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Daniela e Gustavo contam como nasceu a ideia de abrir uma livraria com títulos que normalmente não despertam grande interesse comercial, explicam quais são os critérios de seleção das obras, e comentam a reação do público quando conhece o acervo, até então inédito na região. A dupla também revela que está se preparando para trabalhar como uma editora e falam um pouco desse processo.
Daniela da Câmara é Arquiteta e Urbanista, formada pela Fundação Belas Artes, que pensa a cidade de forma acolhedora, humana e ambientalmente desenvolvida. Exerceu a função de secretária municipal de planejamento de meio ambiente de Jundiaí de 2013 a 2016. Gestora da Cheiro de Livro, em Jundiaí, loja de flores e livros com especial dedicação à bibliodiversidade.
Gustavo Diniz é Bacharel em Letras (USP) com ênfase em Estudos Literários, sendo autor do ensaio “Desconstrução e beleza” através de pesquisa apoiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Professor, escritor, curador literário na Cheiro de Livro e Casa Amarela, livrarias dedicadas à bibliodiversidade. Produtor cultural na Locomotiva Produções. Dedica-se, ultimamente, aos estudos entre sociedade e cultura.
A Amanda conta, neste quinto episódio, o que significam escrevivências e oralituras na sua percepção, e como essas palavras estão relacionadas com sua produção literária, junto com muitas histórias, tradições e afetos. Ela também fala sobre como foi descobrir o mundo editorial enquanto produtora de um livro, o "Narrativas da devoção: a Folia de Reis de Várzea Paulista".
Amanda é professora de Educação Física da rede pública de ensino, Mestra em Educação pela UFOP, pesquisadora e percussionista. Seus trabalhos, vivências e pesquisas giram em torno das histórias e culturas afrobrasileiras, com enfoque nos Reinados Negros e Congados, na história de Chico Rei e também nas Folias de Reis; além de pesquisas e práticas nos temas de culturas populares, diversidade cultural, relações étnico-raciais e suas relações e presenças na educação. Toca, dança, faz música, trilhas sonoras e outras linguagens artísticas.
No quarto episódio de Balaiada, Jow fala sobre como foi produzir o seu Jornal Social Cultural. Ele também comenta sobre as suas percepções do universo fanzineiro, a nível regional e nacional, tanto nas ruas como nas instituições diversas. Outro assunto muito interessante abordado é todo o potencial pedagógico que um zine tem.
Jow Campos é tecnólogo em Design Gráfico pela UNIP, estudante de Pedagogia pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas. Artista visual, produtor cultural independente, recreador infantil e cuidador da terra.
Vicenta, Rafa e Antonia contam como surgiu a ideia de preparar uma produção editorial que desse forma aos anseios sociais e criativos do ateliê TRANSmoras e também sobre como funciona o processo coletivo de produção do jornal.
Vicenta Perrotta faz parte do Ateliê TRANSmoras, em Campinas, um espaço dedicado à potência da travestilidade no Brasil. Seu trabalho de arte e moda constrói processos para naturalizar essas corpas na sociedade e quebrar a invisibilização. A essência de sua criação está na ressignificação de peças e tecidos antigos ou descartados, usando as estéticas construídas com essas corpas como ferramenta de transformação.
Rafa Kennedy acredita na força que as memórias possuem, utiliza a fotografia como uma ferramenta chave de mudanças e enfrentamento à questão de violência estrutural. Desnaturaliza a não-presença de travestis, expondo belezas descamadas de hegemonias, buscando inserir suas estéticas no contexto contemporâneo das artes. Fomenta, assim, um movimento artístico que se volta à naturalização e valorização de vidas brasileiras não-normativas, fazendo da fotografia também um lugar de compreensão, aproximação e reconhecimento, correlacionando a estética e ética em uma ruptura das moralidades enraizadas no Brasil.
Antonia Moreira é formada em Publicidade e Propaganda pela PUC-Campinas. Em 2018 foi bolsista do programa de inovação do Governo de Minas Gerais em BH. De volta à Campinas, atuou junto ao Ateliê TRANSmoras na estruturação e aperfeiçoamento de projetos da comunidade trans. É embaixadora da TODXS, associação voltada à formação de lideranças LGBT. Em 2019 foi expositora da feira de folheteria do Centro Cultural São Paulo com o Jornal “Travesti VIVA! 1ª edição”. Também foi assessora de imprensa em festivais online da coletividade MARSHA!
Hildon Vital de Melo, nosso convidado deste episódio, tem experiências de publicação em diversas editoras e formatos. Durante a conversa, ele contou suas percepções dobre a produção de um livro como (como como?) o Hai, e sobre seus processos de publicação e autopublicação. Impressões sobre a cena literária e sobre suas conexões com as editoras cartoneras.
Hildon, o Camaleão Albino, jundialmente conhecido, é escritor, poeta, professor de filosofia, agitador cultural e panfletário do caos. Acredita, sem demagogia, que a literatura tem como função humanizar as pessoas.
Neste primeiro episódio, a convidada Bella Tozini, conta sobre o processo de produção de um livro de fotografias em tempos de Instagram, Pinterest e outras redes. Ela também dá detalhes sobre a estética do livro e comenta sobre os eventos que se originaram da autopublicação de seu primeiro livro, "Lacração".
Bella Tozini é artista e pesquisadora do campo das artes visuais com ênfase na relação entre fotografia, publicações independentes, corpo, gênero e sexualidade. Mestra em Multimeios pela Unicamp (2018), fez especialização em direção cinematográfica na Escola de Cinema de Lodz na Polônia (2004). Publicou o fotolivro de retratos “Lacração”, sobre a comunidade LGBTQI+ da cidade de Jundiaí – SP em 2018. Em junho de 2019, realizou a exposição fotográfica e intervenção urbana “Lacração - Territórios”. Vive no interior do estado com atuação em grupos e coletivos culturais das cidades de Itu, Jundiaí, Campinas e região.
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