Janeiro foi marcado pela importante mudança na postura do Banco Central norte-americano (Fed). Com a permanência de um quadro marcado por alta inflação e baixa ociosidade no mercado de trabalho, os membros do Comitê (Fomc) demonstraram maior convicção para adequar, de maneira ágil, a condução da política monetária, via aumento da taxa de juros e redução do balanço do Fed. A intensidade com que essas ferramentas serão ajustadas continuarão sendo determinantes para o comportamento dos ativos em 2022.
No cenário interno, a inflação segue persistente e em patamar maior do que o observado no mundo desenvolvido. No primeiro quadrimestre do ano, as projeções apontam que a inflação acumulada em 12 meses continuará rodando em torno de 10% ao ano. Depois desse período, o processo de convergência à meta se acelerará, alcançando 5,8% em dezembro de 2022.