumentando o nível, mas eu não esperava tanto o pessoal achar o de Mitos Modernos talvez o mais fácil de pensar em alguma narrativa. Mas legal ver dessa forma, que, para mim... não sei.
Andriolli: No Mitos Modernos, como ele tinha essa proposta, só: "Mande um conte trazendo um mito para um outro tempo que não o tempo mítico, um tempo mais contemporâneo", então muita gente até tinha a sua história já pronta, mandaram ali nos primeiros dias até para a gente. E nos outros puxou mais, então aí veio o Mitos de Origem, que estava contando sobre a origem do mundo, a origem das coisas, a origem da técnica, a origem de povos. O pessoal teve que dar uma puxada. E, no Mitos de Trindade, como escapar dos clássicos? Foi até difícil.
Leonardo: Sim, sim.
Andriolli: Não vou nem dizer que a trindade cristã foi o grande empecilho, mas para a gente, até na seleção, foi: será que a gente precisa de tantos contos assim sobre parcas, sobre nornas? O pessoal foi muito nisso também, então acabou sendo essa a dificuldade. Mas duas experiências para mim que me marcaram muito: eu levei uma tiragem minúscula de exemplares - minúscula mesmo, eram cinco - para a FLIP, lá em Paraty, para a Feira Literária Internacional de Paraty, cinco exemplares da Antologia Mitografias Volume Um antes de sair pela Penumbra, e eu só deixei ali para marcar a minha presença. E, quando eu terminei a minha apresentação lá na Casa Fantástica, eu vi gente saindo correndo para comprar o livro, e vendeu tudo. E eu fiquei pensando: "Caramba, se tivesse aqui mais, como é que teria sido isso?", e aí eu já tive aquele gostinho superbacana de quando a gente foi fazer realmente o lançamento no fim do ano, lá em São Paulo. A gente ficou umas cinco horas lá conversando com o pessoal, autografando, e toda hora vinha gente. Nossa, aquilo foi muito especial.
Leonardo: Sim, sim, é verdade. Não pode esquecer a data aí do lançamento, foi muito legal, porque a gente ainda conseguiu fazer o lançamento... foi no dia oito de dezembro, o lançamento físico, e, ao mesmo tempo, a gente estava lançando, no mesmo dia, o volume dois…
Andriolli: Sim.
Leonardo: ... em versão virtual.
Nilda: Nós estamos muito sem referências ou estamos com referências muito dispersas e estamos precisando reconstruir essas referências, então a gente está tendo muitos filmes, muitas séries e tudo mais falando de mitos ou criando mitos novos, e eu acho que nisso que a antologia pegou, sabe? Quando chegou a primeira, ainda foi mais surpresa, porque são pequenos contos falando disso, desses mundos que muita gente está criando por aí também, mas através de livros enormes, videogames enormes, séries de três, cinco, dez temporadas, que seja. Então é uma coisa que está acontecendo. Aí de repente você pega um livro - como a gente fez - de contos, um livro brasileiro, um livro que o primeiro foi um pouco mais aberto, mas agora mesmo os outros dois, que você contaram um pouco, dificuldades um pouco maiores para conseguir ter esses contos, porque você já delimita um pouco mais: origem, trindade, e o que seja. Mas eu acho que mesmo assim eles são interessantes por isso, porque já estão direcionando uma coisa que estamos no espírito dessa época, a gente está precisando de novas referências ou reviver as referências antigas. Tanto que o fantasismo, a criação fantástica brasileira e mundial estão ficando em alta, porque a gente está precisando disso, e eu acho que os livros vieram bem em uma época que todo mundo estava querendo ler sobre isso. E aí a gente tem contos maravilhosos, contos razoáveis e contos que eu gosto e outras pessoas não. E aí a gente tem toda essa troca, mas porque tem vários estilos aqui dentro também de todos esses contos. E isso achei uma coisa interessante quando vocês fizeram, que vocês tentaram colocar não só mitos diferentes, mas estilos diferentes de escrita, e eu acho isso um cuidado muito bom que vocês tiveram ao fazer isso, porque isso agrada inclusive, porque senão fica todo mundo escrevendo no estilo épico. É interessante ter essas narrações diferentes, que foram colocadas, narrativas, mitos, nesse da trindade, tem um que faz uma mistura de tempos entre passado, presente e futuro e vários tempos diferentes. Você tem que ficar tentando entender o que está acontecendo ali. Isso é bom, eu achei muito bom como vocês tiveram esse cuidado. Eu acho que isso enriquece, e eu tenho certeza que muita gente vai partir desses livros para criar outras coisas. Vai virar uma referência no tipo de escrita, no tipo de coisa que pode ser feita.
Andriolli: Eu e o Leo fomos os organizadores das três; nas duas primeiras, tivemos o Lucas também; no terceiro, entrou a Isa na organização. Mas no segundo nós também acrescentamos a Jana Bianchi como mais um olhar na seleção de contos, e isso foi bem interessante, porque tem contos, por exemplo, que entraram e eu não gostava tanto, mas a gente trabalhou junto ali e tal,