Brasileiríssimo

Assombração em São Paulo 🇧🇷


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A história que estou prestar a descrevê-la aconteceu com meus pais no início da década de 80 antes deu nascer. Meus pais eram um casal jovem com uma criança pequena, minha irmã, que talvez tinha 3 ou 4 anos de idade. O contrato de aluguel do apartamento que eles moravam tinha vencido e eles tinham três meses para decidir se ficariam por lá ou encontrariam um apartamento novo.


Como o dinheiro era apertado, eles não tinham muita opção, porém a imobiliária lhes mostrou um apartamento grande, muito bem localizado do qual eles se interessaram muito, o preço do aluguel do apartamento estava mais barato do que eles estavam pagando no apartamento atual, então quando aparece uma vantagem dessas, realmente temos que pegá-la.


Ao visitar o apartamento, meus pais repararam que a cozinha estava bem encardida, ou seja, extremamente suja, no piso havia restos de velas que deveriam estar lá há muito tempo que não tinham sido limpadas e um dos quartos havia uma fumaça preta estranha na parede. Entretanto, o resto do apartamento estava perfeito, meus pais somente tinham que limpar bem limpado o apartamento, trocar o piso dos quartos e pintá-lo.


O apartamento ficava em frente a um cemitério na cidade de São Paulo, qualquer janela do apartamento dava para esse local tão tranquilo e tão estranho ao mesmo tempo. Meus pais não se importavam de terem uma vista do cemitério, afinal de contas, quase todos os cemitérios possuem bastante verde e é um lugar tranquilo.


Pois bem, meus pais não perderam a oportunidade, fecharam o contrato, depois de um mês já estavam morando lá.


Nas primeiras duas semanas, tudo ocorria muito bem. Até que minha irmã começou a ficar passando tempo demais na janela do apartamento dando tchau e falando com as pessoas para as quais ela acenava. Minha mãe começou a achar cada vez mais estranha essa atitude, pois o apartamento não era um andar tão baixo e a distância entre a rua e o edifício era relativamente larga. Minha irmã sempre subia no sofá, abria a janela e ficava por lá, dando Ois, conversando, mostrando a boneca dela às pessoas e por ai vai …


Só que quando minha mãe se aproximava, via que não existia ninguém na rua, ou quando havia, não tinha ninguém acenando de volta a minha irmã e muito menos olhando pra ela ou falando com ela; minha irmã dizia “está vendo aquela senhora com uma saia branca me dando oi?””está vendo aquela homem sorrindo pra nós?””está vendo aquela minha amiguinha de mão dada com o pai dela?”… entre várias outras personagens que supostamente passavam pela mente de minha irmã.


Como sempre dizem, é normal crianças pequenas terem amigos imaginários, mas claro, minha mãe ficava toda arrepiada já que ali era um cemitério que ocupava toda uma quadra.


O mais inexplicável de tudo era que o passeio favorito da minha irmã aos domingos era ir ao cemitério dar uma volta com meu pai. Todos os domingos pela manhã, meu pai pegava o carrinho de feira, colocava minha irmã dentro dele e ia passeando com ela por uma boa parte do cemitério, depois eles iam para a freira livre para comprar frutas, vegetais e pescados…. Muitas vezes, quando meu pai e minha irmã voltavam do passeio e das compras da feira, minha irmã chegava com uma ou duas flores que ela tinha pegado do cemitério para presenteá-la(s) a minha mãe dizendo “olha Mamãe, peguei uma flor pra você que peguei do cemitério, minha amiga disse que você ia gostar”.

Para continuar, acesse: https://obrasileirissimo.wordpress.com/2026/03/25/assombracao-em-sao-paulo/

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BrasileiríssimoBy Rafael Leite

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