Além de ser um grande exportador de commodities estratégicas, a Austrália é considerada um porta aviões natural e inafundável solidamente ancorado entre os oceanos Índico e Pacífico; Dotado dessas vantagens, esse país foi guindado à posição de parceiro estratégico para os Estados Unidos e Reino Unido; Nessa condição, aos australianos foi oferecida a possibilidade de obtenção de até 08(oito) submarinos nucleares anglo-americanos; No contraponto, as vantagens que o Brasil oferece a eventuais parceiros estratégico/militares são até maiores que as da Austrália, pois nosso país é uma cunha natural entre o Atlântico Norte e o Atlântico Sul além de se constituir no celeiro do mundo; Diante desses argumentos, é simplesmente inaceitável do ponto de vista das relações internacionais o Brasil ser achincalhado na questão amazônica por países como EUA e seus aliados europeus, os quais precisam mais do Brasil do que nosso país precisa deles, de vez que já não são mais nossos maiores parceiros comerciais; Assim sendo, chegou a hora do Brasil falar grosso na diplomacia, devendo EXIGIR tratamento à altura de sua importância magna; Se EUA e Europa quiserem o bônus estratégico brasileiro, devem estar preparados para arcar com o ônus; Fica a pergunta: porque os EUA podem fornecer submarinos nucleares para a Austrália e ao Brasil só oferecem equipamento militar usado, velho e obsoleto??? Se quiserem o apoio estratégico do Brasil, os americanos e seus aliados devem estar prontos a nos oferecer equipamento militar de ponta, com custos subsidiados, financiados com juros baixos e com possibilidade de pagamento a longo prazo; Chegou a hora do Brasil EXIGIR o modelo de Contrapartidas Militares Australianas (CMA).