Leia, de Ellen G. White, “Invisíveis Defensores do Homem” e “Nossa Única Salvaguarda”,
em O Grande Conflito, p. 511-517, 593-602.
Alguns perguntam: “Por que não vemos hoje os mesmos tipos de milagres que
foram vistos nos tempos bíblicos, como as curas milagrosas?” Em primeiro lugar,
ouvimos, sim, histórias sobre milagres. Certamente, algumas pessoas também os
têm visto em primeira mão. Em segundo lugar, ao ler a Bíblia, podemos ter a impressão
de que os milagres estavam sempre acontecendo. Porém, somente temos
essa impressão porque o Espírito Santo inspirou os autores a escrever sobre acontecimentos
que foram cruciais no estabelecimento da igreja primitiva, e esses acontecimentos,
muitas vezes, incluíam milagres. Podemos imaginar que, na maioria
dos casos, e na maior parte do tempo, as coisas naquela época eram do jeito que
são hoje: as pessoas aprendiam sobre a Palavra de Deus e, em seguida, respondiam
à influência do Espírito Santo. Por fim, veja o que Ellen G. White escreveu: “A maneira
pela qual Cristo trabalhava era pregar a Palavra e aliviar o sofrimento por
obras miraculosas de cura. Estou, porém, instruída, de que não podemos agora
trabalhar dessa maneira, pois Satanás exercerá seu poder realizando milagres. Os
servos de Deus hoje não poderiam trabalhar mediante milagres, pois serão operadas
espúrias obras de cura, reivindicadas como sendo divinas. Por essa razão o Senhor
delimitou um caminho pelo qual Seu povo deve executar uma obra de cura
física, aliada ao ensino da Palavra. Devem ser estabelecidas clínicas de saúde, e com
essas instituições devem estar ligados obreiros que façam genuína obra médicomissionária.
Estende-se, assim, protetora influência em torno dos que vão às clínicas
de saúde em busca de cura” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 54).