35 E, sendo já dia, os magistrados mandaram quadrilheiros, dizendo: Soltai aqueles homens.
36 E o carcereiro anunciou a Paulo estas palavras, dizendo: Os magistrados mandaram que vos soltasse; agora, pois, saí e ide em paz.
37 Mas Paulo replicou: Açoitaram-nos publicamente e, sem sermos condenados, sendo homens romanos, nos lançaram na prisão, e agora encobertamente nos lançam fora? Não será assim; mas venham eles mesmos e tirem-nos para fora.
38 E os quadrilheiros foram dizer aos magistrados estas palavras; e eles temeram, ouvindo que eram romanos.
39 E, vindo, lhes dirigiram súplicas; e, tirando-os para fora, lhes pediram que saíssem da cidade.
40 E, saindo da prisão, entraram em casa de Lídia e, vendo os irmãos, os confortaram, e depois partiram.
Paulo e Silas haviam sido presos em Filipos por libertar uma menina de um espírito adivinhador, que a fazia fonte de lucro de homens daquela região.
Após serem Açoitados e Humilhados publicamente, são lançados no cárcere.
No dia seguinte, ao amanhecer os magistrados enviam os quadrilheiros (que eram como agentes da polícia da época), para libertar Paulo e Silas da prisão sigilosamente.
No entanto, Paulo se posiciona e solicita explicações, pois como poderiam ter sido açoitados e presos injustamente sem uma acusação plausível, em plena luz do dia, sendo eles cidadãos romanos?
Naquela época, nem todos eram iguais perante as leis de Roma. Haviam escravos que eram tratados como mercadorias, os estrangeiros que eram desvalorizados pelos romanos, mesmo que vivessem nas normas e pagassem os impostos. E por fim haviam também os cidadãos romanos que adquiriam este título através do nascimento, ou por compra, pagando um preço ao Império Romano. Roma era Uma cidade muito poderosa naquela época, desta forma muitas pessoas desejavam possuir essa cidadania, que as munia de direitos e garantiam-lhes um julgamento justo, caso fossem acusadas de algo.
Por isso quando Paulo declara sua cidadania romana, imediatamente os magistrados pedem desculpas, pois haviam descumprindo uma lei quanto ao julgamento dessas pessoas e pedem que saiam da cidade em paz.
Nesta passagem podemos observar como Paulo agiu com sabedoria ao revelar sua cidadania aos magistrados, neste ponto ele não só defendia a si mesmo, mas a quem pregava, uma vez que havia sido acusado, por agir conforme a vontade de Deus.
Que assim como Paulo nós tenhamos a sabedoria de agir conforme os propósitos de Deus, mesmo na prisão Paulo e Silas adoraram, mesmo na prisão não se distraíram do seu propósito, mesmo na prisão permaneceram segundo a vontade de Deus. O reflexo do seu comportamento trouxe novas vidas a Cristo, o posicionamento e a coragem de Revelar haverem sido acusados injustamente trouxe uma defesa não somente para eles próprios, mas justiça ao nome que carregavam.
Que possamos ser como eles e não ter medo da injustiça, das falsas acusações, mas pelo contrário possamos entender quem somos e para que fomos chamados, e desta forma agir de acordo com a vontade de Deus.
Abraços, Fernanda Castro