As batalhas começaram no dia 25 de junho de 1822. De um lado o exército português bem armado e equipado. Do outro, combatentes como negros escravizados e libertos, fazendeiros, vaqueiros, lavradores, artesãos... Parecia fácil dizer quem tinha mais chances de vencer as batalhas. Mas em jogo estava a liberdade.
Os baianos sabiam que uma nova história começaria quando a luta terminasse e não mediram esforços para consolidar a independência do país, que tinha sido proclamada por Dom Pedro I, às margens do Ipiranga, em sete de setembro de 1822.
O povo saiu vencedor, depois de lutar em cidades do recôncavo e na capital baiana. E depois de quase 200 anos do acontecimento, a data celebra heróis que sempre representaram a alma dos baianos: Maria Felipa, a mulher negra que, junto com outras mulheres, foi responsável por destruir navios portugueses, em Itaparica. Além de Maria Quitéria, que se passou por homens para participar das batalhas e Joana Angélica, a madre que foi morta ao tentar evitar a entrada dos portugueses no Convento da Lapa. O povo baiano formado por mulheres, religiosos e indígenas se uniram para defender o Brasil.