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Olá, bem vindos.
Obrigada pelo vosso feedback em relação a esta “nova newsletter” ❤️
é bom saber que resulta!!
Há muito que venho pensando que me apetece mesmo fazer um podcast novo, para lhe chamar o podcast da noção (ou falta dela) e por a nú os disparates que por aí circulam. Temas não faltariam. Nunca, como agora, senti tanta dificuldade em escolher sobre o que escrever e, mesmo não fazendo muitos amigos com um podcast que coloca o dedo na ferida, sinto que é impossível calar, que o mundo precisa de mais bom senso e, sobretudo, reaprender a viver.
Depois de uma fase de desconfiança em relação à tecnologia, qual bicho-papão que nos vem aniquilar, seguiu-se a fase do deslumbramento pelas suas maravilhas e a diferença que faz nas nossas vidas. Bloqueámos na fase da bebedeira. É tudo lindo e perdemos a noção. Parece que não conseguimos daqui sair, evoluindo para uma maior consciência nesta nossa relação com as ferramentas que nos rodeiam, e que alteram a maior parte das práticas da nossa vida. É urgente tomar consciência desta influência, aprender a usar e compreender as características de cada uma destas ferramentas, sob pena de estarmos com uma granada na mão, tirar a espoleta e ficar a ver o que acontece. Not good.
Os nossos níveis de literacia mediática, política, digital são baixos. Na minha geração e na que me precede, menosprezamos o poder de influência - sobretudo, menosprezamos que essa influência iria crescer ao longo dos tempos - e encontramo-nos perante uma situação que ainda não é limite mas que para lá caminha, de não sabermos o significado das palavras que fazem parte do nosso quotidiano. Que atire a primeira pedra quem nunca começou por escrever #hashtag ao contrário: hashtag#
Escrevi sobre isso aqui, porque me impressiona que pessoas com elevada influência social e muito espaço mediático definam, com a leveza de uma má tradução do título de um filme, fenómenos sobre os quais todos já ouvimos falar e poucos sabemos o que querem dizer: blockchain. Por isso é tão importante estarmos informados, para não ficarmos desinformados. E quando falo em estarmos informados não é saber tudo, antes saber onde encontrar informação válida.
Gosto de brincar com as palavras e escrevi que vou dar block a esta chain de falta de noção porque acredito que temos - todos - uma responsabilidade que nunca antes tivemos: uma vez que o que dizemos (ou escrevemos) e publicamos na web - onde quer que seja - fica para sempre online, é importante evitar o disparate para diminuir a probabilidade de outros serem influenciados por aquilo que escrevemos. Ponto.
Foi também a pressão da palavra que, finalmente, fez o Governo perceber que assassinar um estrangeiro não se resolve com botões. A tecnologia existe para nos ajudar mas não limpa as asneiras que fazemos. Pelo contrário, amplia cada uma delas a ponto de as tornar tema de conversa durante meses, o que me faz voltar ao ponto de partida: precisamos, com muita urgência de entender este ecossistema em que nos movimentamos. Por isso vos pergunto: se houvesse um tema, apenas um tema, uma pergunta, um tópico, que pudessem escolher para compreender melhor a influência da tecnologia na nossa vida, qual seria?
Estou a preparar uma série especial de 10 episódios para o lançamento do meu novo livro que sai muito brevemente e gostava de contar com o vosso contributo neste processo. Querem ajudar-me?
Que dúvidas têm?
Conhecem as funcionalidades do vosso smartphone? Sabem gerir a vossa privacidade na web? E nas redes sociais? Conseguem revogar o acesso entre aplicações? Proibem os mais novos ou explicam-lhes as características do que estão a usar? Dating online, é uma cena ou nem por isso? Qual a vossa rede social preferida?
Volto para a semana!
Até lá 💋💋
By Paula CordeiroOlá, bem vindos.
Obrigada pelo vosso feedback em relação a esta “nova newsletter” ❤️
é bom saber que resulta!!
Há muito que venho pensando que me apetece mesmo fazer um podcast novo, para lhe chamar o podcast da noção (ou falta dela) e por a nú os disparates que por aí circulam. Temas não faltariam. Nunca, como agora, senti tanta dificuldade em escolher sobre o que escrever e, mesmo não fazendo muitos amigos com um podcast que coloca o dedo na ferida, sinto que é impossível calar, que o mundo precisa de mais bom senso e, sobretudo, reaprender a viver.
Depois de uma fase de desconfiança em relação à tecnologia, qual bicho-papão que nos vem aniquilar, seguiu-se a fase do deslumbramento pelas suas maravilhas e a diferença que faz nas nossas vidas. Bloqueámos na fase da bebedeira. É tudo lindo e perdemos a noção. Parece que não conseguimos daqui sair, evoluindo para uma maior consciência nesta nossa relação com as ferramentas que nos rodeiam, e que alteram a maior parte das práticas da nossa vida. É urgente tomar consciência desta influência, aprender a usar e compreender as características de cada uma destas ferramentas, sob pena de estarmos com uma granada na mão, tirar a espoleta e ficar a ver o que acontece. Not good.
Os nossos níveis de literacia mediática, política, digital são baixos. Na minha geração e na que me precede, menosprezamos o poder de influência - sobretudo, menosprezamos que essa influência iria crescer ao longo dos tempos - e encontramo-nos perante uma situação que ainda não é limite mas que para lá caminha, de não sabermos o significado das palavras que fazem parte do nosso quotidiano. Que atire a primeira pedra quem nunca começou por escrever #hashtag ao contrário: hashtag#
Escrevi sobre isso aqui, porque me impressiona que pessoas com elevada influência social e muito espaço mediático definam, com a leveza de uma má tradução do título de um filme, fenómenos sobre os quais todos já ouvimos falar e poucos sabemos o que querem dizer: blockchain. Por isso é tão importante estarmos informados, para não ficarmos desinformados. E quando falo em estarmos informados não é saber tudo, antes saber onde encontrar informação válida.
Gosto de brincar com as palavras e escrevi que vou dar block a esta chain de falta de noção porque acredito que temos - todos - uma responsabilidade que nunca antes tivemos: uma vez que o que dizemos (ou escrevemos) e publicamos na web - onde quer que seja - fica para sempre online, é importante evitar o disparate para diminuir a probabilidade de outros serem influenciados por aquilo que escrevemos. Ponto.
Foi também a pressão da palavra que, finalmente, fez o Governo perceber que assassinar um estrangeiro não se resolve com botões. A tecnologia existe para nos ajudar mas não limpa as asneiras que fazemos. Pelo contrário, amplia cada uma delas a ponto de as tornar tema de conversa durante meses, o que me faz voltar ao ponto de partida: precisamos, com muita urgência de entender este ecossistema em que nos movimentamos. Por isso vos pergunto: se houvesse um tema, apenas um tema, uma pergunta, um tópico, que pudessem escolher para compreender melhor a influência da tecnologia na nossa vida, qual seria?
Estou a preparar uma série especial de 10 episódios para o lançamento do meu novo livro que sai muito brevemente e gostava de contar com o vosso contributo neste processo. Querem ajudar-me?
Que dúvidas têm?
Conhecem as funcionalidades do vosso smartphone? Sabem gerir a vossa privacidade na web? E nas redes sociais? Conseguem revogar o acesso entre aplicações? Proibem os mais novos ou explicam-lhes as características do que estão a usar? Dating online, é uma cena ou nem por isso? Qual a vossa rede social preferida?
Volto para a semana!
Até lá 💋💋