Muitos "brasis" estão representados nas obras de Dias Gomes: o fantástico, o engraçado, o irônico, o marcado por figuras que rendem reflexões e críticas sociais. Você pode até nunca ter ouvido falar em Alfredo de Freitas Dias Gomes, mas certamente conhece algum dos personagens que ele deu vida: Zé do Burro, Odorico Paraguaçu, Sinhozinho Malta, João Gibão.
Nascido em Salvador, em 1922, Dias Gomes mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança. A primeira obra teatral A Comédia dos Moralistas (1937) escreveu aos 15 anos. A consagração veio na década de 1960 com a peça O Pagador de Promessas.
A obra foi um sucesso absoluto de crítica e de público. Virou filme e, em 1962, recebeu a Palma de Ouro no Festival de Cannes, na França. A produção esteve entre as cinco finalistas que concorreram ao Oscar de filme estrangeiro naquele ano. Apesar do reconhecimento, a obra de Dias Gomes foi alvo de censura muitas vezes.
Seja no teatro, no cinema ou na televisão, Dias Gomes sempre se mostrou muito talentoso para narrar o Brasil. O dramaturgo morreu em 18 de maio de 1999, aos 76 anos, vítima de um acidente de carro.