Nas últimas horas que passou com os discípulos antes de Sua mor - te, Jesus prometeu que não os deixaria sós. Outro Consolador, o Espírito Santo, seria enviado para acompanhá-los em seu ministério. O Espírito os lembraria de muitas coisas que Cristo havia dito e feito (Jo 14:26), e os guiaria na descoberta de outras verdades (Jo 16:13). No dia de Sua ascensão, Jesus renovou essa promessa. “Vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias [...]. Recebe - reis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo” (At 1:5, 8). O poder do Espírito Santo seria concedido a fim de habilitar os discípulos a testemunhar em Jerusalém, Judeia, Samaria e até aos confins da Terra (At 1:8).
1. Leia Atos 1:12-14. O que os discípulos fizeram durante esse período de dez dias?
Podemos imaginar esses dez dias como um período de intensa preparação espiritual, uma espécie de “retiro” durante o qual esses discípulos compartilharam suas lembranças de Jesus, Suas obras, Seus ensinamentos e Seus milagres. Eles “perseveravam unânimes em oração” (At 1:14).
“Enquanto os discípulos esperavam o cumprimento da promessa, humilharam o coração em verdadeiro arrependimento e confessaram sua incredulidade. Ao trazerem à lembrança as palavras que Cristo lhes havia dito antes da morte, entenderam mais amplamente seu significado. Verdades que lhes tinham escapado à lembrança lhes voltavam à mente, e eles as repetiam uns aos outros. Reprovavam-se por não haverem compreendido o Salvador. Como numa sequência, cena após cena de Sua maravilhosa vida passou diante deles. Meditando sobre Sua vida pura, santa, sentiram que nenhum trabalho seria árduo demais, nenhum sacrifício demasiadamente grande, contanto que pudessem testemunhar, na própria vida, da amabilidade do caráter de Cristo. Oh! se pudessem viver de novo os passados três anos, pensavam, quão diferentemente agiriam! Se pudessem somente ver o Mestre outra vez, com que ardor procurariam mostrar quão profundamente O amavam, e quanto se haviam entristecido por terem-No ferido com uma palavra ou um ato de incredulidade! Mas estavam confortados com o pensamento de que haviam sido perdoados. E determinaram que, tanto quanto possível, expiariam sua incredulidade, confessando-O corajosamente perante o mundo [...]. Pondo de parte todas as divergências, todo desejo de supremacia, uniram-se em íntima comunhão cristã” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 36, 37).
Quanto à sua fé, o que você desejaria refazer, se lhe fosse possível? As lições do seu arrependimento pelos erros do passado podem ajudá-lo a construir um futuro melhor?