Após o naufrágio, Paulo e os viajantes, tiveram esperança e acolhimento na ilha de Malta.
Nos versículos 1 e 2 fala que os nativos da ilha os trataram com humanidade, acolheram a todos por causa da chuva e do frio. Paulo era perseguido por muitos que o conheciam, chegou ali na ilha na condição de prisioneiro, mas recebeu acolhimento de pessoas estranhas, que não o conheciam.
Uma fogueira foi feita para aquecer os viajantes náufragos, e no versículo 3 vemos que o apóstolo Paulo ajuntou lenha para a fogueira. Paulo no navio assumiu a liderança para salvar a vida dos passageiros, e em terra ele presta serviço aos que estavam com ele, catando gravetos para a fogueira. Ele acabara de sobreviver ao naufrágio, e mesmo sendo um líder não desejou ser servido, mesmo cansado ele serviu aos outros. O líder tem autoridade, mas a autoridade ensinada por Cristo vem acompanhada do serviço aos outros. Paulo, como bom praticante dos ensinos de Jesus, estava sempre servindo aos outros, para levar salvação e acolhimento aos necessitados.
E pode ter certeza que os que assim semeiam, assim também colhem. Talvez você pense, mas Paulo foi tão perseguido, isso que ele colheu servindo? Ele foi perseguido por um propósito, mas foi amado por muitos, foi acolhido por muitos e foi amado e protegido por Deus.
Enquanto juntava gravetos, Paulo foi picado por uma cobra, e os nativos da ilha de malta acharam que ele tinha feito algum mal, que era um assassino, pois tendo sido livrado do naufrágio, agora morreria picado por uma cobra, como sinal de justiça. Mas Paulo não morreu, e eles acharam que Paulo era um deus, por causa da crença religiosa e supersticiosa dos malteses.
Mas Paulo não passou pelo náufrago por má sorte, e sim pela vontade de Deus, foi que ele chegou a Malta. Deus estava no controle de tudo, cuidando e livrando Paulo em todo tempo. E ali mais uma vez, Paulo teve a oportunidade de curar e servir aos necessitados.
Havia um importante homem em Malta, chamado Públio que recebeu e hospedou Paulo por 3 dias (vs 8). O pai desse homem estava doente, e como veremos nos versículos, foi curado por Paulo:
“Perto daquele lugar havia um sítio que pertencia ao homem principal da ilha, chamado Públio, o qual nos recebeu e hospedou com muita bondade durante três dias. Aconteceu que o pai de Públio estava enfermo de disenteria, ardendo em febre. Paulo foi visitá-lo e, orando, impôs-lhe as mãos, e o curou. À vista deste acontecimento, os demais enfermos da ilha vieram e foram curados, os quais nos distinguiram com muitas honrarias; e, tendo nós de prosseguir viagem, nos puseram a bordo tudo o que era necessário.” (vs 7-10).
Podemos refletir que Paulo e seus companheiros foram bem acolhidos em Malta, desde o momento que ali chegaram, pelos nativos e por Públio. E depois desse exercício de amor e generosidade, vemos um processo de curas sucessivas do pai de Públio e de outros enfermos da ilha. Existe um efeito curador sobre a hospitalidade, ela pode curar o corpo e a alma daqueles que praticam o exercício de hospedar. Essa palavra dá origem a hospital, hospedaria, locais de alívio, socorro e cura. O acolhimento traz oportunidade para a cura! O cristão precisa ser quem acolhe, quem dá socorro e quem ora para que haja cura no nome poderoso de Jesus.
E assim Paulo prosseguiu viagem e aquele povo deu honrarias a ele, e proveu tudo que era necessário para Paulo seguir viagem. Pode ter certeza que quando você cuida das pessoas, levando o amor de Cristo, o Senhor cuida de você!
Pra. Nathália Tonezer
IEQ Sede Hortolândia