1.NÃO INTERPRETO CARTAS INVERTIDAS Todas as cartas possuem apesar do por vezes significado inequivocamente positivo ou negativo, um lado luz e um lado sombra. Cabe-nos enquanto leitores de Tarot sabermos através da nossa intuição perceber se uma carta na posição normal estará invertida do seu sentido ou o inverso também. Excepções para mim apresentam-se nas questões de Sim ou Não das quais iremos falar no MÓDULO VERMELHO bem como noutras ocasiões em que existe uma carta ou no máximo duas que saltam de um baralho na posição invertida; é algo que não poderemos ignorar e sim deve ser tido em conta.
2.O TAROT NÃO É DETERMINISTA NEM DOGMÁTICO Nenhuma leitura deve ser interpretada de forma tal que paralise a acção do sujeito que a lê. A energia é mutável e o mundo composto de mudança é um engenho antigo, difícil de ler e precisa da lucidez, flexibilidade, algum sentido de humor e coragem para conseguirmos acompanhá-lo. Caso seja a tua situação, ou de ficares absolutamente obcecado com o resultado dos teus lançamentos deves pousar o teu baralho e tentar depois. Se a situação persistir, deves parar e procurar ajuda profissional no âmbito da saúde mental. Esta consideração serve de alerta para a capacidade necessária para ler Tarot.
3. UM BARALHO DE TAROT É PESSOAL E INTRANSMISSÍVEL Sim, é apenas esta frase. A única altura em que outra pessoa deverá tocar no vosso baralho é se por ventura estiverem a ler para ela, pedindo-lhe para mesma cortar o baralho ou escolher cartas.
Leituras complementares: WIRTH, Oswald, Le Tarot des imaginiers du Moyen Age, Tchou, París, 1989. COUSTÉ, Alberto, El Tarot, Plaza y Janés Editores, Barcelona, 1988. OUSPENSKY, P. D., The Symbolism of the Tarot, Dover Publications, New York, 1976.