Barnabé era um homem bom. Sempre investiu na vida das pessoas. Sempre esteve envolvido em importantes serviços para a igreja.
Aqui ele abre mão de uma propriedade para assistir os necessitados da igreja. Mais tarde, ele investe na vida de Saulo. Depois, investe na vida de João Marcos.
Sua motivação é ajudar as pessoas e demonstrar-lhes o amor de Cristo. Sua fé era demonstrada por obras.
Ao observar a necessidade de outros irmãos, Barnabé vende um campo e entrega o dinheiro aos apóstolos para suprir essas necessidades.
Seu amor não era apenas de palavras, mas demonstrado por meio obras.
O gesto de desprendimento de Barnabé despertou a admiração dos crentes.
No meio daquele entusiasmo, Ananias e Safira, membros da igreja de Jerusalém, cobiçaram a mesma honra.
Ao doar, orar e jejuar, muito facilmente desviamos o olhar de Deus e focamos os aplausos das pessoas. Essa é a hipocrisia sutil que ameaça permanentemente nossa vida de fé.
E a partir dessa questão decisiva que precisamos ler o relato sobre Ananias e Safira, compreendendo assim o juízo ameaçador que Deus executou naquela ocasião.
Destacamos aqui alguns pontos importantes:
A hipocrisia disfarçada (5.1,2). Ananias e Safira não eram pessoas desclassificadas. Eram membros da igreja. Foram batizados.
Viviam com os outros irmãos, cantavam e oravam. Falavam a mesma linguagem da fé. Externamente eram crentes maravilhosos.
O exemplo de desprendimento de Barnabé os fascinou. Tiveram o ímpeto de imitá-lo, mas tentaram jeitosamente o meio-termo.
O amor deles era falso. Estavam cheios de egoísmo.
A hipocrisia desmascarada (5.3,4). Satanás havia derramado suas sugestões malignas no coração de Ananias e Safira.
O casal, em vez de resistir ao diabo, deu guarida às suas propostas. Caíram na sua armadilha e resolveram hipocritamente mentir ao Espírito Santo e enganar a igreja.
Ananias cometeu um pecado ainda mais grave do que mentir ao Espírito Santo (5,3).
Literalmente este texto diz: “Ananias, como Satanás encheu o teu coração para falsificar o Espírito Santo?”.
O pecado dele não foi apenas mentir ao Espírito Santo, mas tentar falsificar o Espírito Santo, buscando representar sua fraudulenta ação como divinamente inspirada.
A hipocrisia condenada (5.5,6). O pecado escondido torna-se revelado, e o pecado revelado torna-se julgado. A hipocrisia desmascarada é condenada.
O pecado, embora oculto, produz derrota e gera morte.
Satanás engana com êxito e se infiltra na igreja com o fermento da hipocrisia de Ananias, o vigor do cristianismo estaria abalado.
Deus arrancou a hipocrisia da igreja e tratou de forma radical com Ananias para preservar sua igreja.
A hipocrisia combinada (5.7-10). Ananias e Safira fizeram um pacto de mentira. Entraram em comum acordo não só para mentir ao Espírito Santo (5.3), mas também para tentar o Espírito do Senhor (5.9).
O pecado deles foi planejado. Eles deliberaram agir de forma hipócrita. Houve uma aliança para o mal. Por isso, o juízo de Deus se repete em Safira.
A hipocrisia derrotada (5.11).Ananias e Safira foram desmascarados. Eles amaram o dinheiro e o prestígio pessoal e perderam todos os seus bens e a própria vida.
Com a hipocrisia desse casal, Satanás intentou destruir a igreja, mas Deus resolveu preservar a igreja e destruir os hipócritas.
Pastor Valter Santos/ IEQ sede