Uma Lua crescente em Gémeos abre a energia desta semana. Difusa, por vezes superficial, cheia de ruído mas que usada para evoluir poderá facultar-nos perspectivas novas e abrangentes sobre qualquer tema. Existe expansão e boa vontade, reuniões e amizade (Vénus- Júpiter). Cresce para a nostalgia do que foi com a Lua em Caranguejo na quarta-feira, dia 1 de Fevereiro; espaço para reflectir, olhar o passado e pousar o olhar em capítulos junto ao coração que precisam de serem encerrados até quinta-feira, altura em que existe uma total reviravolta nas nossas vidas.
De facto de quinta a domingo, adivinham-se momentos de tensão, paixão e extremismo com Sol a fazer uma quadratura difícil na sexta feira, dia 3, com Vénus na mesma posição com Marte e mais tarde no dia 5, com a Lua Cheia em Leão a fazer outra quadratura com Urano. Se Vénus e Marte nos dão uma visão apaixonada do mundo e antecede um choque entre o nosso idealismo pisciriano (Neptuno também em Peixes) e o nosso desejo (por vezes difuso com Marte em Gémeos), o resultado será uma tensão entre o sonho e a acção. Desajuste físico face à emoção. Uma discussão seguida de sexo, um estalo encaixado seguido de um beijo, um jantar que começa em discussão e acaba em revelação, um amor que quebra, uma amizade que se desenvolve com outra linguagem. Por outro lado, é necessária esta energia absolutamente (dis)funcional sob o Sol rebelde de Aquário para que possamos vivenciar estas quadraturas com Urano como um momento de rasgo, de revelação pessoal (aquando este Lua Cheia egóica em Leão) mas também de revelação colectiva.
Se há coisa que o compasso cardíaco desta Lua nos poderá ensinar é quão próximo estamos de uma acção irreversível; quão próximos estamos de sermos o outro, correndo sempre o risco de nos magoarmos a nós mesmos por não sabermos aceitar, amar, respeitar e se necessário, virar costas para não violentar.