Avenida do Brasil

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Avenida do Brasil episodes

  • Salete Novaes comanda o Grupo Siroco e vê setor naval puxado por brasileiros

    A empresária Salete Novaes, CEO do Grupo Siroco, vê oportunidades crescentes no mercado naval, que, em Portugal, vem sendo puxado, sobretudo, pelos brasileiros. Segundo ela, que está há 30 anos em território luso, os negócios só não crescem mais por falta de marinas disponíveis para o atracamento de barcos.

    "Estamos com limitação de espaço. Precisamos de mais marinas", diz a brasileira, que comanda 30 funcionários — alguns deles estão ao lado de Salete desde o nascimento da empresa. "Nossa rotatividade é muito baixa. Sabemos a importância de nossos colaboradores para o nosso negócio. São nossos parceiros", assinala.

    Salete já trabalhava no mercado naval no Brasil com compras, vendas e alugueis de barcos, mas decidiu cruzar o Atlântico ao lado do marido, num recomeço para os dois. "Não foi fácil conquistamos nosso espaço, sobretudo para mim, por ser brasileira e mulher", ressalta. Mas a competência se sobrepôs a todo tipo de preconceito.

    O marido de Salete morreu recentemente e ela teve de tocar o negócio por completo. "Assumi todas as operações e estamos avançando", sublinha ela, que atribui à sua capacidade de ouvir o outro um de seus principais trunfos. "Estou sempre disposta a ouvir. Isso é muito importante em todos os aspectos", frisa.

    Para Salete, Portugal é um mercado potente para o setor naval, pois é um país posicionado de frente para o mar. Contudo, no entender dela, é preciso ampliar a infraestrutura para que o setor navegue em águas ainda mais tranquilas. No entender dela, quanto melhor for a infraestrutura do país, melhor para os negócios. 

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    30 min
  • Marca curitibana ganha o mundo com destaque ao café brasileiro

    Na estreia do Avenida do Brasil, o novo podcast do PÚBLICO Brasil, o CEO e cofundado da The Coffee, que nasceu em Curitiba e hoje está presente em 28 países do, apresenta a vertente empreendedora por trás da marca.

    Fundada em 2018 pelos irmãos Alexandre, Carlos e Luis Fertonani, a The Coffee não nasceu apenas de um plano de negócios, cuja inspiração veio de uma viagem a Tóquio, mas de uma lacuna de mercado, que encontrou em pequenos espaços a oportunidade de popularizar o chamado café de especialidade.

    “Vimos naquelas portinhas estreitas uma possibilidade de criar um modelo de negócio onde a hospitalidade não se mede em metros quadrados, mas no rigor da curadoria do produto”, diz Carlos.

    No projeto, desenhado a seis mãos, Carlos tratou da espacialidade e das linhas arquitetônicas, transformando cubículos de três a 15 metros quadrados em espaços de design funcional, com tablets para autoatendimento.

    Alexandre refinou a narrativa de marca e a experiência sensorial, com ênfase à curadoria que garante ao menos 80% de café autenticamente brasileiro à xícara ou copos desenhados especialmente para o modelo de takeaway. Por fim, Luís garantiu a tecnologia e a musculatura logística que sustentam uma rede global sem perder a consistência.

    “Iniciamos em Curitiba, começamos a expansão pelo Brasil e a partir do aporte de um investidor-anjo, criamos um modelo para levar a marca ao exterior em um modelo de franquias”, explica Carlos, revelando que, dentro em breve, a marca chega a 400 unidades em todo o mundo.

    O controle de qualidade, aliás, obedece um rigor que vai desde a escolha dos franqueados da marca ao acompanhamento, bem como a adaptação a cada mercado. Em Lisboa, por exemplo, há quem faça latte de pastel de nata.

    Ao reduzir o custo de ocupação e enxugar o tempo de permanência em cada unidade, os irmãos criaram um modelo que desafia os gigantes do setor. Atualmente, com dezenas de portas abertas na Europa, na América Latina e na própria Ásia, a The Coffee demonstra que a gastronomia urbana contemporânea, em especial no mundo dos cafés especiais, pede intenção e a coragem de transformar uma ideia em negócio, mesmo que o modelo parta da menor porta da rua para ganhar o mundo. “Vamos seguir nesta expansão pelo mundo, sempre de olho na melhor entrega ao consumidor final”.

     

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    28 min

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