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O texto que vamos ler e refletir foi escrito para uma geração de pais e mães que estavam na fronteira de uma terra perigosa, cheia de outros deuses e de outras culturas. Os seus pais tinham morrido no deserto. Aquela geração era a segunda chance de Israel. E Moisés precisava ensiná-los a proteger a alma dos filhos antes de atravessar o rio.
quem vai restaurar o que está quebrado?
Hoje, a resposta entra numa sinagoga simples, na cidadezinha de Nazaré, e pega um rolo nas mãos.
Miquéias capítulo 6. O cenário é o século VIII a.C., e Judá vive um abismo.
A prosperidade da elite de Jerusalém é erguida sobre a opressão e a corrupção.
Para entender como essa elite de Jerusalém (e de Samaria) enriqueceu é preciso olhar para a transformação econômica e política que ocorreu em Israel e Judá naquele período, na época de profetas como Miquéias, Isaías e Amós.
A riqueza da elite não veio da bênção divina ou do trabalho honesto, mas da destruição do sistema social que Deus havia estabelecido.
Hoje, nós vamos olhar para o Evangelho de Mateus e ver o que acontece quando Jesus nos obriga a enfrentar a tempestade, não para nos afogar, mas para nos ensinar a andar sobre aquilo que ameaça nos destruir.
Jesus nos apresenta um tipo de milagre "destrutivo" ao amaldiçoar uma figueira que não mostrava frutos, apenas folhas. O que Jesus quis nos ensinar? ou será que foi apenas um acesso de raiva de um viajante faminto?
Saul não nega ter recebido uma ordem explícita de Deus. Ele reformula a desobediência como um gesto de adoração. Ele guardou o melhor — não para si, segundo ele — mas para oferecer a Deus.
É sempre isso: pegar exatamente o ponto onde Deus pediu entrega total, editar esse ponto, e chamar a edição de devoção. Saul não estava se rebelando contra a religião. Estava se rebelando contra a instrução específica, usando a própria estrutura religiosa.
E nós, agimos como?
Jesus nos mostra em Mateus 6 que a ansiedade não é apenas um problema emocional, mas sim um problema de adoração. Quando tentamos garantir o nosso amanhã por conta própria, acabamos servindo a um falso senhor (que a Bíblia chama de Mamom), criando um sistema de segurança alternativo para não precisarmos depender de Deus no escuro. O resultado disso é uma mente fraturada, dividida entre o hoje e o amanhã. No fim das contas, o nosso cansaço acaba sendo o dízimo que pagamos ao altar do controle.
O refrigério de saber que temos um Pai que já sabe de nossas necessidades. Ministração baseada no Salmo 13 e Mateus 6.
Existe uma pergunta que ninguém faz em voz alta mas todo mundo está fazendo por dentro: e se não der certo?
E se o dinheiro não chegar? E se o emprego acabar? E se a conta não fechar no fim do mês? Essa pergunta não é fraqueza. Ela é humana. E ela mora
dentro de cada um de nós com mais conforto do que gostaríamos de admitir.
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