Áudios Novo Tempo

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  • Estudo adicional
    Jó é apenas um livro da Bíblia, e não seria correto construir toda uma teologia
    com base em apenas um livro. Temos que nos apoiar nas Escrituras. Elas aumentam
    nosso conhecimento em relação às muitas perguntas difíceis feitas no livro
    de Jó. O Novo Testamento traz luz, de maneira especial, a muitas coisas que
    não poderiam ter sido plenamente compreendidas nos dias do Antigo Testamento.
    Talvez o maior exemplo disso tenha sido o significado do ritual do santuário.
    Embora um israelita fiel pudesse compreender a morte dos animais e todo o serviço
    sacrifical, foi apenas mediante a revelação de Jesus e Sua morte na cruz que esse
    rito foi mais plenamente elucidado. O livro de Hebreus ajuda a esclarecer grande
    parte do verdadeiro significado do ritual do santuário.
    Embora tenhamos hoje o privilégio de conhecer “a verdade presente” (2Pe 1:12)
    e recebido mais luz do que Jó teve sobre muitas questões, ainda precisamos aprender
    a conviver com perguntas sem respostas. A revelação da verdade é progressiva
    e, apesar da grande luz a nós concedida neste tempo, ainda há muito o que
    aprender. Ellen White nos diz: “A multidão de remidos percorrerá um mundo
    após o outro, e grande parte de seu tempo será empregada em perscrutar os mistérios
    da redenção. E por toda a extensão da eternidade, este assunto estará constantemente
    se desdobrando à sua mente” (Ellen G. White, Advent Review and
    Sabbath Herald, 9 de março, 1886).
    5 min
  • A ressurreição e a vida
    5. Leia Jó 14:14, 15. Qual é a pergunta de Jó? Como ele, à sua própria maneira,
    a responde?
    Um dos temas abordados no livro de Jó é a morte. Como poderia ser diferente?
    Qualquer livro que considere o sofrimento humano precisa analisar a morte,
    a origem de grande parte do nosso sofrimento. Jó perguntou se os mortos tornariam
    a viver, e então disse que esperaria “até que viesse a [sua] mudança” (Jó 14:14;
    ARC). A palavra hebraica para “esperar” também implica a ideia de ter esperança.
    Não é simplesmente aguardar alguma coisa, é ter esperança nela.
    A esperança de Jó era de “ser mudado”. Essa palavra vem de outro termo hebraico
    que pode dar a ideia de “renovação” ou “reposição”. Geralmente, ela diz respeito
    à mudança de uma peça de roupa. Embora a palavra seja ampla, dado o contexto
    em que se questiona qual “renovação” vem depois da morte, uma “renovação” esperada
    por Jó, o que mais essa “mudança” poderia ser, senão da morte para a vida,
    o momento em que o Senhor “teria saudades da obra de Suas mãos” (Jó, 14:15)?
    Certamente, nossa grande esperança – a grande promessa de que a morte não
    será o fim – vem da vida, ministério e morte de Jesus. “O [Novo Testamento] ensina
    que Cristo derrotou a morte, a inimiga mais cruel da humanidade, e que Deus
    ressuscitará os mortos para o julgamento final. Mas essa doutrina torna-se central
    à fé bíblica [...] após a ressurreição de Cristo, pois ela é validada e confirmada
    no triunfo de Cristo sobre a morte” – John E. Hartley, The Book of Job, NICOT,
    Accordance eletronic ed. (Grand Rapids: Eerdmans, 1988), p. 237.
    6. “Disse-lhe Jesus: Eu Sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que
    morra, viverá” (Jo 11:25). Que esperança e certeza Jesus nos concede a respeito
    do “fim”, algo que Jó não conhecia? Responda a pergunta preenchendo
    as lacunas abaixo:
    “A certeza de que a __________________________________ não terá a palavra final,
    pois os __________________________ tornarão a ____________________________”.
    5 min
  • O último reino
    A Bíblia é, entre outras coisas, um livro de história. Porém, ela não é simplesmente
    um livro histórico, pois fala de acontecimentos do passado e de eventos históricos
    para nos transmitir lições espirituais. A Bíblia utiliza fatos do passado para
    nos ensinar verdades de como devemos viver hoje (veja 1Co 10:11).
    No entanto, a Bíblia não fala apenas do passado. Em teologia, utilizamos o termo
    escatologia para nos referir aos eventos dos últimos dias (ao fim dos tempos). Esse
    termo é derivado de uma palavra grega cujo significado é “último”. Às vezes, ele é
    utilizado para abranger crenças sobre a morte, julgamento, Céu e inferno. Ele também
    se refere à promessa que temos de uma nova existência, em um mundo novo.
    A Bíblia fala muitas coisas a respeito do fim dos tempos. O livro de Jó termina
    com sua morte. Se esse fosse o único livro que tivéssemos, poderíamos crer que
    a história de Jó tivesse terminado como terminam todas as outras: com a morte.
    Não haveria nenhuma esperança.
    A Bíblia, porém, nos ensina algo mais. Ela mostra que, no fim dos tempos, o reino
    eterno de Deus será estabelecido. Ele existirá para sempre e será o lar eterno dos remidos.
    Diferentemente dos reinos terrestres que surgiram e caíram, esse será eterno.
    4. Leia Daniel 2:44 e 7:18. Esses versículos apontam para uma esperança. Que esperança
    é essa? Analise as afirmações abaixo e marque a única opção correta:
    I. A esperança de que não teremos mais lutas aqui na Terra e de que o ser humano
    resolverá sozinho seus problemas.
    II. A esperança da volta de Jesus e da destruição dos reinos deste mundo.
    III. A esperança da chegada do reino eterno, que perdurará para sempre.
    A. ( ) A alternativa I está correta.
    B. ( ) As alternativas II e III estão corretas.
    C. ( ) As alternativas I e II estão corretas.
    “O grande plano da redenção tem como resultado trazer de novo o mundo ao
    favor de Deus, de maneira completa. Tudo o que se perdeu pelo pecado é restaurado.
    Não somente o homem é redimido, mas também a Terra, a fim de ser a eterna
    habitação dos obedientes. Durante seis mil anos Satanás tem lutado para manter
    a posse da Terra. Agora se cumpre o propósito original de Deus ao criá-la. ‘Os santos
    do Altíssimo receberão o reino, e possuirão o reino para todo o sempre, e de
    eternidade em eternidade’” (Dn 7:18; Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 342).
    O livro de Jó realmente termina com a sua morte. A boa notícia para nós, e para
    Jó, é que o fim de seu livro não é o fim de sua história. E nossa morte igualmente
    não será o fim da nossa história.
    6 min
  • Restauração parcial
    A história de Jó termina num tom positivo, em comparação com a história de
    outros personagens bíblicos e, muitas vezes, de outras pessoas em geral. Estudiosos
    da Bíblia por vezes discutem a respeito da “restauração” de Jó. De fato, até
    certo ponto muitas coisas lhe foram restauradas.
    Mas se esse fosse o completo fim da história, pergunto com toda a sinceridade: A história
    realmente estaria completa? Certamente, as coisas melhoraram para Jó, e melhoram
    muito! Mas apesar disso, Jó um dia acabou morrendo. Todos os seus filhos e filhas também
    morreram, todos os seus netos e netas, e assim por diante. Com certeza, todos eles,
    de alguma forma, também enfrentaram muitos dos mesmos traumas e provações que
    enfrentamos, aflições que simplesmente retratam a realidade da vida neste mundo caído.
    Pelo que sabemos, Jó nunca conheceu as razões por trás das calamidades que
    lhe sobrevieram. Ele teve mais filhos, mas, e quanto à sua tristeza e luto por aqueles
    que havia perdido? O que dizer das cicatrizes que ele certamente carregou pelo
    resto da vida? A história de Jó teve um final feliz, porém não foi completamente feliz.
    Restaram muitas partes incompletas, muitas perguntas sem respostas.
    A Bíblia afirma que o Senhor “mudou a sorte de Jó” (Jó 42:10) e, de fato, a mudou,
    principalmente quando a comparamos com tudo o que havia acontecido antes.
    Mas ainda restavam muitas coisas incompletas, sem resposta, não realizadas.
    Isso não deveria nos surpreender, não é mesmo? Afinal de contas, não importa
    qual seja o “final” da nossa história neste mundo, bom ou ruim, feliz ou infeliz,
    algumas coisas ainda continuam incompletas, sem resposta e não realizadas.
    Por isso, de certa forma o final da história de Jó pode ser entendido como um
    símbolo, embora fraco, do verdadeiro final de todo sofrimento e infortúnio humanos.
    Ele é um prenúncio da grande esperança e da promessa que temos, mediante
    o evangelho de Jesus Cristo, de uma restauração plena e completa, de modo que
    a restauração de Jó pareça insignificante.
    3. De acordo com 1 Coríntios 4:5, nesta vida algumas coisas permanecerão sem
    resposta, incompletas e não realizadas. Esse texto nos aponta uma esperança.
    Que esperança é essa? Marque a(s) alternativa(s) correta(s):
    A. ( ) A esperança de que um dia Deus revele aqui nesta Terra todas as respostas
    que desejamos encontrar.
    B. ( ) A esperança de que dias melhores virão e que, pela nossa própria experiência,
    aprenderemos a responder as inquietações da nossa existência.
    C. ( ) A esperança da volta de Jesus, quando tudo o que está oculto será trazido
    à luz, e tudo que foi perdido será restaurado.
    D. ( ) A esperança de nos encontrarmos como indivíduos e entendermos nosso
    papel na Terra.
    6 min
  • Final infeliz
    A história de Jó (aquele que morreu “velho e farto de dias”) termina com “o vento
    soprando a seu favor”. Como sabemos, e sabemos muito bem, não é assim que
    a história termina para muitas outras pessoas. Mesmo aquelas que foram fiéis, virtuosas
    e dignas de honra, nem sempre acabaram em uma situação como a de Jó.
    2. Qual foi o fim dos seguintes personagens bíblicos?
    A Bíblia está repleta de histórias que não tiveram um final feliz. A própria vida
    é repleta de histórias sem final feliz. Muitas pessoas não saem das provações de
    maneira tão vitoriosa quanto Jó, sejam elas martirizadas por uma boa causa, mortas
    por uma doença terrível ou submetidas à miséria e ao sofrimento. Na verdade,
    falando honestamente: quantas vezes as coisas dão certo assim como deram para
    Jó? Perceba que nem precisamos da Bíblia para saber desse fato terrível. Quem não
    conhece histórias com final infeliz?
    *Lembrete: Aproveite mais o estudo da lição e envolva cada aluno na busca das respostas
    para as perguntas de cada dia, com base nas respostas e atividades para a semana,
    sugeridas no fim da lição de sexta-feira.
    Que histórias com final infeliz você conhece? O que você aprendeu com elas?
    6 min

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A voz da esperança